Ilusão 4

 

 

 

Ilusão 3

Criando e Manipulando Nossa Própria Realidade

Devemos aprender a escutar a voz do eu interior e trabalhar com ela. Podemos também simplesmente pedir ao eu interior para disponibilizar numa base consciente, respostas aos problemas. Criamos nossa realidade conforme nossas crenças e expectativas, portanto devemos examiná-las cautelosamente. Se não gostamos de um aspecto de nosso mundo, devemos então examinar nossas próprias expectativas. A formação do nosso mundo é uma réplica fiel de nossos pensamentos... Se tivermos para nós sugestões positivas a nós mesmos sobre uma situação, enviamos nossa própria munição telepática para uso positivo. Devemos aprender como apagar o pensamento negativo ou imagem negativa substituindo-os por seus opostos. Devemos freqüentemente nos dizer "Somente reagirei às sugestões construtivas”. Isso nos dá munição positiva contra nossos próprios pensamentos negativos e os dos outros. Um pensamento negativo, quando não apagado, irá quase que certamente resultar em uma condição negativa. Digamos a nós mesmos "Isto está no passado. Isto é um novo momento agora, este agora novo, já começo a mudar para melhor." Não adianta reprimir pensamentos negativos tais como medos, raiva, ou ressentimentos. Devem ser reconhecidos, enfrentados, e substituídos. Reconheça o ressentimento quando ele é sentido, e então entenda que ele pode ser liberado. O reconhecimento inicial deve ser feito. Então devemos imaginá-lo sendo removido "pela raiz" e substituí-lo com um sentimento positivo. Devemos observar os retratos que pintamos com a nossa imaginação. Nosso ambiente e as condições de nossas vidas a qualquer dado momento é o resultado direto de nossas expectativas íntimas. Se imaginarmos circunstâncias medonhas, saúde ruim ou solidão desesperada, estes serão "automaticamente" materializados, pois estes pensamentos por si só produzem as condições que darão a eles uma realidade em termos físicos. Para termos boas saúdes, devem então imaginá-la tão vívida como medrosamente imaginamos a doença. Criamos nossas próprias dificuldades. Isto é verdadeiro para cada indivíduo. O estado psicológico interno é projetado para o externo, ganhando realidade física - o que quer que possa ser o estado psicológico... As regras se aplicam a todos. Sabendo disso, devemos tentar entender qual o nosso estado psicológico e mudar nossas condições para nosso próprio benefício. Não podemos escapar de nossas próprias atitudes, pois irão formar a natureza do que vemos. Se tiver que ocorrer mudanças, deverão ser de ordem mental e psíquica. Estas serão refletidas em nosso ambiente. Atitudes negativas, receosas,  medonhas ou degradantes voltadas para qualquer um,  funcionam contra o eu. Se um indivíduo vê somente o mal e a desolação no mundo físico é porque está obcecado com ambos e os projeta para o externo fechando seus olhos aos outros aspectos da realidade. Se desejarmos saber o que pensamos de nós mesmos, devemos nos perguntar o que pensamos dos outros e então acharemos a resposta. O verdadeiro autoconhecimento é indispensável à saúde e a vitalidade. Reconhecer a verdade sobre o eu significa simplesmente que primeiro devemos descobrir o que pensamos de nós mesmos de modo subconsciente. Se for uma boa imagem, amplie. Se for uma pobre, reconheça que é somente uma opinião que temos tido de nós mesmos e não um "estado absoluto”. Não somos nossas emoções. Somente fluem através de nós, as sentimos e então desaparecem. Quando tentamos ocultá-las intensificam-se. Somos independentes de nossos pensamentos e emoções. Temos emoções. Utilizamos nossos pensamentos e emoções em nossa composição mental. Devemos aprender a confiar em nossa própria natureza espontânea. O nosso sistema nervoso sabe como reagir. Ele reage espontaneamente quando permitimos a ele fazê-lo. É somente quando tentamos negar as nossas emoções que elas se tornam um problema. Há uma disciplina que nos escapa por completo, e uma ordem além de qualquer uma que conheçamos. A natureza toda é espontânea. Nossos corpos serão automaticamente saudáveis se nós não projetarmos falsas idéias sobre eles. A ação aceita todo estímulo de maneira afirmativa. Eis porque uma doença é aceita por uma estrutura de personalidade, e uma vez ocorrendo isso, um conflito se desenvolve. O eu não quer abrir mão de uma porção sua mesmo enquanto ela possa estar atormentada e desvantajosa. Sintomas físicos são comunicações do eu íntimo, indicações de que estamos cometendo erros mentais de uma forma ou de outra. Não esqueça de que somos uma parte do eu íntimo. ELE NÃO ESTÁ NOS USANDO! O que devemos fazer então é mudar nossa atitude mental, buscar em nós mesmos o problema interno representado pelos sintomas, e medir nosso progresso conforme forem diminuindo. Nos subestimamos ao pensarmos que somos somente um organismo físico vivente dentro dos limites lançados sobre nós pelo tempo e espaço. Devemos aceitar a vida em seus termos e não exigir que ela se comporte de certas maneiras. Devemos aceitá-la alegremente como sua própria razão e causa em nós. A vida é abundante, vigorosa e forte. Cada um de nós possui sua própria defesa contra sugestões negativas e devemos mostrar confiança em nossa própria imunidade. Somos indivíduos singulares. Nós formamos nosso ambiente físico. NÓS CRIAMOS E MUDAMOS NOSSO MUNDO. Somos parte de tudo o que há. Não há um lugar sequer em nós onde a criatividade não exista. Devemos viver na fé de que o nosso propósito é, e será cumprido. A singularidade de nossa própria personalidade é para ser tratada com carinho. Os propósitos particulares de sua presente personalidade só podem ser cumpridos nas presentes circunstancias na forma que melhor abrange tudo. As pessoas que podemos ajudar agora e o bem particular que possamos fazer, jamais serão feitos precisamente da mesma maneira. Ao longo das idades, alguns têm reconhecido o fato de que há autoconsciência e propósito nos estados de sonho e sono, e tem mantido, mesmo na vida desperta, um sentido de continuidade do eu interior. Eles estão muito cônscios de si mesmos como sendo mais. Para tais pessoas não mais é possível identificarem-se com a consciência do ego. Quando tal conhecimento é adquirido, o ego é capaz de aceitá-lo, pois ele descobre para sua surpresa que não é menos consciente, porém mais, e que suas limitações são dissipadas.

Texto do Iniciado R.M. do Mestre D.K.

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