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O Fogo e as Salamandras

Os xamãs em todos os lugares e em todas as épocas sempre mantiveram uma amizade especial com o fogo. Andam com os pés nus na brasa. A Alquimia fala, de maneira misteriosa, de varias fogos secretos. Milarepa, o grande poeta tibetano, nas alturas geladas do Himalaia, se vestia apenas com uma roupa de algodão, tão forte era seu fogo interior.

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O Mestre do Fogo

 

Deixe brilhar a chama da sua curiosidade,
deixe sua curiosidade percorrer os caminhos do espaço e do tempo,
para encontrar aquele que tem o Fogo por Aliado,
esse fogo azul, quase branco,
intenso.
Andando, caminhando,
você sabe que está andando no seu próprio mundo interior,

descobre que o Mestre do Fogo estava escondido em você.
 Ele está aqui, com seus cabelos ruivos,
sua barba ruiva,
seu olhar penetrante.
O Mestre do Fogo
é um aspecto de você,
o Mestre do Fogo em você.
Com sua mão astral, apontando os dedos da sua mão astral,
você ascende em frente de você um fogo etérico,
um fogo de energia primordial.
Logo esse fogo etérico se sustenta por si próprio,
se torna uma serpente de fogo etérico, uma salamandra,
uma salamandra amiga, sim uma poderosa inteligência amiga.
Dá um nome á salamandra.
Chama a salamandra do primeiro nome que vier,
o nome dela, o nome que ela quer.
E você sente o desejo, o fogo, o desejo de vestir a salamandra,
como se veste uma roupa, vestir a salamandra,
 conhecer o fogo do interior.
Seu corpo já está feito de Fogo.
Sua alma é feita de Fogo.
Você é uma chama,
você é brasa.
Com seu corpo de Fogo, você entra
no Fogo de uma estrela.

Com seu corpo de Fogo, você entra
no Fogo do início do mundo.

 Volta para a Terra, para a mata.
Com seu corpo de Fogo, entra em uma pedra.
Percebe o Fogo secreto da pedra.
Com você a pedra se lembra do Fogo primordial,
do Fogo das origens.

Você entra no Fogo da paixão,
a paixão de buscar a verdade.
Sim, você entra no Fogo Inicial,
no Fogo da consciência.
Você dança,
dança a dança das chamas,
você é uma salamandra, dançando... queimando... dançando...
queimando as raivas, as fúrias.
Você entra em Alquimia,
você se torna um sol.
Você se transforma em você, em Sol.
E você pensa numa pessoa que poderia mudar,
mas nem quer nem deseja.
E você  suscita  nessa pessoa um fogo,
um desejo ardente de mudar,

um fogo,
um entusiasmo, um fogo.
E você agradece a salamandra.

Comentário

Use uma salamandra para limpar um terreno infestado de formigas e cupins. Imagine uma enorme serpente de fogo astral percorrendo o terreno, com a missão de despedir essas pragas, e eventualmente queimá-las. Quando você voltar uma semana depois, não terá nenhum rastro desses insetos. O único talento necessário para conseguir isso é a  imaginação. Por paradoxal que pode parecer, a imaginação é a faculdade a mais realista. O Universo não é feito de palavras, mas de sua consciência, e a consciência percebe imagens. As formigas perceberam fogo.

O Fênix

 

O astral é um espaço energético. O que você constrói no astral, as formas que você memoriza, de maneira natural, se materializam. O Universo é feito assim. Fazemos isso o tempo todo, de maneira inconsciente. Fazer isso de maneira consciente é melhor.
Claro, memorizamos formas negativas. Essas formas negativas produzem acontecimentos prejudiciais e obstáculos. Aqui está o lado sombrio de Saturno. Como qualquer outro Deus, quando cego, é perigoso. Devemos usar Saturno, construir, não deixar Saturno nos aprisionar.
No Egito antigo, o Fênix era uma ave misteriosa. Aos mil anos de idade, quando cansada, velha, sentava-se no seu ninho, acendia fogo, queimava-se e renascia das próprias cinzas. O naipe de Paus é o naipe de Plutão, o naipe da Alquimia. Alquimia. Destilar. Cristalizar. Viagem iniciática do Egito antigo. Viagem xamânica.

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O Fênix

 

Imagine um Templo no Egito Antigo,
um Templo do Sol.
Nesse Templo Solar
imagine essa ave misteriosa, o Fenix,
veste o corpo do Fênix, suas asas brilhando
na luz dourada.
Alçando voo, vai até o altar,
sente-se no ninho, no ninho das suas magoas,
lembrando-se das suas mágoas,
das suas revoltas, das suas raivas.
Acenda o fogo das mágoas.
Acenda o fogo das revoltas.
Acenda o fogo das raivas, o fogo vulcânico das raivas.
Você esta se tornando fogo,
queimando, transformando-se em fogo,
transformando-se na beleza do fogo.
Dançando... dançando a dança das chamas,
a gloriosa dança do fogo,
transformando-se em fumaça.
Você é fumaça elevando-se para o Céu.
Você é fumaça espalhando-se nas alturas do Céu.
Você se torna imenso/a, na imensidão do Céu,
sem forma, sem limite.
Você é Luz, imensidão de Luz.
Música, imensidão de música.
E você olha as cinzas no altar do Templo do Sol.
O que ficou, as cinzas, a memória.
As cinzas, a memória que não pode mais pegar fogo.
As cinzas, a memória sem emoção,
sem mágoa, sem dor.
A memória pura, o conhecimento, o Poder.
E você ressuscita das cinzas,
jovem, dessa vitalidade ardente,
essa força, esse Poder.
O Poder, o Poder que você é.

 

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