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As Gralhas na Tempestade
As dificuldades não são um castigo, mas
desafios, oportunidades para brincar com a tempestade. É isso exatamente que fazem
as gralhas. Quando os outros pássaros se apavoram e buscam um refugio, as gralhas
se deliciam. Viagem Interior:
Na plena Luz da sua consciência
imagine seu lugar de poder, perto
duma cachoeira, escutando
o barulho da água, respirando
esse cheiro verde de folhas, sentindo
a brisa acariciar seu rosto, seus braços, suas pernas. Ande
na mata. O Céu está
escuro, escurecendo cada vez mais. Uma
Tempestade está se despertando no horizonte. Veste um corpo de Gralha e voa ao topo de um velho eucalipto,
observando, com prazer, a dança
dos relâmpagos que se aproximam.
De repente, o vento em fúria cavalga as árvores.
A violência do vento toma você nos seus braços,
leva você para cima, para mais alto, para as alturas.
Fechando as asas, mergulha no abismo, caindo como uma pedra, deliciando-se
com a velocidade, com a velocidade crescente.
No último momento,
perto do chão, abrindo as asas,
deslisando como um relâmpago bem perto das ervas torcidas de vento.
Girando,
abrindo suas asas às rajadas do
temporal. O temporal
atira você para a esquerda,
para cima, precipita você para baixo, e
você desliza para as alturas. Voa
com as asas da Tempestade. Desliza
nos corredores aéreos, deixando
a velocidade levar você cada vez mais, subindo...
descendo... brincando... voando
com as próprias asas da Tempestade. Voando
em um mar de relâmpagos. Você
voa com as asas da Tempestade. Deliciando-se.
Turbilhonando nos turbilhões. Subindo
montanhas de ar. Descendo
precipícios. Tirando
seu Poder da própria Tempestade. Voando
a gloriosa dança dos elementos, da chuva e dos relâmpagos. Voando
no imprevisto das rajadas do vento, para a direita, para cima, para a
esquerda. Voando com
as asas da Tempestade. Tirando
seu Poder da própria Tempestade.
Comentário Em uma situação difícil, lembre-se das gralhas. Abre suas asas
à violência da situação, divirte-se.
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