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CAPÍTULO IX A PRÁTICA DA
EVOCAÇÃO MÁGICA
A prática da Magia Evocativa,
apesar de tão conhecida, quase nunca foi descrita com exatidão. O único
trabalho que contém a descrição exata de uma evocação mágica é o fabuloso livro
"The Practice of Magical Evocation", de autoria de Franz Bardon. Aliás,
não há obra mais completa, no tocante a Magia e Cabala, do que a de Franz
Bardon, composta de apenas quatro volumes, que reputo indispensáveis para todo
estudioso e praticante da Magia (ver bibliografia). Posso
afirmar que esta é a primeira vez que é publicada, em português, um texto com a
realidade, e só a realidade, de uma Evocação Mágica. É bom
ressaltar que, para o sucesso numa operação mágica desse tipo, muito treino e
dedicação são essenciais; creio que a prática assídua de faculdades mágicas bem
desenvolvidas por um método racional e seguro, como o encontrado na obra
"Initiation Into Hermetics" ("Iniciação ao Hermetismo"), de
autoria do mesmo Franz Bardon, é mesmo imprescindível. Há duas
variedades da Evocação Mágica: a Grande Evocação e a Pequena Evocação. Na
Grande Evocação, se Evoca os Deuses e Deusas, e consiste numa operação
potencialmente mais perigosa que a Pequena Evocação, posto que um Deus ou Deusa
pode, pela própria natureza de sua Energia, desequilibrar seriamente alguém. Já
na Pequena Evocação, são Evocadas quaisquer outras Entidades, quer sejam
Espíritos Planetários, Inteligências, Anjos, Demônios, Elementais, etc. O melhor
para a prática da Magia Evocativa é que possamos utilizar, para nossas
operações, um cômodo exclusivamente para essa finalidade; algum cômodo aonde
possa ficar a sós, no qual somente nós teremos acesso, aonde tenhamos total
privacidade e que até mesmo apenas nós façamos a limpeza, falando em termos
puramente mundanos. É claro
que esta, bem como todas as demais colocações deste apêndice, podem sofrer
modificações, de acordo com a necessidade do Mago. Um cômodo assim fará o papel
de um verdadeiro Templo, no sentido mais amplo do termo. Se for possível ao Mago, seu Templo Mágico
deverá ser guarnecido com paramentos adequados ao seu trabalho, respeitando
todas as leis de analogia aplicáveis, da mesma forma que os Magos do passado o
fizeram. Neste caso, o Mago localizará seu Altar no Leste. O Mago poderá, de
acordo com seu grau de maturidade e crença pessoal, colocar em seu Altar uma
imagem de sua Divindade, ou, como faziam os Magos do passado, um Espelho
Mágico, com dois candelabros de sete braços, um em cada lado do citado Espelho
Mágico, e um Turíbulo entre os dois candelabros, em frente ao Espelho Mágico,
mas em posição inferior a este. No passado, os Templos Mágicos eram guarnecidos
com quatro colunas ornamentadas com varias figuras simbólicas, cada coluna
representando um dos quatro elementos (água, ar, terra e fogo). As paredes eram
decoradas com figuras simbolizando várias divindades dos quatro elementos. No
passado, bem como nos dias atuais, somente uns poucos poderiam ter um Templo
Mágico assim luxuoso e sofisticado. Mas isso não deve desestimular o Mago,
pois, não importa sua situação financeira, ele (ou ela) será capaz de realizar
suas operações mesmo que não disponha de um local como o descrito anteriormente
para seu uso. Na verdade, um Mago competente poderá levar a cabo uma Evocação
Mágica em qualquer lugar, seja um quarto, uma cozinha, uma edícula, um sótão ou
um porão, desde que tenha sua privacidade garantida durante seu trabalho. Mesmo que
isso se torne impossível, o Mago ainda poderá praticar sua Arte em qualquer
local isolado, ao ar livre, desde que não seja perturbado. - "A
Evocação de uma Entidade" - o Mago
deve escolher a Entidade a ser evocada, ou ainda qual a força planetária ou
elemental com a qual deseje estabelecer contato; - isto é
muito importante, pois só assim o Mago saberá de antemão, quais as
considerações relativas às leis da analogia deverá ter em mente, especialmente
no que diz respeito à acumulação de luz colorida adequada à esfera em questão; - tendo
escolhido a quem deseja evocar, o Mago deverá ter em mente o que pretende obter
da força em questão, elaborando, portanto um plano preciso de ação; - antes
da evocação propriamente dita, o Mago deverá tomar um banho de higiene
completo, pois uma operação mágica dessa natureza requer não somente uma alma e
um espírito limpos, mas também um corpo físico limpo, especialmente quando
estivermos evocando inteligências positivas e elevadas; - não
sendo possível tomar um banho completo, o Mago deverá, ao menos, lavar
cuidadosamente suas mãos; esse procedimento não deverá jamais ser esquecido; - ao
lavar-se, o Mago deverá concentrar-se na idéia de que todos os aspectos
desfavoráveis, física e psiquicamente falando, irão embora com a água que se
vai; -
preparado dessa maneira, o Mago toma um a um seus implementos mágicos, do local
aonde estavam guardados, e os deposita num pedaço limpo de tecido,
preferivelmente novo, que estava guardado junto com os implementos mágicos, com
a finalidade de manter os ditos implementos livres da poeira; -
providencie para que seu isolamento do mundo exterior seja completo, tanto para
que você não se distraia com acontecimentos alheios a sua operação, quanto
visando evitar o olhar curioso de outras pessoas; - feche
as cortinas, abaixe a campainha do telefone, até mesmo desligue a chave geral da
eletricidade de sua residência, para evitar distrações durante seu trabalho; - a
evocação tem início no momento em que você começa a se vestir; ponha, portanto,
atenção especial nesse ato, concentrando-se totalmente na operação que se
seguirá; - vista-se
com roupas de seda- no frio, use roupas de baixo em seda - e calçados que sejam
um tipo de chinelos fechados, adequados ao uso especial que se tem em mente; - tenha
em mente que, ao vestir-se com suas vestes mágicas, você estará formando uma
proteção contra toda e qualquer influência desfavorável que venham do universo
visível ou mundo invisível; - ao
vestir-se, tenha em mente que seu corpo está totalmente protegido contra
influências de quaisquer seres, pouco importando se bons ou maus; - essa
absoluta certeza deve permanecer na mente do Mago o tempo todo de sua operação
mágica, de estar absolutamente isolado de toda e qualquer influência externa; - ponha
então, em volta de sua cintura, o cinturão mágico, tendo em mente que você é o
Soberano de todos os elementos, o Mestre de todos os Poderes; -
finalmente, ponha em volta de sua cabeça a tiara mágica ou coroa mágica com a
sensação de uma verdadeira união com Deus, e sentindo que não é você, mas Deus
é quem está levando a cabo a operação; - você
deverá unir-se com o princípio Divino dentro de si de tal forma que se sentirá
como a própria Divindade; - acenda
agora sua Lâmpada ou Lamparina Mágica, que deverá "encher a sala" com
a "cor da esfera" em questão; -
coloque-a num local em torno do qual você traçará seu Círculo Mágico, ou
pendure-a no centro do cômodo; - não há
a necessidade de que a Lamparina seja localizada no centro exato do cômodo,
sendo a única e real vantagem de centralizá-la ter-se a luz distribuída por
igual; - o
próximo passo será a colocação dos Espelhos Mágicos, e impregná-los; poderemos
utilizar apenas um Espelho Mágico, ou idealmente dois; - um dos
espelhos servirá para a manifestação da entidade evocada no mundo físico,
enquanto o outro espelho servirá para afastar influências indesejáveis; - tendo
consciência de que não é você, mas a própria Divindade, quem está levando
adiante a operação mágica, crie, com o auxílio de sua imaginação, um grande mar
de luz, na coloração adequada a esfera em questão, o qual, também pela imaginação,
você acumulará do universo na superfície do Espelho Mágico, de maneira que toda
a superfície do Espelho Mágico seja tomada pela cor; - o poder
daquela iluminação condensada deverá ser tão forte a ponto de iluminar
totalmente a sala em que se opera; - nesse
momento, você deve usar de sua imaginação, criando em seu ser a impressão de
que aquela luz acumulada é na verdade uma "matriz de poder", um
fluido, que quase possa ser observado com a visão física; - de
qualquer forma, você deverá ter a impressão permanente de estar movendo-se em meio a uma oscilação
colorida, na sala da operação; - essa é
a forma de preparar magicamente um ambiente para a operação mágica em questão;
assim preparado o ambiente, que está em perfeita sintonia com a entidade
evocada, não há mais obstáculo algum para a manifestação do ser em questão,
pois a entidade sentirá a atmosfera propícia para a sua manifestação; -
enquanto você está acumulando a luz no ambiente, deverá manter em sua mente a
idéia firme de que está fazendo isso com a finalidade de que o espírito evocado
se condense de tal forma que possa ser visto por seus olhos físicos e ouvido
com seus ouvidos físicos; -
impregnando o ambiente com a luz na cor escolhida, não se esqueça de desejar
repetidamente que a luz/poder em questão permaneça acumulada na superfície do
Espelho Mágico e na sala até que você a "dissolva" por força de sua
imaginação; - agora é
hora de impregnar o Espelho Mágico com o princípio do Akasha. Projete, por
força da imaginação, na superfície do Espelho, que previamente deveria ter sido
coberta com um condensador fluídico, o desejo de que nenhum ser perturbador,
nenhum espírito zombeteiro, nenhuma força indesejável, nada nesse sentido
penetre em seu ambiente de trabalho; - esse
foi o segundo passo na Evocação Mágica; - a sala
de trabalho está agora adequadamente impregnada; - pegue
então um pedaço de papel mata-borrão e corte-o num formato adequado à esfera
que será evocada, ou seja: Saturno =
triângulo Júpiter
= quadrado Marte =
pentágono Sol =
hexágono Vênus =
heptágono Mercúrio =
octógono Lua = nonágono Terra (e quaisquer outras esferas) =
círculo - no
centro do papel, trace, na cor da esfera em questão, utilizando-se de um lápis
colorido, o signo/assinatura/sigilo da entidade em questão, ou o
pentagrama/hexagrama da força desejada, respeitando, nesse último caso, o ponto
de início e o ponto final do desenho; -
simbolicamente, trace novamente o desenho com seu dedo ou com seu Bastão
Mágico, concentrando-se nas qualidades da energia/entidade que se evoca. - seria
conveniente umedecer o papel com um condensador fluídico, deixando-o secar a
seguir; -
concentre-se também na idéia de que a entidade evocada está ligada ao desenho,
e reagirá a qualquer tempo, estando disposta a atender ao Mago em seus desejos; - tenha
em mente, ao traçar o desenho, que não é você quem o faz, mas Deus, e que,
portanto, a inteligência evocada renderá absoluta obediência a Deus; - com
esta atitude meditativa, uma falha é impossível; - seu
"Selo Mágico" está pronto, e você poderá começar a preparar o
"Círculo Mágico" e o "Triângulo Mágico”; - se você
já tiver um círculo bordado num pedaço de tecido, ou pintado num pedaço de
papel, ponha esse círculo no chão, ao lado do triângulo, e re-trace o círculo
com seu Bastão mágico, ou com sua mão direita, ou ainda com um dos dedos de sua
mão direita; - fazendo
isso, medite na idéia de que o círculo
representa a eternidade, o microcosmo e o macrocosmo, que ele simboliza
o universo inteiro em seus aspectos menor e maior; - sua
meditação deverá ser tão perfeita, desde o início desse trabalho, de forma que
nenhuma outra idéia penetre em sua mente; - siga
agora o mesmo procedimento com relação ao triângulo mágico, que também deve
estar pronto como o círculo mágico, re-traçando o triângulo de forma idêntica
ao que foi feito com o círculo mágico; - medite,
durante essa operação, que o triângulo representa o mundo tridimensional, isto
é, o plano mental, o plano astral e o plano físico; - para
evitar que a inteligência que se deseja evocar não se manifeste apenas em sua forma
mental, mas também em suas formas astral e física, é necessário que se inclua
este desejo ao concentrar-se em sua atitude meditativa rumo ao triângulo; - sua
imaginação no momento de retraçar tanto o triângulo quanto o círculo são
igualmente importantes e imprescindíveis; - o Mago
deverá determinar a forma e a envergadura da efetividade da inteligência de
quem se deseja a manifestação; - caso o
Mago omita este ponto, a entidade lhe aparecerá apenas em sua forma mental e
conseqüentemente apenas na mente do Mago; - a
manifestação da entidade só poderá ocorrer se todas as precauções e
procedimentos forem precisamente observados e tomados; -
terminada toda esta fase, coloque o triângulo em frente do círculo e ponha o
"Selo" no centro do triângulo; - obviamente
o "Selo" deverá ter sido preparado de acordo com o indicado
anteriormente; - alguns
Magos intensificam o efeito tridimensional do ser evocado colocando em cada
ângulo do triângulo uma espiriteira, portanto três ao todo, e as acendendo; - o combustível
a ser utilizado nas espiriteiras deverá ser um extrato de aguardente (ou rum,
gim, uísque, etc.) com camomila, isto é, um condensador líquido (condensador
fluídico ou fluido condensador), no qual o Mago já acumulou, com o auxílio da
imaginação, o mundo tridimensional; - quando
as espiriteiras, guarnecidas de pequenas mechas, estiverem queimando, da mesma
forma que as espiriteiras de laboratórios, o poder da imaginação concentrado no
combustível lentamente se expandirá no ambiente enquanto o fluido lentamente se
consome; - dessa
forma, a materialização da entidade evocada terá total apoio; - que
fique bem claro que a utilização das espiriteiras não é absolutamente
necessária, mas é um bom auxílio, especialmente para os iniciantes, pois um
iniciante nas práticas evocativas necessita de um maior número de acessórios
que um Mago experiente neste departamento; - os
novatos poderão colocar as lamparinas ou espiriteiras em intervalos regulares,
não somente nas pontas do triângulo eqüilátero, mas também em torno da linha
que demarca o círculo mágico; - a
quantidade de lamparinas colocadas dentro do círculo dependerá do número
análogo do planeta relevante; - o
número de lamparinas/espiriteiras a ser utilizado é análogo ao número atribuido
a esfera em questão, como se segue: Terra
= 10 Lua
= 9 Mercúrio
= 8 Vênus
= 7 Sol
= 6 Marte
= 5 Júpiter
= 4 Saturno
= 3 - o Mago
poderá ainda simbolizar os elementos no círculo, quando então necessitará de
apenas quatro lamparinas; - o
próprio Mago, em pé no centro do círculo, representará o quinto elemento, o
princípio do Akasha ou Éter; - ao
colocar as lamparinas, o Mago leva em consideração os quatro pontos cardeais,
colocando as lamparinas a Leste, Oeste, Sul e Norte do círculo; - é
deixado ao critério do Mago expressar com as espiriteiras o número planetário
em questão ou simbolizar os elementos; - claro
que o Mago poderá traçar três círculos concêntricos, colocando no círculo
intermediário as quatro lamparinas simbolizando os elementos, no círculo
externo colocará o número de lamparinas análogo ao número atribuído a esfera da
entidade que será evocada, ficando, é obvio, o Mago, no centro do menor dos
três círculos concêntricos; -
obviamente, a utilização das espiriteiras na forma indicada complicará bastante
a preparação para a evocação, mas a pessoa apta a utilizar tais lamparinas não
desistirá da utilização desse apoio, pois quanto maior o número de apoios para
a consciência o sujeito tiver no seu início, melhor serão os resultados; - agora
entra em cena o turíbulo ou incensário; - o Mago
poderá colocá-lo entre o círculo e o triângulo ou diretamente no triângulo; - o
turíbulo deverá ser guarnecido com carvão em brasa ou com um pavio ou mecha, e
sobre a chama/brasa uma pequena placa de cobre será fixada; - essa
placa é que será aquecida pelo calor da chama/brasa; - o pó a
ser incensado deverá, em todos os casos, corresponder a esfera do ser evocado,
e deverá ( o pó ) ser colocado sobre a placa de cobre; - apenas
pequenas quantidades deverão ser utilizadas, de molde que no ambiente sinta-se
o suave aroma da fragrância incensada, ao invés de poluir o ambiente com uma
densa fumaça que perturbará o trabalho; - como
alternativa do pó a ser incensado, pode-se utilizar uma tintura aromática,
sempre respeitando a lei das analogias; - caso
você não deseje utilizar o turíbulo durante a operação mágica, poderá pingar
algumas gotas da essência adequada num pedaço de papel mata-borrão; - em
qualquer dos casos, o aroma agradável à inteligência evocada facilitará a
materialização do ser em nosso mundo físico; -
incensar o ambiente, na verdade, não é tão importante quanto querem alguns
autores; é só mais um apoio; - nunca
utilize substâncias tóxicas, venenosas ou entorpecentes para incensar o
ambiente, sob pena de perder o controle da situação; evocação mágica é algo
muito sério e pode mesmo ser bastante perigoso; - caso o
Mago esteja evocando um ser não pertencente a nenhuma das sete esferas
planetárias, sob o qual não tenha certeza com respeito as correspondências
análogas, deverá utilizar como incenso um condensador líquido universal; - a regra
anterior aplica-se amplamente aos seres da zona da terra e dos elementos
terrestres; -
obviamente o condensador em questão deverá ser adequadamente impregnado, isto
é, a acumulação da luz adequada a operação deverá ser feita da mesma forma que
nos outros procedimentos semelhantes, concentrando-se ao mesmo tempo no desejo
de sucesso; - uma boa
mistura universal é composta dos seguintes elementos, em partes iguais em
volume: Incenso
de igreja mirra estoraque benjoim Aloés (
babosa ) - uma
fórmula universal como a descrita no item anterior tem serventia em todas as
situações; - para o
ato de incensar, apenas uma colher de café, rasa, será a quantidade ideal de
cada componente a ser utilizado, para que tenhamos, ao incensar, somente um
agradável aroma, e não um fumaceiro terrível com um cheiro insuportável; - feito
isso, mais um passo preparatório da evocação mágica foi cumprido, e poderemos
passar então a evocação mágica propriamente dita; -
tratando-se de um ser positivo, isto é, bom, poderemos colocar nossa espada em
nosso cinturão, no lado esquerdo do corpo; - se
tivermos entre os nossos implementos mágicos uma adaga, faca ou punhal,
deveremos colocar isso também no cinturão; - isso
fará, pois, um ser positivo, não importa de qual esfera proveniente,
dificilmente requerera o uso da espada ou faca; - se,
porém, estivermos evocando um ser negativo, isto é, mau, demoníaco, deveremos
empunhar nossa espada em nossa mão direita, como símbolo da vitória; nosso
bastão mágico, neste caso, estaria em nossa mão esquerda; -
colocando sua espada no cinturão, você estará expressando a idéia de que o ser
evocado não será forçado, de modo algum, a satisfazer seus desejos; - com
seres insubordinados ao Mago, porém, não há outro meio de controlá-los exceto
com a espada; - seres
demoníacos, negativos, são comandados pelo Mago com o auxílio da espada
flamígera, como símbolo da vitória, para que a entidade em questão lhe renda
absoluta obediência e satisfaça todos os seus desejos; - não há
ser demoníaco algum que o Mago não consiga controlar e submeter a sua vontade; - tudo o
que é necessário fazer é que o Mago aponte sua espada para o lugar aonde ele
deseja que o ser se manifeste, e isto ocorrerá prontamente, além do que o ser
negativo em questão atenderá prontamente a todas as determinações do Mago; - desde
que todo ser tem um instinto de autopreservação, todos os demônios temem a
espada mágica ou punhal mágico, pois em verdadeira comunhão com Deus, uma
espada mágica pode, figurativamente falando, despedaçar qualquer demônio; - tome
seu bastão mágico em sua mão direita, fique bem no centro do círculo e
concentre-se na idéia de que você é o centro, de que você é Deus, o soberano de
todas as esferas, e de que você está, ao mesmo tempo, na esfera/planeta da
inteligência desejada; - como o
princípio divino, você chamará, em sua mente, a entidade desejada, ao mesmo
tempo em que você chama o nome dela, em sua mente, por toda a esfera/planeta
dela; - você
deve se convencer que a sua chamada será ouvida em todo canto da esfera daquela
entidade; -
simultaneamente, tenha em mente que, sendo Deus, você será o Deus daquele ser
também, que, então, lhe ouvirá também; -
permaneça nesse estado fatigante por alguns instantes, pois então seu espírito
conceberá que a entidade evocada está lhe respondendo em sua mente; - desde
que você está com toda a sua consciência na esfera em questão, você
primeiramente ouvirá a voz da inteligência em questão como se ela emanasse das
mais profundas REGIÕES do seu espírito; - assim
que você ouvir a voz da entidade e assim que você tiver a certeza de estar
vendo a entidade em espírito, retorne ao seu espírito, mantendo-se consciente
de ser Deus, e você tornará a unir sua alma com seu corpo físico; - agora
chame novamente pela entidade, sussurrando o nome dela, repetindo esta forma de
chamar pela entidade algumas vezes; - você
então perceberá repentinamente que a entidade evocada está presente em sua
atmosfera astral, que ela está presente na sala de evocações; - se sua
operação foi corretamente executada até aqui, aonde o ser veio até seu local de
trabalho, sobre o "selo" colocado no centro do triângulo mágico, fale
em voz baixa ou em tonalidade normal que ela, a entidade, deverá apresentar-se
a você fisicamente; - no
momento de transição entre o plano astral e o plano físico, não se esqueça de
convencer-se das três formas de existência da sua personalidade, de forma que você
se sinta unido ao seu corpo astral como um espírito e que você está ao mesmo
tempo nesses dois corpos e em seu corpo físico; - esse
ato de autocontrole é para auxiliar o ser evocado a seguir o curso de seus
pensamentos e para conduzí-lo de sua própria esfera até a esfera que você lhe
preparou em seu templo; - isto
significa que o ser aparecerá em sua forma mental e em sua forma astral, e
dependendo do seu poder materializador, ele também assumirá um corpo físico
condensado; - você
poderá agora ver e ouvir a entidade evocada em seu triângulo mágico, ou, se
você preparou adequadamente seu espelho mágico para a aparição da entidade, ela
aparecerá no espelho mágico em concordância com seu layout simbólico de
qualidades da esfera relevante, de molde que você estará apto a contactar a
entidade de forma consciente; - a
entidade aparecerá com sua aparência real; - procure
observar o máximo de detalhes da entidade, para anotar posteriormente em seu
diário ou livro mágico; -
aguarde-a dirigir-se a você primeiro, nunca tome a iniciativa; -
procure, se for de seu interesse, combinar com o ser uma forma mais simples de
contactá-lo no futuro; -
operações desse tipo lhe proporcionarão experiências as mais variadas; - após
pedir o que você deseja da entidade, obviamente dentro da envergadura de poder
e natureza do ser, e obtendo dela alguma promessa do cumprimento do seu desejo,
ou de ter obtido o conhecimento almejado, ou seja, lá o que for, só lhe resta
enviá-la de volta; - você
deverá agradecer individualmente ao ser, expressando seu contentamento pelo
fato de que ele, o ser, o reconheceu como um Mago genuíno, e foi obediente a
você, e então você lhe pedirá que retorne a sua esfera original; - com
toda a sua consciência, você se colocará na esfera do ser evocado, e
concentrar-se-á por meio de sua imaginação que o ser evocado está retornando da
esfera parcial criada em seu templo para sua esfera, seu domicílio; - feito
isso, você retornará como um Mago em plena consciência para a sua consciência
normal, pondo, portanto fim a evocação; -
permanecendo no templo, após o fim da operação, você se sentirá num estado de
graça, feliz, excitado; - você
poderá, ainda, repetir mentalmente toda a operação, passo a passo, para
recordar cada detalhe; - com o
auxílio de sua imaginação, dissolva a luz acumulada no universo, tire o
"selo" de dentro do triângulo, pondo-o em local seguro; - deixe
agora o círculo, sem risco algum, retire as lamparinas, etc.; - guarde
todos os implementos mágicos; - escreva
tudo detalhadamente em seu diário mágico, exceto se for orientado de forma
diferente pela entidade evocada, com respeito a algo específico; - aos
poucos, contactando as mais variadas inteligências, sua experiência crescerá
tremendamente, e bons resultados serão a regra; - a
descrição de uma evocação mágica completa está terminada. |