A verdade de si mesmo é a única que vale a pena ser buscada e
conhecida.
Realização não é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas
obstruída por uma tela de pensamentos.
Realização é simplesmente a perda do ego. Destrua o ego
pela procura da sua identidade. Uma vez que o ego não é nenhuma
entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar
por si mesma.
Este é o método direto, enquanto todos os outros se concretizam
somente através da retenção do ego"
VENKATARAMAN - nome dado por seus pais, nasceu em
Tiruchuzi, pequena aldeia no sul da Índia, a 30 de dezembro de 1879. Sua infância foi igual à de todos os meninos de sua época. Porém, aos doze anos seu pai faleceu e a família foi morar com um tio na vizinha cidade de MADURA.
Aos quatorze anos preparava-se para entrar na Universidade de Madras, no entanto sentia que aqueles estudos não tinham qualquer utilidade para ele, pois a sabedoria do mundo material não poderia torná-lo consciente da verdade de Ser.
No fim do ano de 1895, o jovem Venkataraman, ao encontrar um tio que vinha de uma peregrinação, abordou-o com a pergunta:
“De onde está vindo?”
“De Arunachala.” Foi a resposta.
A aparente simplicidade da frase de seu tio encontrou profundo eco em seu coração, como se a palavra “ARUNACHALA” lhe despertasse alguma sutil recordação. Em julho de 1896, na tenra idade de dezessete anos, Ventakaraman teve a experiência extraordinária, que transformou Sua vida e despertou-O para o verdadeiro significado do SER: sentiu que se integrava no universo, e perguntou: "Quem sou eu? Minha consciência não é atingida." Então compreendeu que era independente do corpo físico, da mente e dos sentidos. Sentia apenas o pulsar cósmico e concluiu: "Sou Consciência". Depois disso, Ramana Pouco tempo depois deixa a casa do tio
e parte para Tiruvannamalai em direção ao Monte Arunachala - local onde o Deus Shiva apareceu a seus devotos na forma de uma coluna de luz.instalando-se em cavernas e templos. Com a chegada de muitos discípulos, mudou-se para um Ashram construído ao pé de
Arunachala, onde recebia pessoas de todas as partes do mundo para aprender com
ele. Durante os cinqüenta e quatro anos seguintes, sua vida foi um exemplo vivo de Suprema Paz, Compaixão Universal e Auto-Consciência incessante. Ele ensinou o Caminho do Auto-Conhecimento e a Auto-Renúncia através da Vichara (a pergunta ¨Quem sou Eu?¨).Quando se estava próximo a Ele, as ondas incansáveis da mente eram acalmadas: corações aflitos encontravam conforto e paz e os buscadores sinceros da Verdade encontravam a Suprema Beatitude.
Sri Ramana deixou de ser apenas um admirável Mestre da Índia. Saltou dos quadros que enfeitam os altares dos templos para dentro de nossa existência. Ordenou a Sri Maha Krishna Swami que fizesse, no Ocidente, a Grande União entre os homens, tornando conhecida e acessível a todos a Verdade de Ser. Foi por sua vontade que Sri Maha Krishna Swami instalou-se no Brasil, a terra apontada pelo Sat Guru como o local onde seriam preservados os sagrados ensinamentos de todos os Grandes Mestres, onde também seriam vivificados e tornados acessíveis a todos.A sabedoria de Bhagavan é insofismável, não está limitada às palavras, ela toca a essência de cada um: é a força do silêncio, a Upadesa
Sharanam, que irradia de Sri Ramana para todos. Ao codificar o caminho da
autoconscientização, Sri Ramana criou, efetivamente, a solução para todos os que buscam o
autoconhecimento. Até então, o acesso à sabedoria dos Mestres era exclusivo dos reclusos do silêncio. Sri Ramana mostrou um caminho possível de ser trilhado livremente, conforme as condições da vida moderna.
certa tarde em que estava sozinho em casa, sentiu que iria morrer. Deitou-se com os membros distendidos, susteve a respiração, mantendo a mente em completa introspecção e o corpo inerte; sentiu toda a força de sua personalidade e até mesmo ouviu a voz do SER dentro de si, totalmente apartada do corpo. ¨O corpo morre, mas o espírito que o transcende é imune à morte. Isso quer dizer que sou um Espírito Imortal¨
Daí em diante sua absorção no Ser é permanente.
No dia 14 de abril de 1950, Sri Bhagavan deixa o corpo. Entretanto, muitos devotos, espalhados por todos os rincões do planeta, até hoje, crêem firmemente em suas palavras quando inquirido sobre Sua partida: “Para onde mais poderia Eu ir?”
Este é o Santo Sábio que, em Seu silêncio e olhar de bem-aventurança, segue vivo nos corações de todos os seus discípulos.
"O destino da alma é determinado segundo seu prarabdha-karma.
O que não deve acontecer, não acontecerá, não importa o quanto você deseje.
O que deve acontecer, acontecerá, não importa tudo o que você faça para evitar.
Quanto a isso, não resta dúvida. Portanto, o melhor caminho é permanecer em silêncio."
"A consciência do
corpo é o 'Eu' errado. Desista desta consciência-corpo. Isto é
feito através da busca da fonte do 'Eu'. O corpo não diz 'Eu
sou'. É você quem diz 'Eu sou o corpo'. Descubra quem é este
'Eu'. Procurando a sua fonte, ele irá desaparecer. Seja o
que você é. Não existe nada para ser manifestado. Tudo o
que é necessário é a perda do ego. A verdade de si mesmo é a
única que vale a pena ser buscada e conhecida. Realização não
é nada a ser adquirido. Ela está sempre aí, mas obstruída por uma
tela de pensamentos. Todos os seus esforços devem ser dirigidos
para a superação desta tela, e então a realização é revelada.
Realização é simplesmente a perda do ego. Destrua o ego pela
procura da sua identidade. Uma vez que o ego não é nenhuma
entidade, ele automaticamente desaparecerá, e a realidade irá brilhar
por si mesma. Este é o método direto, enquanto todos os outros
se concretizam somente através da retenção do ego"
1.
Introdução Sri Ramana Maharshi era conhecido como Venkataraman. Ele nasceu numa humilde e piedosa
família da classe Brahmni, ele foi enviado para a escola da missão para aprender inglês.
2.
Saída de casa
No dia 29 de Agosto de 1896, Venkataraman deixou a sua casa
no distrito de Madurai na procura do seu Pai, Senhor Arunachala,
a quem ele reportou-se pessoalmente no dia 1º de setembro
de 1896, assim:
Oh, Senhor, obedeço
ao Teu chamado Aqui estou eu, abandonando tudo.
Não Te peço nada; não perco nem lamento,
Pegue-me e me faça Teu.
Deste dia em
diante, até o fim do sua jornada terrestre, Venkataraman
fez de Arunachala (Tiruvannamalai), sua morada, transmitindo
através de Mouna, a linguagem dourada do desapego, a
Mensagem da Verdade Eterna, para os quatro cantos do mundo.
Venkataraman deixou um bilhete reprendendo seu irmao. “Eu
fui a procura do meu Pai, de acordo com o Seu mandamento, saindo
deste luga. Numa virtuoso iniciativa, de fato, eu embarquei
neste dia. Portanto, por causa desta ação, ninguém
precisa enlutar-se ou seguir alguém. Nenhum dinheiro
será necessário gastar para me procurar”.
3.
A grande iluminação “Foi cerca de seis semanas antes de eu deixar Madurai
para sempre, em meados do ano de 1896, que uma grande mudança
aconteceu em minha vida”, disse Sri Ramana Maharishi,
quando perguntado pelos seus devotos de como ele havia se transformado.
“Isso foi repentino. Um dia, eu estava sentado solitário
na porta de entrada da casa do meu tio. Eu estava na minha usual
boa saúde. Mas um repentino e inegável mal-estar
sobre a morte me agarrou. Eu senti que estava morrendo, e pensei
no que iria fazer. Eu não cuidei de consultar ninguém,
fosse ele um médico, uma pessoa mais velha ou um amigo.
Eu senti que deveria resolver o problema por mim mesmo, aqui
e agora. Um choque repentino do meda da morte de imediato me
introspectou e introverteu. Eu disse para mim mesmo mentalmente:
´Agora que a morte está vindo, qual é o
significado? Quem é que está morrendo? Este corpo
morre´. Imediatamente eu dramatizei a situação.
Eu estendi os membros do meu corpo e estavam rígidos
como se no “rigor mortis”. Eu imitei um cadáver
para dar um ar de realidade levando adiante minha investigação.
Eu fiquei sem respirar e mantive minha boca fechada, pressionando
os lábios com força juntos, então nenhum
som poderia escapar. ´Bem, então´, eu disse
para mim mesmo. ´este corpo está morto. Eu serei
levado para o crematório, serei queimado e reduzido a
cinzas. Mas com a morte do meu corpo, eu morro? Este corpo é
eu? Este corpo está quieto e ineter. Mas apesar disso
eu estou pleno de forças de minha personalidade, e mesmo
o som do Eu interior é aparte do corpo. O corpo material
morre, mas o Espírito transcendendo ela não pode
ser tocado pela morte. Portanto, eu sou o Espírito imortal´.
Isso tudo não foi uma façanha de uma ginástica
intelectual, mas veio num flash diante de mim de vividamente
como a Verdade viva, a qual eu imediatamente percebi, quase
sem nenhum argumento. Eu estive em algum lugar muito real, num
estado de coisa muito real, e toda a consciência estava
conectada com meu corpo. O “Eu” ou “mim mesmo”,
estava sendo o foco da atenção com uma poderosa
atração. O medo da morte desapareceu imediatamente
e para sempre. A absorção do Ser continuou daquele
momento até agora”.
4.
Tapas de Maharishi
Ramana praticou milhares Tapas (austeridades) em Mandapam, próximo
de Patala Linga, na peregrinação a Subrahmanya,
no jardim da Manga; o Sadguru Swami morou no Cora Hills; vivendo
de 1909 a 1916 na caverna de Virupakshi.
Durante seus dias de Rapasis, alguns meninos travessos costumavam
jogar pedras e cacos de telhas nele; e mesmo assim Ramana permanecia
sempre pacífico e calmo, através da força
da meditação e da penitência.
Ramana Maharishi ficou conhecido como um Brahmana Swami em Tiruvannamalai.
Kavya Kanta Ganapathy Sastri, o grande escolar de Sânscrito,
veio par ao Ashrama de Ramana em 1908, e iniciou a escrever
o Ramana Gita.
A vida de Maharishi foi uma contínua meditação
ou Ananda Anubhavam. Mararishi estabeleceu a paz interior. Ele
viveu na Luz do Senhor interior. Ele encorajou os outros a fazerem
a mesma coisa. Para ele, todo o mundo era uno.
Maharishi raramente falava, e quando ele falava, ele fazia isso
porque seria absolutamente necessário.
5.
Sua mensagem Divina
Ramana foi um exemplo vivo dos ensinamentos dos Upanishads.
Sua vida foi, ao mesmo tempo, uma mensagem e a filosofia dos
Seus ensinamentos. Ele falava para o coração das
pessoas. O Grande Maharishi encontrou-se a Si mesmo dentro de
si mesmo, e deu ao mundo a grande mas simples mensagem da sua
grande vida: “Conheça a Ti mesmo”.
“Conheça a Ti mesmo. Tudo além será
conhecido por sua própria harmonia. Discirna entre o
eterno, imutável, todo inter-penetrante, infinito Atman
e o sempre mutante, fenomênico e perecível universo
e o corpo. Inquira: ´Quem sou eu?´. Faça
a mente calma. Liberte-se a si mesmo de todos os pensamentos
outros do que o simples pensamento do Ser ou Atman. Mergulhe
profundamente dentro do quarto fechado do seu coração.
Encontre-se no real e infinito “EU”. Descanse nele
pacificamente para sempre, e se torne idêntico com o Ser
Supremo”. Isso é o essencial na filosofia
e ensinamentos de Sri Ramana Maharishi.
Sri Ramana dizia:
“O mundo é infeliz por causa da sua ignorância
do verdadeiro Ser. A verdadeira natureza humana é a felicidade.
A felicidade é inata no verdadeiro Ser. A procura da
felicidade pelo homem é uma procura inconsciente pelo
verdadeiro Ser. O verdadeiro Ser é imperecível;
portanto, quando alguém O encontra, encontra a felicidade
a qual não tem fim. No interior da cavidade do coração,
o Ser Supremo Uno, está sempre emitindo a emanação
da auto-consciência “Eu” ... “Eu”.
Para realizá-lO, entre dentro do seu coração
com um ponto em mente – através da busca interna
ou profundo mergulho ou controle da respiração
– e permaneça do Ser do ser".
O “Quem Sou Eu”, “Upadesa Saram, e Ullathu
Narpathu, são as pérolas da sabedoria direta de
Sri Ramana, expressas em sintéticos aforismos.
Sri B.V. Narasimha Swami, o falecido Presidente em toda a India
do Sai Samaj, publicou um eletrizante texto vivo de Ramana,
intitulado “Self-Realization”; o Yogi Suddhananda
Bharati escreveu a vida de Sri Ramana em Tamil.
Bhagavan Ramana Maharishi reduziu a zero o fato de dizer que
a auto-realizaçao e a meditação são
coisas do passado, e que nos dias atuais não são
possíveis de serem alcançados pelas pessoas. Ele
mostrou através do seu Samadhi permanente que é
possível, apesar de tudo, realizar o Supremo e viver
na realização do Ser.
Amado aspirante! Crie coragem. Fortifique-se. Aplique-se pessoalmente
de forma intensa no Yoga Sadhana. Brevemente voce alcançará
Videha Kaivakya e irá brilhar para sempre como um sábio
iluminado.
6.
A Brilhante Luz que Brilha para Sempre
O Tenente coronel P.V. Karamchandani, I.M.S., D.M.O., North
Arcot District, atendeu Sri Ramana quando ele sofreu mais tarde
sofreu de um tipo de tumor maligno no cotovelo esquerdo. O Maharishi
foi operado quatro vezes.
Um meteoro golpeou o céu as 8:47 da noite, no dia 14
de Abril de 1950, quando Sri Ramana Maharishi deixou o seu amontoado
mortal e entrou em Mahasamadhi.
A todo-penetrante luz, a qual brilhou através da incorporação
da Luz em Maharishi Ramana, retornou ao seu estado original.
A prova eterna dos Upanishads chamou-se Maharishi Ramana. A
prova irá existir para sempre, reassegurando-nos a Realidade
Última.
O santo não está mais na sua forma mortal, mas
a a Luz da sua alma está agora mergulhada em cada alma
receptiva individual. Maharishi Ramana vive em nossos corações.
Seu desenlace não deve ser sofrido. Ele realizou plenamente
a missão da sua vida. Ele alcançou a mais elevada
meta, a auto-realização. Então, não
há nada que se lamentar. A morte é apenas para
aqueles que não foram capazes de alcançar a meta
da vida ou de fazer as suas obrigações e por alguma
razão de enlutam. A luz de Maharishi brilha hoje e irá
brilhar para sempre.
No coração da humanidade o santo viverá
para sempre, guiando, encorajando, estimulando e inspirando,
milhões e milhões de poderosos seguidores, para
encontrar a Grande Verdade que Ramana realizou.
Muito bem feito por Sri Ramana Maharishi foi a exposicao da
filosofia Vedanta, não através de conhecimento
livresco, mas pela experiência prática. Seus ensinamentos
transmitidos pelo “Silêncio” todo-absorvente,
incorporou os mais elevados ideais, alcançando finalmente
a realização Divina. Para declarar a eterna divindade
latente, para estimular sempre a vida na consciência do
Ser imortal, e permanecer como uma testemunha intocável
das fases transitórias da vida, mergulhada no Silêncio
Supremo – como o chamado de clarim de Maharishi. Ele não
se preocupava com dogmas e preconceitos religiosos. Ele estava
muito além destas limitações mundanas.
Com ele viviam sacerdotes Bramanas ortodoxos, Muçulmanos,
Cristão, e os assim chamados intocáveis. Eles
eram o mesmo para ele.
Como um arquiteto supremo da Verdade Universal, Ramana Maharishi
conduziu, e agora conduz, os cansados viajantes por sobre a
Terra em direção a Meta, através do seu
imensurável Silêncio.
Prestar a homenagem mais adequada para a santa personalidade
de Maharishi é seguir os seus ensinamentos, e crescer
no seu modelo de ideal. A sabedoria de Bhagavan é insofismável, não está limitada às palavras, ela toca a essência de cada um: é a força do silêncio, a Upadesa Sharanam, que irradia de Sri Ramana para todos. Ao codificar o caminho da autoconscientização, Sri Ramana criou, efetivamente, a solução para todos os que buscam o autoconhecimento. Até então, o acesso à sabedoria dos Mestres era exclusivo dos reclusos do silêncio. Sri Ramana mostrou um caminho possível de ser trilhado livremente, conforme
as condições da vida moderna
SRI RAMANA MAHARISHI Final
Certa vez, um devoto perguntou a Sri Bhagavan sobre o método para a realização do Self. Como de costume, Sri Ramana recomendou-lhe que descobrisse quem é realmente o Eu dessa questão. Após mais algumas perguntas nessa mesma linha, disse o jovem : "Ao invés de investigar 'Quem sou Eu?', posso colocar a questão como 'Quem é Você?' Dessa forma minha mente poderá fixar-se em você , que considero como Deus em forma de Guru..." Respondeu Sri Bhagavan: "Seja qual for a forma de seu questionamento, você deve analiticamente chegar ao único Eu, o Self. Qualquer distinção entre 'eu' e 'você' é mero sinal da ignorância de quem a faz. Somente esse 'Eu' Supremo é. Pensar outra coisa é iludir-se".
Foi então que Sri Ramana contou esta história. Ela encontra-se em vários puranas, especialmente no Vishnu Purana.
Ainda que Ribhu ensinasse a seu discípulo a Suprema Verdade de Brahman, a Realidade Única, Nidagha, a despeito de sua erudição e entendimento, não tinha a necessária convicção para seguir o Caminho do Conhecimento
( Jnana ). Assim sendo, retornou Nidagha para sua terra natal, adotando uma vida devocional, seguindo o cerimonial religioso.
Mas o Sábio amava seu discípulo tanto quanto este o venerava. A despeito da idade avançada, Ribhu resolveu-se a ir pessoalmente até sua província. Assim poderia acompanhar os progressos conquistados por seu discípulo na vida ritualista. O sábio viajava incógnito. Assim poderia observar melhor as ações de Nidagha, sem que este se soubesse observado.
Foi então que Ribhu, chegando disfarçado ao rústico vilarejo, avistou Nidagha todo compenetrado, assistindo a uma procissão real. Sem ser reconhecido pelo cidadão Nidagha, o velho homem perguntou a respeito de toda aquela movimentação. Foi logo informado que o rei seguia em procissão.
"Oh, mas é o rei! Seguindo em procissão! Mas...diga-me...aonde está ele?" questionou o pobre rústico. "Lá, no elefante!" respondeu logo Nidagha. "Você diz que o rei está no elefante...Sim, eu vejo os dois, mas... qual é o rei, qual é o elefante"? "O quê!", exclamou o discípulo, "não sabe que o homem acima é o rei e o animal abaixo é o elefante? De que vale dirigir a palavra a um homem como você? "Bom homem, não perca a paciência com um pobre ignorante como eu", implorou o velho mendigo, "mas...você disse acima e abaixo...o que significa isso?"
Nidagha não podia mais suportar: "você vê o rei e o elefante, um acima, outro abaixo. E ainda quer saber o que entendo por 'acima' e 'abaixo", gritou Nidagha. "Se coisas vistas e palavras proferidas podem convencê-lo tão pouco, somente a ação pode ensiná-lo. Abaixe-se e saberá tudo isso 'muito bem'". O velho fez o que foi dito. Nidagha subiu em seus ombros e disse: "Saiba agora então, eu estou acima como o rei e você abaixo como o elefante. Está claro o suficiente?" "Não, ainda não" foi a resposta do humilde velho, "você disse que está acima e é o rei e eu estou abaixo e sou o elefante. O 'rei', o 'elefante', 'acima', 'abaixo', tudo isso está muito claro. Mas... poderia me dizer o que entende por 'eu'e 'você'? "
Ao ser confrontado repentinamente com o problema máximo de definir o "você" aparte do "eu", a luz tomou sua mente. Desceu imediatamente, prostrando-se aos pés de seu Mestre, e disse: "quem senão meu venerável Mestre Ribhu poderia fazer emergir a Consciência das superficialidades da existência física para a Única e Verdadeira Realidade do Ser? Oh, Mestre benigno, sou grato por tua benção".