PENTAGRAMA


A DEUSA MÃE


O PENTAGRAMA


 

A Estrela de Cinco Pontas, também denominada Estrela Pentagonal ou Pentagrama é primordialmente um dos símbolos da magia, que sempre aparece em diversos ritos. Ela foi difundida  pela Escolas Pitagóricas (Pitágoras também se dedicava à magia, alquimia e à alquimia cabalística), e recebeu  do teólogo, médico e cabalista Cornélio Agrippa (dedicado à magia), o nome de Estrela Flamejante ou Estrela Flamígera, no início do século XVI.

A Estrela de Cinco Pontas era considerada o símbolo intermediário entre a "Obra do Sol" e a "Obra da Lua". que são as duas linhas da Magia, às quais podem bifurcar-se nos lados "Claro" e "Escuro" da Força.

Sua orientação, ou melhor, a maneira de orientar suas pontas, significa eventualmente, sua utilização simbólica para uma destas opções.

Com uma ponta para cima, ela significa TEURGIA (a arte de fazer milagres) e conclama as influências celestes, que, através de seu poder mágico, virão em apoio invocador; com uma ponta para baixo, ela significa GOÉCIA ( arte de realizar malefícios) e de acordo com intenções do invocador, atrai as influências astrais maléficas. GOÉCIA é a síntese da TEURGIA, ou seja, suas práticas, suas tendências e suas cerimônias são sempre contrários às da TEURGIA; esta, faz as obras da LUZ e aquela a das TREVAS. A GOÉCIA "pura" é na realidade, a parte experimental da magia, no que se refere aos poderes que o homem desenvolve em si, através de determinados processos, e ao domínio que chegará a exercer sobre as entidades do astral; enquanto isso, a TEURGIA ensina ao homem, o relacionamento com os planos superiores, concedendo-lhes os poder de visões extraordinárias e intuições relativas aos mais profundos segredos do esoterismo.

Como símbolo necessário em todas as operações de magia, a estrela deve ser composta por todos os metais e, em sua consagração, devem intervir todos os elementos.

Para a consagração, sopra-se cinco vezes, uma em cada ponta, são banhando cinco vezes com água lustral (?)   e secando-se na fumaça dos cinco perfumes: incenso, mirra , alóes, flor de cânfora e enxofre; a seguir são sopradas novamente as cinco pontas, enquanto são pronunciados os nomes dos cinco gênios: Rafael, Gabriel, Samael, Anael e Orifiel; depois, a estrela é colocada no chão, virando-se a ponta única, sucessivamente para o norte , o sul, o leste e o oeste, ao mesmo tempo em que são pronunciadas em voz alta as letras hebraicas IÔD, HÉ, VAU e em voz baixa as letras ÁLEPH   e  TAU. Depois disso, a estrela é colocada sobre o altar das invocações sendo rezadas as preces dos silfos, das ondinas, salamandras e gnomos, enquanto são molhadas, novamente as cinco pontas, secando-se, em seguida, na fumaça dos cinco perfumes . A função principal da estrela é testemunhar a obra que se está fazendo: se for uma ação de luz, a ponta estará voltada para cima, e se for uma ação das trevas, a estrela estará invertida.

Para o ocultista Eliphas Levi, o pentagrama é o signo da onipotência e da autocracia intelectual; é o signo do Verbo encarnado e segundo a direção dos seus raios, este símbolo absoluto em magia representa o bem e o mal, a ordem ou a desordem, o cordeiro bendito de Ormuz e de São João, ou o bode de Mendes; e a iniciação ou a profanação, a estrela matutina ou a vespertina, a vitória ou a morte, a luz ou a sombra. Elevado ao ar com as duas pontas para cima, o pentagrama representa Satã, ou o bode da missa negra; com apenas um dos raios para cima, representa o Salvador.

Assim, todos os ocultistas, todos os mistérios da magia e da alquimia mística, todos os símbolos da gnose e todas as chaves cabalísticas da profecia se resumem no Pentagrama, que o grande alquimista Paracelso, do século XVI proclamava como o maior de todos os signos.

Pentágono Microcósmico


Também na Doutrina Brahmane, encontramos referência desta Estrela; pois ela é o símbolo da Quinta Ordem ou Hierarquia que colonizou o Planeta Terra.

Segundo a Drª Blavatsky, a Quinta Ordem, considerada a mais misteriosa de todas as Sete pois está relacionada com o Pentágono Microcósmico como símbolo a Estrela de Cinco Pontas que representa o Homem. Segundo a Doutrina, na Índia e Egito antigos, os Deuses desta Ordem estão relacionados com o Signo de Capricórnio que é o décimo Signo Zodiacal.

Este Quinto Grupo de Seres Celestiais contém em si mesmo, os duplos atributos de ambos os aspectos do Universo Espiritual e Físico; os dois pólos de Mahat ou Inteligência Universal; a dupla natureza do homem (macho/fêmea, físico/espiritual, o Bem/Mal, etc.).

Esta duplicidade ou dupla natureza do número cinco duplicado explica a adoção do décimo Sígno do Zodíaco (Capricórnio). 

A Estrela Flamejante acabou sendo adotada pela Maçonaria, na França, em meados do século XVll  , bem depois da fundação da Primeira Obediência Maçônica Mundial, a Grande Loja de Londres, criada em 1717. O criador do Rito Adorinamita, o Barão de Tschoudy, é que viria a adotar a estrela como símbolo Maçônico, que era totalmente desconhecido dos antigos Maçons de ofício e dos primeiros aceitos.

Não são todos os Ritos que adotaram o Pentagrama como a Estrela Flamígera. Apenas o Rito Adoniramita e todos os que o imitaram. O Rito de York por exemplo, adota a estrela   de seis pontas.

Sendo a Maçonaria uma obra de Luz, nela a Estrela Flamejante, nos Ritos que a adotam, assume a sua posição normal, ou seja, com apenas uma das pontas para cima, sendo, nesse caso, a estrela hominal, na qual se inscreve a figura de uma pessoa humana. Segundo ainda, Eliphas Levi, o pentagrama é a figura do corpo humano, com quatro membros e uma única ponta, que deve representar a cabeça. Uma figura humana de cabeça para baixo (na estrela invertida), representa, obviamente, os maus instintos, a subversão intelectual, a desordem e a loucura. Com a figura humana, de cabeça para baixo, ou com a inscrição de um bode, a estrela invertida é, sempre, o atributo da materialidade, enquanto que em posição normal, ela reflete a alta espiritualidade humana.

CAVEIRA


PENTAGRAMA


 

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