Ilusão 5

A Identidade, A Personalidade, O Ego e Seus Aspectos Multidimensionais. 

  A consciência não é  uma "coisa" em si mesma, mais exatamente, é uma dimensão de ação tornada possível por uma série de dilemas criativos.Há três dilemas que representam as áreas da realidade dentro das quais a vitalidade interior do universo pode espressar-se e experienciar-se. O primeiro dilema é o desejo e o ímpeto da vitalidade interior de materializar-se completamente, e sua incapacidade de fazê-lo. Isto resulta em ação, que é uma parte de toda a estrutura. A identidade pode ser chamada de a ação que é consciente de si mesma. Uma identidade é também uma dimensão da existência, uma ação dentro de uma ação, um desdobramento da ação sobre si mesma, e através da ação entrelaçando-se; através dessa reação, uma identidade é formada. A identidade e a ação não podem ser separadas. Sem a identidade, a ação seria insignificante, pois não haveria nada sobre o qual a ação agir. A ação deve então, por sua própria natureza, criar identidades. A identidade, por causa de suas características, irá continuamente buscar estabilidade, enquanto que a estabilidade é impossível. A ação aparentaria destruir a identidade, já que a ação tem que implicar mudança, e qualquer mudança parece ameaçar a identidade, todavia, as identidades jamais são constantes, pois a consciência sem ação iria cessar de ser consciente. A identidade tem de buscar estabilidade enquanto a ação tem de buscar mudança; todavia a identidade não pode existir sem mudança, pois a identidade é o resultado da ação e parte dela. A identidade não é a mesma coisa que a personalidade individual. A personalidade representa somente aqueles aspectos da identidade que são capazes de serem realizados na existência tridimensional. O ego a qualquer dado momento nesta vida é simplesmente a parte do eu interior que vem à tona na realidade física; um grupo de características que o eu interior utiliza para resolver vários problemas. Mesmo o ego, conforme pensamos dele, muda constantemente. A consciência do ego é um estado resultante do terceiro dilema criativo, que acontece quando a consciência do eu tenta separar-se da ação. Isto envolve um estado no qual a consciência do eu tenta perceber a ação como um objeto... e a perceber a ação, que é iniciada pelo ego, como resultado mais exatamente do que como uma parte da existência do próprio ego. Isto é impossível já que nenhuma consciência ou identidade pode existir sem ação. Cada um de nós existe em outras realidades e outras dimensões, e o eu que refirimos a nós mesmos nada mais é do que uma pequena porção de nossa identidade inteira. No eu que conhecemos está a identidade primária, o eu inteiro. O eu inteiro já viveu muitas vidas e adotou muitas personalidades. A personalidade pode ser de certa forma moldada pelas circunstâncias que são criadas para ela pelo eu inteiro, mas é a identidade primária que aproveita a experiência resultante. A personalidade e a identidade não são dependentes da forma física. A nossa identidade primária é uma personalidade de essência energética que é composta de energia gestáltica. Conforme cada consciência individual cresce, de sua experiência ela forma outras "personalidades" ou fragmentos de si mesma. Estes fragmentos são inteiramente independentes no tocante a ação e a decisão, enquanto constantemente em comunicação com o eu inteiro dos quais são parte. Estes "fragmentos" por si só crescem, desenvolvem, e são capazes de formar suas próprias entidades ou "personalidades gestálticas". Temos contatos constantes com outras partes do nosso eu inteiro, porém nosso ego está tão focalizado em nossa realidade física e de sobreviver nela que não ouvimos as vozes interiores. Nenhuma individualidade é em algum tempo perdida. Está sempre na existência. A consciência é a direção na qual o eu focaliza-se. A ação implica infinitas possibilidades de foco. O que nós chamamos de morte, é nada mais que a nossa escolha de focalizar outras dimensões e realidades. Não adquirimos um "espírito" com a morte. Somos um, agora! Adotamos um corpo como um viajante espacial usa um traje espacial, e em muito pela a mesma razão. Cada indivíduo a partir do nascimento forma sua própria contraparte de sinais elétricos construídos, contínuos e individuais que incluem seus sonhos, pensamento, desejos e experiências. A contraparte da experiência completa é um padrão do qual é então independente da realidade física. Na morte nossa personalidade então existe desprendida de nossa forma física.    

Texto do Iniciado R.M. do Mestre D.K.

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