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  O Ponto Doze

O Ponto Doze corresponde ao signo de Peixes, a uma sensibilidade oceânica.
Um pisciano sente tudo ao redor dele, desespera-se com a dor dos outros, alegra-se com a alegria dos outros.
A dor de alguém dói tanto em um pisciano, que ele não agüenta, quer se sacrificar, se martirizar, se aniquilar para aliviar essa dor insustentável.
Sacrifica-se pelos outros e assim incita-os a não se esforçarem, a se aproveitarem, a se tornarem preguiçosos e cínicos.
A sensibilidade não é feita para sofrer, nem para tomar decisões.
A sensibilidade é feita para sentir, perceber e assim inspirar a consciência e tomar decisões inspiradas.
Quem toma decisões é a consciência.
Mas a consciência precisa ser informada.
Devemos usar a sensibilidade, não deixar a sensibilidade nos usar.
O signo de Peixes é regido por Netuno, um planeta invisível, correspondendo a faculdades supraconscientes, então inconscientes, agindo de maneira cega e perigosa.
Um Deus sonâmbulo é perigoso.
Sim, devemos usar o Divino, mas vamos faze-lo de maneira consciente.
Vamos usar o Nada, esse Nada de onde emana o Universo.
Vamos usar o Poder supremo: o Nada.
Vamos usar conscientemente o supraconsciente, o nível espiritual, o Divino.

 

Viagem Interior

Ponto Doze, o Nada

Em plena Luz,
na plena Luz da sua consciência,
você veste seu corpo de Nada,
seu corpo feito de Nada,
a imensidão sem forma,
o Infinito sem forma que você é.
Nesse oceano de Nada se dissolvem,
de maneira natural,
as emoções negativas.
As dores se dissolvem na ilusão de que eram feitas.
Nesse Nada abismal se dissolvem
as mágoas que você sofreu
e que ficavam, sem você suspeitar,
trancadas na escuridão do seu mundo profundo.
No Nada, em um abismo de Nada estão caindo,dissolvendo-se, as mágoas de outros tempos,e do Nada nasce em você uma deliciosa sensação de bem-estar,de plenitude.
Nesse delicioso oceano de Nada se dissolvem
as raivas, as raivas mortas estão caindo no abismo do Nada,
dissolvendo-se por si próprias no infinito Poder do Nada.
E do Nada nasce em você uma deliciosa sensação
de plenitude e de bem-estar.
Vestido/a do seu corpo de Nada,
você desce nas profundezas do seu mundo interior.
Basta focalizar a Energia do Nada para dissolver os obstáculos, as limitações arbitrárias que foram condicionadas em você por traumas e figuras de autoridade.
Basta focalizar a Energia do Nada
para dissolver os obstáculos do seu mundo interior,
que se materializavam em obstáculos materiais,
em dificuldades em seu cotidiano.
Com a Energia do Nada, você dissolve os preconceitos de tal ou tal pessoa que você conhece, deixando esses preconceitos desaparecerem no abismo do Nada.
Enquanto nasce em você uma música,uma harmonia deliciosa,
de você para com você,
de você para com o Universo.

  A Viagem Interior Planetária

D.K Saudo a Todos os Grandes Seres da Hierarquia de Peixes do Planeta Netuno.

 

NETUNO

Netuno está tão longe que, até em um telescópio, tem uma aparência confusa, parece se dissolver nas trevas do espaço, nesse oceano de Nada onde gravitam as galáxias. Parece  estar em comunhão com essa imensidão. Parece nada e parece essa imensidão. Esse Nada de que falam o Buda e São João da Cruz.

Netuno é o planeta dos místicos, o planeta da comunhão. Também é o planeta dos atores. Os atores se confundem com os personagens, deixam de ser eles para se tornarem outros. Quem inventou o teatro? Foram os gregos. Mas o teatro grego é apenas uma vulgarização dos Grandes Mistérios Gregos, e os Grandes Mistérios Gregos são apenas uma adaptação dos Mistérios Egípcios, e os Mistérios Egípcios são apenas uma sofisticação de um Mistério muito mais antigo e profundo: o xamanismo.

Um xamã se identifica com um espírito, uma inteligência da Natureza e fala com a voz dos Deuses.  Assim, um ator se identifica com um/a personagem, fala com a voz do/a personagem, sente, vive o/a personagem, é o/a personagem. Depois encarna um outro papel, outro/a personagem, vive dez, quinze personagens. Acaba se perdendo em uma grande confusão. Pergunta-se: quem sou eu? Não sabe mais. Pode ser qualquer um desses personagens, não é nenhum deles.

Quem é ele? Ninguém, nada. Se ele compreendesse! Ele é ele, uma consciência sem forma, capaz de vestir qualquer forma, a forma de Júlio César, de Macbeth ou de Othelo, de uma parede como no "Sonho de uma noite de Verão" de Shakespeare, ou de uma montanha e conhecer a montanha como a montanha se conhece, ou o vento. Ser o vento e compreender o vento como o vento se compreende.

Netuno é o verbo ser. O Verbo.  A fórmula para usá-lo é simples: eu sou. Eu sou o vento, eu sou o cosmos, eu sou você.

No teatro, podemos perceber como funcionam os dois hemisférios do cérebro. O espectador, com curiosidade, observa o que acontece no palco, analisa, raciocina, compreende com clareza e precisão, mas de maneira exterior e um pouco superficial. O espectador usa a metade esquerda do cérebro: a metade racional. O ator não analisa, não raciocina. Compreende os personagens sendo os personagens. Usa a metade direita do cérebro. Usar as duas metades é eficiente!

Vamos usar o verbo ser, viajar em Netuno:

 

Viagem Interior

Deixe, deixe sua imaginação sonhar.
Deixe o oceano da sua imaginação se movimentar.



Em plena Luz do Sol você chega a uma praia.
Seus pés nus sentem, com prazer, a areia seca,
que desliza com leveza.
Respirando essa brisa leve que vem do mar,

sentindo o calor do Sol nas suas costas,
você se aproxima do mar,
andando na areia úmida,

firme sob os pés.
Entrando na água, as ondas batem
nos seus pés, nos seus tornozelos,
essa água um pouco fria e tão agradável, tônica.
A água chega aos joelhos e você mergulha.

Nadando nessa água que não tem forma própria,
não tem forma própria,

você veste um corpo de golfinho,
você é um golfinho,
deliciando-se em nadar nessa água transparente,
deliciando-se em descer profundo e subir,
pular fora da água,
mergulhar com um grande barulho.
Nadando, deliciando-se em sentir a água deslizar ao longo do seu corpo.
Descendo, admirando a paisagem de rochas, algas e areias,

onde fluem cardumes de peixes multicoloridos.
Você sai do corpo de golfinho,
entra em um cardume de peixes,
você é todos eles,

nadando, com tranqüilidade, com os corpos de muitos peixes.
Você é muitos peixes
nadando no prazer tranqüilo do fundo do mar,
passando através de uma floresta de algas dispersas.

Você é um que são muitos,
muitos que são um,
todos eles, o cardume,

sentindo pelo sentir de cada um deles,
olhando pelos olhos de todos eles a misteriosa floresta de algas.

E você veste a floresta de algas.
Você é a floresta de algas,

ondulando devagar ao ritmo das águas,
em comunhão de ritmo com as águas,

sentindo essa tranqüilidade vegetal que você é,
sem pressa, nesse devagar vegetal,

no ritmo natural da dança profunda das águas profundas.
Em comunhão total com o oceano,
você dissolve suas formas,
veste o oceano,

essa imensidão de água.
Essa imensidão de água, você.

Das profundezas até as ondas da superfície, você,
você sem forma própria,

fluindo de uma forma para outra;
você, essa imensa massa oceânica,
esse sentir oceânico,

esse sentir que sente de todos os lados,
de cima, captando a Luz do dia e,

mais longe em você, ao mesmo tempo,
captando os mistérios da noite, fluindo.

Das profundezas, sentindo a paz das profundezas profundas,
você, o oceano sem forma no tempo e na Eternidade.
O oceano de água salgada,
o oceano do tempo,
divagando na Eternidade.

O oceano de consciência que você é.
O oceano do Ser.

Além, além. Além de qualquer forma.
Além de qualquer carma. Além

de qualquer condicionamento.
Livre da forma.
Livre da liberdade eternal

da Eternidade oceânica que você é.
E você se lembra do seu corpo físico,
seu corpo humano,
e com delícia você entra nele,
deixando todas as células do seu corpo físico se lembrarem,
se lembrarem.

 

Comentário

Precisamos usar Netuno, não devemos permitir que Ele tome nossas decisões: seria um caos, uma confusão total. A maneira de agir das pessoas de Netuno é confusa: perdem as chaves das suas casas várias vezes por dia, deixam qualquer um influenciá-las e, como são muito telepáticas, deixam-se manipular, o tempo todo, por qualquer influência que ande por aí. Saem para ir ao cinema, mas passando em frente de uma loja entram, compram uma roupa que nunca vão vestir: deixam o desejo de uma outra pessoa tomar decisões por elas.

Controlar o oceano não é fácil. Controlar Netuno não é fácil. O planeta do controle é Saturno, que estabelece limitações. Mas Netuno está mais longe do Sol do que Saturno. Netuno, como os dois outros planetas invisíveis, está fora do alcance de Saturno. A vontade comum, a disciplina comum, conseguem controlar muito mal a hipersensibilidade netuniana. Mas Netuno está contido no círculo descrito por Plutão. O sistema solar inteiro está contido na esfera de Plutão. Quando o Sol da nossa consciência ilumina Plutão, quando as qualidades supraconscientes de Plutão se tornam conscientes, controlamos, sem repressão, de maneira espontânea, a totalidade do nosso universo.

O Supraconsciente

Netuno, a Dimensão Espiritual

Critico a Índia. Critico a Índia de hoje, não a Índia verdadeira, a Índia dos Vedas. A grande Índia cumpriu sua missão e morreu com a entrada da era de Peixes/Virgem. A era de Peixes/Virgem tinha por missão conquistar uma nova forma de inteligência, a inteligência racional. Começou 600 anos antes de Cristo, com o Budha, os filósofos gregos e o idioma grego, o primeiro idioma moderno, dotado de uma poderosa estrutura lógica: uma gramática. De um lado Peixes, Netuno, a espiritualidade; do outro lado Virgem, Mercúrio, uma lógica impecável. A lógica separa, analisa, disseca em pedaços para compreender como os pedaços se interligam, se explicam, como funciona. Assim separou o Céu e a Terra, o espírito e a matéria. Budha queria só a espiritualidade: isso é uma heresia. A Índia percebeu muito bem que Budha era um herético, expulsou o Budismo. Não existem budistas na Índia. Mas, para conseguir expulsar a heresia budista, Shankara foi obrigado a seguir a inteligência da época e fez exatamente o que fazia o Budha: privilegiou a espiritualidade em detrimento da vida material, esquecendo que o Infinito é apenas um pedaço da Realidade e que o Infinito se materializa no esplendor do Universo.

Mas devemos ser gratos e muito, tanto ao Budha quanto a Shankara. O erro deles permite-nos obter uma visão clara do mundo espiritual como tal, e compreender Netuno. Vamos usar a Índia, a Índia divina. Vamos chamar Brahma, o Satguru (em sanscrito Sat significa "Ser") o Guru do Ser. Brahma vem da raiz brih, que em sânscrito significa "brilhar" (o sânscrito é um idioma indo-europeu, as raízes são idênticas). Brahma, o brilhante. A Luz. O ser. O verbo ser. O Verbo. Deus tem a mesma etimologia que “dia”: Luz). Netuno.

 

Viagem Interior:
O Satguru, o Mestre do Ser

Imagine, na Índia, um Templo dedicado ao Sol Espiritual,
um templo muito antigo, há cinco mil anos atrás, na Índia dos Vedas.
Talvez o templo esteja apenas um círculo de árvores.
As árvores são sagradas,
pelas raízes em comunhão com a Terra,
pelas folhas em comunhão com o Céu.

E você anda na mata, à procura da Realidade.
Subindo uma montanha, aproximando-se do Céu,
você encontra uma pessoa sentada, pernas cruzadas, em uma rocha.
Brilha.
Uma pessoa feita de Luz.
Você sabe.
Encontrou Brahma, o Ser.
Encontrou a Pessoa quem É: o Guru do Ser.
Com curiosidade, com toda a curiosidade e a facilidade da sua alma,
você pergunta:
 "Quem é  Você"
A figura brilhante responde:
"Eu sou o que eu sou.
Quando sou o vento, eu sou o vento.
Quando sou a tempestade, eu sou a tempestade.
Quando sou a brisa da primavera, eu sou a respiração da primavera.
Quando sou as nuvens, eu caio em chuva.
Quando sou o Sol, eu sou o Sol.
Eu sou o que eu sou."
E você sabe.
É o Guru do Ser.
E você se lembra. Você se lembra:
"Eu sou. Eu sou. Eu posso Ser o que eu quiser.
Eu posso Ser eu, eu posso Ser você.
Eu posso Ser o Universo.
Eu sou Brahma. Eu brilho.
Eu sou a consciência.
Eu sou eu, a consciência, a Luz,
a Luz sem forma, infinita.
Sem forma, posso vestir qualquer forma,
a forma do trovão ou a forma de um pássaro.
Eu posso vestir a forma de uma estrela.
Eu posso vestir uma galáxia.
Eu sou o Poder do Universo, a consciência.
Eu posso vestir uma forma humana
para respirar o vento que vem do mar,
para admirar a beleza do pôr-do-Sol,
para tocar as pétalas de uma rosa,
para abraçar as pessoas que amo, para amar."

 E você usa o Poder do Universo na sua vida quotidiana.
Precisando de entusiasmo,
você veste o entusiasmo, você irradia entusiasmo, energia.
Você transmite entusiasmo, energia, aos outros.
Você é um líder.
Você veste o sucesso.
Veste a prosperidade.
Veste a felicidade.
Você é sucesso, prosperidade, felicidade.
Você é. Você é o que você é.
 
 

Comentário

Acabamos de fazer o que faziam os Rishis, os videntes que criaram os Vedas. Usamos o Infinito, o Nada, para materializar em nossa vida um Paraíso terrestre de bem-viver. Fomos além de Netuno, além da espiritualidade, em Realidade usamos Plutão. Fizemos o que fazem as árvores, usamos a polaridade Céu/Terra, a Energia cósmica fluindo entre os dois pólos do Céu e da Terra, do espírito e da matéria. Fizemos o que faz a Realidade divina.

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O texto original é encontrado com toda a nossa gratidão em:
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