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Ilusão1
A identidade e a Consciência
Somos como crianças com um jogo, e pensamos que o jogo é
jogado por todos. A vida física não é a regra. A identidade e a consciência
já existiam bem antes da formação da Terra. Supomos que qualquer
personalidade deva aparecer em termos físicos. A consciência é a força por
trás da matéria, e ela forma outras realidades além da realidade física. E é,
novamente, o nosso ponto de vista que é presentemente tão limitado que nos
parece que a realidade física é a regra e o modo da existência. A fonte e o poder
de nossa presente consciência jamais foram físicos, e há um ponto na
existência onde muitos sequer sabem que tal sistema físico existe. O sistema
físico é uma ilusão, porém devemos aceitá-lo e do nosso ponto de vista tentar
entender as realidades que existem além dele. Não podemos objetivar as
porções íntimas de nossa própria identidade, e então não as percebemos.
Tanta de nossa energia é usada em produções físicas que não nos
permitimos perceber qualquer realidade além da nossa própria. Como crianças brincando
com blocos, focalizamos nossa atenção nos blocos físicos. Os blocos físicos
aparentam ser bastante reais quando residimos em sua perspectiva. Outras
figuras e formas que podemos perceber, não o fazemos. Ao nos explicar outras
realidades, os de consciência mais elevada que buscamos contatar para
orientar-nos, tem de usar as palavras 'figuras' e 'formas', do contrário
não os entenderemos. Nossa idéia de progresso é construir blocos cada vez
maiores, mas um dia iremos colocar os nossos 'brinquedos de criança' de lado.
A raça humana é um estágio pelo qual várias formas de consciência
viajam... A nossa é um sistema de treinamento para consciências
emergentes. Antes de sermos permitidos penetrar em sistemas de realidade que
são mais extensivos e abertos, devemos primeiro aprender a manejar a energia
e enxergar através da materialização física, o resultado concreto do
pensamento e da emoção. Quando deixamos o sistema físico após reencarnações,
aprendemos a lição, e literalmente não somos mais membros da raça humana,
pois elegemos deixá-la. Somente o eu consciente reside nela em qualquer
caso, e outras porções de sua identidade residem simultaneamente em outros
sistemas de treinamento. Em sistemas mais avançados, os pensamentos e as
emoções são automaticamente e imediatamente convertidos em ação, em qualquer
aproximação da matéria que haja. Então as lições devem ser bem
ensinadas e bem aprendidas. A responsabilidade pela criação deve ser
claramente entendida. Até um certo grau estamos em um quarto isolado e aprova
de som. O ódio cria destruição naquele "quarto" e até que as lições
sejam aprendidas, destruição segue destruição... Nos termos de outros
sistemas aquele tipo de destruição não existe - porém acreditamos que sim, e
as agonias da morte são dolorosamente sentidas. Não é que devamos ser
ensinados a não destruir, pois a destruição não existe realmente. É que
devemos ser treinados a criar responsavelmente. As armas de destruição são
coisas óbvias que vemos. Suas contrapartes não são tão evidentes, no entanto
são elas que são importantes: a auto-disciplina aprendida, o controle, a
compaixão que é despertada finalmente, e a última lição final - o desejo
positivo por criatividade e amor sobre ódio e destruição. Uma vez aprendido
isto, está terminado o ciclo. O treinamento irá nos servir na existência em
uma variedade de sistemas inter-relacionados. Se as aflições e agonias
em nossos sistemas não forem sentidos como reais, a lição não será
aprendida. Os mestres em nosso sistema são aqueles que estão em sua última
encarnação e outras personalidades que já deixaram o sistema mas foram
designados a ajudar aqueles que estão ainda nele. O sistema também
inclui algumas personalidades fragmentadas que estão entrando pela primeira
vez, assim como aqueles em reencarnações tardias. A humanidade sonha o mesmo
sonho ao mesmo tempo, e temos nosso mundo en masse. A construção
inteira é como uma peça educacional na qual somos os produtores bem como os
atores. Há uma peça dentro de uma peça dentro de uma peça.Não há fim
para o "dentro de " das coisas. O sonhador sonha, e o
sonhador dentro do sonho sonha. Mas os sonhos não são insignificantes,
e as ações dentro deles são significantes. O eu inteiro é o observador
e o participante nos papéis. Em geral, qual o propósito dessa existência? Em
um sentido mais básico, o propósito da vida é ser - em oposição ao não
ser. Em nosso sistema de realidade tridimensional estamos aprendendo sobre
energia mental (também chamada de energia do pensamento ou psíquica) e como
usá-la. O conhecimento da energia mental e seu uso são aprendidos quando
constantemente transformamos nossos pensamentos e emoções em forma física
(nossa realidade física) e então percebendo e manejando a matéria e os
eventos que são formados. Ao fazermos isso, somos supostos a obter uma visão
clara de nosso desenvolvimento interior conforme vai sendo refletido pelo
ambiente exterior. Tomamos parte na realidade física para que possamos operar
e experienciar dentro desta dimensão. Aqui podemos desenvolver as nossas
habilidades, aprender, criar, resolver problemas e ajudar os outros. Matéria
é o formato que a experiência básica toma quando entra em nosso sistema
tridimensional. Nossos sonhos, expectativas, crenças e emoções são
literalmente transformados em matéria físicos. Como isto funciona? Cada
nervo e fibra em seu corpo possuem um propósito interior despercebido. Os
impulsos nervosos viajam para fora do corpo ao longo de vias invisíveis, como
fazem dentro do corpo. Estas vias são os transportadores dos pensamentos
telepáticos, impulsos e desejos contendo todos os dados codificados
necessários para traduzir qualquer pensamento ou imagem em realidade física,
alterando eventos aparentemente objetivos. Esta telepatia opera
constantemente em um nível "automático" ou subconsciente, provendo
comunicação para respaldar os dados sensoriais. A telepatia é a cola
que mantém o universo físico no lugar para que possamos concordar
com a existência e propriedades dos objetos. Em um aspecto, nosso corpo e
todos os objetos físicos saem voando em todas as direções do núcleo
central do eu inteiro. O ambiente físico é então tanto quanto uma parte de
você quanto seu próprio corpo. O que aparenta ser uma percepção, um evento
objetivo concreto independente de nós mesmos, é ao invés disso, uma materialização
de nossas próprias emoções, energia e ambiente mental. Eventos e objetos são
na verdade pontos focais onde impulsos psíquicos altamente carregados, são
transformados em algo que podem ser fisicamente percebidos: um salto para a
matéria. A intensidade de um pensamento ou imagem determina largamente a
imediação da materialização física. Todas as tais imagens ou pensamentos
não são completamente materializadas na nossa percepção, pois sua intensidade
pode ser muito fraca.

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