Asato Maa Sadgamaya

Asato Maa Sadgamaya

Asato Maa Sad Gamaya
Thamaso Maa Jyothir Gamaya
Mrithyor Maa Amritham Gamaya

Lead me from the unreal to the Real
Lead me from darkness to Light
Lead me from death to Immortality.


Conduz-me da Mentira para a Verdade
Conduz-me da Escuridão para a Luz
Conduz-me da Morte para a Imortalidade.


 

INTRODUÇÃO

Cantemos com frequência esta antiquíssima invocação védica, uma das minhas preferidas.
Tão vigente hoje como a tres mil anos, enuncia uma benção, um programa de vida individual e o objetivo da evolução humana.



Conduz-me(gamaya)

A invocação védica se dirige a um "EU SOU" sem nomeá-lo.
Alguns, talvez, reconheceram ao grande "EU SOU" que se oculta e revoa na Terra, no Sol, nas estrelas, nos planetas, nos minerais, nas plantas, nos animais, e nos seres humanos.
A Presença Viva, Inteligente, Poderosa, Consciente e Feliz que impregna e sustenta tudo, incluido-nos, e de cuja natureza participamos, ainda que, na ilusão de nossa separatividade, não nos damos conta.
Estamos no caminho, somos o caminho...




Do não-ser (asat) ao ser (sat)


Este é um dos caminhos possiveis para emprender o retorno a casa.
O ser humano tenta recuperar o Paraíso do que se auto-expulsa por culpa do Desejo.
Esse Desejo que nos faz sentirmos incompletos e crer que algo de fora poderá satisfazer alguma vez nossa ansiedade existencial.
Sucede que se retornarmos à fonte que surge do Ser, que somos nós mesmos, perceberemos então ao mesmo tempo também ao Ser Universal que nos guia por todos os lados.



Da escuridão (tamas) á luz (jyothir)

Na escuridão não posso ver com claridade por que, nem para que, estou neste mundo, neste corpo, nesta família, nesta classe social, neste país, neste século...
Realizo rotineiramente minhas tarefas cotidianas em uma nuvem de semi-conciência, sem estar realmente "aí", a tal ponto que os días "vôam" e a vezes nem siquer posso recordar o que fiz, deixando-me a sensação de não haver vivido de tudo, de haver perdido algo, ainda sem poder precisar muito bem o que...
Me deparo frenéticamente em todo tipo de meios de transporte, mas em última instância não sei onde vou.
Estou dormido e nem siquer me dou conta do sono.
Mas para muitos de nós, em certo momento, no meio da escuridão, surge a punsante dor da nostalgia pela luz.
Não fomos feitos para viver eternamente nas sombras.
Algo dentro de nós desperta e nos pertuba.
Intentamos negar, mas não nos deixa em paz.
nossas preocupações habituais nos parecem intrascendentes; o que antes nos entusiasmava, agora nos aborrece; nos sentimos sozinhos: nossos seres queridos, nossos amigos, nossos companheiros de trabalho não compartem nossa solidão.
É o momento do despertar.
A invocação védica pede que a luz nos seja compassivamente mostrada para que saibamos até onde nos dirigirmos.
Todo nosso peregrinar sobre esta terra, tanto a nível individual como de espécie, é um trabalho de dirigir-se até a luz.
A luz do Amor, a luz da Alegria, a luz da Unidade, a luz da Paz, a luz do Saber...
Quem retornou de uma experiência a cerca da morte, descrevem um grande tunel escuro, e em seu término uma forte luz, palpitante de Vida, Amor, Compreensão, infinita Bondade e Justiça, Sabedoria e Compaixão




Da morte (Mrithyor) a imortalidade (Amritham)

Tudo é efêmero neste mundo: as coisas, as pessoas, as amizades, as relações, as situações, nosso próprio corpo, nossos estados de ánimo, nossos pensamentos....
No mundo do tempo e do espaço, tudo muda e perece.
Toda a creação, com a exceção do ser humano, aceita esta situação com naturalidade.
Ao homem, em troca, o molesta.
Não nos sentimos "em casa" no ambito do transitório.
A Ciência busca o invariavel dentro dos fenomenos (suas leis de funcionamento).
A Filosofia busca o Ser Absoluto debaixo do mutavel, a Moral intenta determinar os Mandatos que todos deveriamos cumprir...
De nenhuma maneira queremos aceitar que nós mesmos sejamos pereciveis.
Algo em nós tem nostalgia de imortalidade.
A morte como aniquilação total nos parece um escandalo inaceitável, porque Algo em nós intui que nosso ser mas íntimo é imortal.
Nossa cultura nos tem convencido a por o ser no corpo, nos pertences, no status, no éxito, na erudição.
Porém todas estas coisas são efemeras, e nosso ser interior tem fome de perdurabilidade.
Temos posto nosso ser no lugar equivocado.
E quando tenhamos retornado ao nosso lugar, quando nos estejamos reinstalados na casa do Ser, encontraremos que, finalmente, estamos em Paz.

Shantih, shantih, shantih...


 


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