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Ilusão 3
Criando e Manipulando Nossa Própria Realidade
Devemos aprender a escutar a voz do eu interior e
trabalhar com ela. Podemos também simplesmente pedir ao eu interior para
disponibilizar numa base consciente, respostas aos problemas. Criamos nossa
realidade conforme nossas crenças e expectativas, portanto devemos examiná-las
cautelosamente. Se não gostamos de um aspecto de nosso mundo, devemos então
examinar nossas próprias expectativas. A formação do nosso mundo é uma réplica
fiel de nossos pensamentos... Se tivermos para nós sugestões positivas a nós
mesmos sobre uma situação, enviamos nossa própria munição telepática para uso
positivo. Devemos aprender como apagar o pensamento negativo ou imagem
negativa substituindo-os por seus opostos. Devemos freqüentemente nos dizer
"Somente reagirei às sugestões construtivas”. Isso nos dá munição
positiva contra nossos próprios pensamentos negativos e os dos outros. Um
pensamento negativo, quando não apagado, irá quase que certamente resultar em
uma condição negativa. Digamos a nós mesmos "Isto está no passado. Isto é
um novo momento agora, este agora novo, já começo a mudar para
melhor." Não adianta reprimir pensamentos negativos tais como medos,
raiva, ou ressentimentos. Devem ser reconhecidos, enfrentados, e substituídos.
Reconheça o ressentimento quando ele é sentido, e então entenda que ele pode
ser liberado. O reconhecimento inicial deve ser feito. Então devemos
imaginá-lo sendo removido "pela raiz" e substituí-lo com um
sentimento positivo. Devemos observar os retratos que pintamos com a nossa
imaginação. Nosso ambiente e as condições de nossas vidas a qualquer dado
momento é o resultado direto de nossas expectativas íntimas. Se imaginarmos
circunstâncias medonhas, saúde ruim ou solidão desesperada, estes serão
"automaticamente" materializados, pois estes pensamentos por si só
produzem as condições que darão a eles uma realidade em termos físicos. Para
termos boas saúdes, devem então imaginá-la tão vívida como medrosamente
imaginamos a doença. Criamos nossas próprias dificuldades. Isto é verdadeiro
para cada indivíduo. O estado psicológico interno é projetado para o
externo, ganhando realidade física - o que quer que possa ser o
estado psicológico... As regras se aplicam a todos. Sabendo disso, devemos tentar
entender qual o nosso estado psicológico e mudar nossas condições para
nosso próprio benefício. Não podemos escapar de nossas próprias atitudes, pois
irão formar a natureza do que vemos. Se tiver que ocorrer mudanças,
deverão ser de ordem mental e psíquica. Estas serão refletidas em nosso
ambiente. Atitudes negativas, receosas, medonhas ou degradantes voltadas
para qualquer um, funcionam contra o eu. Se um indivíduo vê somente o mal
e a desolação no mundo físico é porque está obcecado com ambos e os projeta
para o externo fechando seus olhos aos outros aspectos da realidade. Se
desejarmos saber o que pensamos de nós mesmos, devemos nos perguntar o que
pensamos dos outros e então acharemos a resposta. O verdadeiro autoconhecimento
é indispensável à saúde e a vitalidade. Reconhecer a verdade sobre o eu
significa simplesmente que primeiro devemos descobrir o que pensamos de nós
mesmos de modo subconsciente. Se for uma boa imagem, amplie. Se for uma
pobre, reconheça que é somente uma opinião que temos tido de nós mesmos e não
um "estado absoluto”. Não somos nossas emoções. Somente fluem através de
nós, as sentimos e então desaparecem. Quando tentamos ocultá-las
intensificam-se. Somos independentes de nossos pensamentos e emoções. Temos
emoções. Utilizamos nossos pensamentos e emoções em nossa composição mental.
Devemos aprender a confiar em nossa própria natureza espontânea. O nosso
sistema nervoso sabe como reagir. Ele reage espontaneamente quando permitimos a
ele fazê-lo. É somente quando tentamos negar as nossas emoções que elas se
tornam um problema. Há uma disciplina que nos escapa por completo, e uma ordem
além de qualquer uma que conheçamos. A natureza toda é espontânea. Nossos
corpos serão automaticamente saudáveis se nós não projetarmos falsas idéias
sobre eles. A ação aceita todo estímulo de maneira afirmativa. Eis
porque uma doença é aceita por uma estrutura de personalidade, e uma vez
ocorrendo isso, um conflito se desenvolve. O eu não quer abrir mão de uma
porção sua mesmo enquanto ela possa estar atormentada e desvantajosa. Sintomas
físicos são comunicações do eu íntimo, indicações de que estamos cometendo
erros mentais de uma forma ou de outra. Não esqueça de que somos uma parte
do eu íntimo. ELE NÃO ESTÁ NOS USANDO! O que devemos fazer então é mudar
nossa atitude mental, buscar em nós mesmos o problema interno representado
pelos sintomas, e medir nosso progresso conforme forem diminuindo. Nos
subestimamos ao pensarmos que somos somente um organismo físico vivente dentro
dos limites lançados sobre nós pelo tempo e espaço. Devemos aceitar a vida em
seus termos e não exigir que ela se comporte de certas maneiras. Devemos
aceitá-la alegremente como sua própria razão e causa em nós. A vida é
abundante, vigorosa e forte. Cada um de nós possui sua própria defesa contra
sugestões negativas e devemos mostrar confiança em nossa própria imunidade.
Somos indivíduos singulares. Nós formamos nosso ambiente físico. NÓS CRIAMOS E
MUDAMOS NOSSO MUNDO. Somos parte de tudo o que há. Não há um lugar sequer em
nós onde a criatividade não exista. Devemos viver na fé de que o nosso
propósito é, e será cumprido. A singularidade de nossa própria personalidade é
para ser tratada com carinho. Os propósitos particulares de sua presente
personalidade só podem ser cumpridos nas presentes circunstancias na forma que
melhor abrange tudo. As pessoas que podemos ajudar agora e o bem particular que
possamos fazer, jamais serão feitos precisamente da mesma maneira. Ao longo das
idades, alguns têm reconhecido o fato de que há autoconsciência e propósito nos
estados de sonho e sono, e tem mantido, mesmo na vida desperta, um sentido de
continuidade do eu interior. Eles estão muito cônscios de si mesmos como sendo
mais. Para tais pessoas não mais é possível identificarem-se com a consciência
do ego. Quando tal conhecimento é adquirido, o ego é capaz de aceitá-lo, pois
ele descobre para sua surpresa que não é menos consciente, porém mais, e que
suas limitações são dissipadas.

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