O Final

Ode a Liberdade

            As 14 Estações da Cruz na Era de Peixes desempenharam um grande papel no processo evolutivo em curso nestes últimos 2.000 anos sendo, portanto, a influência energética que governou esse período da história. O conhecido símbolo de Peixes é o dos dois pés enlaçados por um fio conector. Isto significa a união que existe entre a alma e a personalidade de um indivíduo. Durante sucessivas eras a alma é a prisioneira da personalidade. Gradativamente, sob o constante impacto da energia espiritual e, como resultado da experiência nos vales do caminho centrado na personalidade, cria-se a possibilidade de uma inversão que, à medida que se realiza, permite que a personalidade seja controlada pela alma.

            O principal objetivo das 14 Estações da Cruz na Era de Peixes, atualmente em fase de finalização, e da influência do Sexto Raio e do Terceiro Raio, é a orientação da humanidade ao mundo dos valores superiores. Embora nunca haja existido um período em que esta orientação não tenha avançado regularmente, convém ressaltar que durante os últimos dois mil anos um processo de orientação muito mais elevado, raro e difícil foi sustentado ante a humanidade, e isso ocorreu pela seguinte razão: o quarto reino da natureza tem sido definitivamente atraído de forma ascendente para o emergente quinto reino, estimulando a retirada da atenção e do esforço humanos centrados nos três mundos, deslocando-os para a expressão no mundo superior da consciência da alma. Também foi necessária a reorientação da atenção instintiva e da atenção intelectual, que são os principais fatores em desenvolvimento da percepção divina. Esta percepção pode ser instintiva, intelectual e, portanto, humana e também espiritual, porém, as três são igualmente divinas, sendo este ponto freqüentemente esquecido.

            A redenção da matéria, a elevação e a expansão da consciência são os propósitos subjetivos da encarnação. O processo redentor libera a vida interna a um estado superior de consciência. Isto constitui, e tem constituído a tarefa de todos os salvadores mundiais. Daí a aparição do Cristo como Salvador no início da Era de Peixes há dois mil anos. Ele estabeleceu os princípios sobre o que poderia basear-se o crescimento e o desenvolvimento necessários durante esse período.

            A humanidade necessita construir o princípio egóico do amor, a faculdade da devoção e a capacidade de serviço e de auto-sacrifício. Estes aspectos foram destacados nos ensinamentos do Cristo e nos exemplos deixados na condução de sua própria vida. Ele exemplificou aquilo que ensinava, demonstrando assim a necessidade de que a teoria, ou a teologia, se convertesse em uma forma prática de vida cotidiana.

            A energia liberada através das 14 Estações da Cruz na Era de Peixes e a que podem acessar durante a meditação estimula nossa sensibilidade espiritual inata. Em suas etapas iniciais esta sensibilidade se encontra com sua freqüência polarizada psiquicamente, como uma força emocional intensamente egocêntrica. Isto produz certa tendência ao fanatismo e a levar os ideais ou as idéias a tais extremos que se transformam em uma limitação e um obstáculo para o crescimento e para a libertação da alma. Temos contemplado os efeitos dessa tendência no fanatismo religioso quando, por exemplo, exalta mais o instrutor que os ensinamentos, ou quando aprova o emprego da força e uso da tortura em nome da conversão religiosa.

            Em uma volta mais elevada da espiral, a energia das 14 Estações da Cruz na Era de Peixes gera a calidez do amor e da compaixão, necessários para a salvação mundial e humana. Esta influência transforma a vida no reino humano. A tendência ao psiquismo se transforma em perfeição e inspiração espiritual, a cobiça em renúncia, o instinto de sobrevivência em abnegado serviço mundial, a auto-piedade em compaixão, simpatia e compreensão divinas; a devoção e as necessidades pessoais em uma resposta sensível às necessidades da humanidade; o apego ao meio circundante e às situações pessoais em desapego da forma e capacidade de identificar-se com a alma.

            Trata-se de qualidades e de valores que, todavia, temos que incorporar à nossa forma de vida à medida que deixamos para trás a Era de Peixes (as 14 Estações da Cruz na Era de Peixes) e adentramos na Era de Aquário (as 14 Estações da Cruz na Era de Aquário), que é a era do servidor mundial e da irmandade universal. Tudo quanto é melhor e mais refinado de cada era da história humana, de cada etapa no longo caminho evolutivo, se converte na base de um novo crescimento. Nunca se perde ou se descarta algo de valor. O impacto regular da força de Peixes tem sido o que finalmente conduziu a humanidade, e o Discípulo mundial, às portas da iniciação. Durante mais de 2.000 anos a influência de Peixes tem afetado a humanidade, produzindo a necessidade de um reajuste mundial, desenvolvendo o espírito internacionalista e conduzindo a formação de grupos em cada setor da vida humana, colocando dessa forma o cimento para a futura síntese de Aquário.

            As 14 Estações da Cruz na Era de Aquário

            O mundo absoluto é formado pela energia feminina, negativa, Omega, ou a Mãe Aima, a emanação do Ruach Hakodesh, Binah a Sabedoria, que é complementar a energia masculina, positiva, Alfa, Pai Abba ou dito Abba Beshamayim (Pai no Céu), Chokmah a Inteligência. Estão em perfeito equilíbrio relativo e absoluto. Keter é o que os Cristãos chamam Ben (Filho). Keter a Coroa.

            Quando o ponto da polaridade negativa, linear e horizontal sai do equilíbrio se inicia naturalmente o mundo desequilibrado da Mãe ou o mundo negativo. Todos os seres que provocam este movimento de se afastar do centro de equilíbrio estão no mundo do desequilíbrio. Do centro para a direita o dito é o bem e do centro para a esquerda o dito é o mal. São apenas deslocamentos na linearidade horizontal que levam um tempo. E quem domina este deslocamento é a mente negativa, de quem está em evolução. Isto tudo mecanicamente visto sob o ponto de vista Newtoniano-Cartesiano ou ainda sob uma compreensão quântica. O posicionamento do ser na linearidade horizontal nos mostra o padrão mental desequilibrado imposto a ele e expressado pelo corpo, pela fala e pela mente no seu ponto ou lugar da existência. Pois neste mundo do pensamento a ação física, o que diz e o que sente, serão exatamente as leituras da personalidade manifesta.

            O envolvimento com este mundo e a permanência no agradável e no desagradável como necessidade evolutiva natural não nos dá possibilidade de interferência, pois o aludido ser tem o direito de aqui estar. Se esse limite ultrapassar o alcance de permanência, iremos notar intuitivamente o dever de intervir em benefício evolutivo de este "Ser" e do mundo a que ele está submetido. Poderemos interferir ao nível de consciência eletrônica no padrão da massa formada pelo desequilíbrio das polaridades no negativo daquela consciência, na razão formada por estas polaridades. Interferindo no quociente desta razão e mudando conseqüentemente o consciente, diretamente nos elétrons dos átomos. Modificando o padrão eletrônico e com isto dando melhores possibilidades eletrônicas, atômicas, moleculares, celulares, teciduais e orgânicas.

            Este mundo claramente evolutivo tem que permanecer aberto e sempre existirá como o lugar perfeito para crescimento e desenvolvimento. Acontece que no momento, o estamos vivendo com um congestionamento no tráfego normal de possibilidades de condução do veículo. O caos está instalado pelo excesso de retardatários que, teimosamente insistem em permanecer estagnados nas estradas evolutivas. Todos os caminhos estão com milhares de condutores em seus veículos perdidos, sem saber o que fazer.

            E o que fazer? Um exemplo a ser trilhado e que o liberta do engarrafamento do caminho é a compreensão exata da Via Dolorosa. Não como ensinam os lingüistas, em nossa língua o sufixo "oso" - "osa" (do latim "osus" - "osa") significa "cheio de". Cheio de Dor, nem pensar, pois ao encarar a dor como um desequilíbrio e por ser realmente a afirmação desse mundo negativo e insano, você dificilmente consegue a Liberdade. Teremos que Ousar a Dor e o Sofrimento. Ter a ousadia de abandonar a Dor e o Sofrimento a arriscar-se com audácia, a atrever-se, a decidir-se a tomar a deliberação de abandonar a escravidão. Determinar e realizar algo inusitado, difícil e diferente. Temos que seguir o Caminho em passos firmes das 14 Estações da Cruz na Era de Aquário.



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