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Ilusão 2
A Armadilha do Eu/Ego
Podemos achar que nosso intelecto não possui a informação
para controlar tudo isso. Então como lidar com isso? No momento que o ego
externo manipula no ambiente físico, assim o ego ou o eu interno organiza e
manipula na realidade interna. E é este eu interno, fora do conhecimento maciço
e do âmbito ilimitado da sua consciência, que forma o mundo físico e supre o
estímulo para manter o ego externo na função da apercepção. O eu interno
organiza, inicia, projeta e controla a transformação da energia psíquica em
matéria e objetos. A energia desse eu interno é usada por ele para formar uma
contraparte material (nós). Nós então lidamos com a realidade física que é
criada e elaboramos nosso próprio papel criativo. O eu interior individual,
através de um esforço constante de grande intensidade, coopera com outras
entidades como ele próprio, para formar e manter a realidade física que nós
conhecemos. O eu interno possui um reservatório virtualmente infinito do qual
extrai conhecimento e experiência. Todos os tipos de opções estão disponíveis
e, a diversidade da matéria física é um reflexo desta fonte profunda e
variedade. Tendo decidido pela realidade física como a dimensão na qual irá
expressar-se, o eu interno, primeiro de tudo, toma cuidado para formar e manter
a base física sob a qual tudo mais deva depender - as propriedades desta terra
que podem ser chamadas de naturais. A mais profunda, mais básica experiência
subjetiva é traduzida em elementos naturais: a ampla paisagem que sustenta a
vida física. Com as estruturas formadas e mantidas, outras propriedades físicas
secundárias são projetadas. Por quê não é mais nítida a natureza de tudo
isso? É a ignorância do ego diário e o foco limitado que o faz visualizar a
assim chamada atividade inconsciente como sendo caótica. O ego atento
(lidando com a realidade física) não tem meios de conhecer todo o material
inconsciente diretamente. O ego diário é simplesmente não consciente o bastante
para ser capaz de conter o vasto conhecimento que pertence ao eu interno
consciente do qual brota. O ego externo recebe tudo mastigado, bem facilitado,
sendo dado apenas aquelas emoções e sentimentos, somente aqueles dados com
os quais pode lidar. Esses dados são apresentados de uma forma altamente especializada,
geralmente em termos de informações adquiridas pelos sentidos físicos. O eu
interno não é somente consciente, mas consciente de si mesmo, tanto como
uma individualidade e como uma individualidade que é parte de todas as outras
consciências. Ele está continuamente ciente de ambos estes parceiros e
unicidade. O ego externo não é continuamente ciente deste fato. Ele
frequentemente esquece a sua natureza "íntegra". Quando é arrastado
por uma forte emoção ele parece perder-se. Quando ele mantém seu senso de
individualidade, não é mais ciente de sua unicidade. Se o ego fosse ciente da
barragem de comunicações telepáticas que chocam-se com ele, ele teria a maior
dificuldade para reter um senso de identidade.

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