Keter  
A Coroa  


Existem três ramificações (emanações) principais para a Árvore dos Sephirot. 

  1. Abba é Abba beshamayim (O Pai no Céu). 

  2. Keter é como os Cristãos chamam Ben (O Filho). 

  3. Aima (A Mãe) é a emanação de Ruach HaKodesh (O Espírito Santo)

Keter ou coroa, é o sephirah dominante que pode ser contemplado pela Humanidade. O Moshiach é associado com Keter como retratar a imagem invisível de Deus. A barba é particularmente importante no diagrama, como é um símbolo associado com Keter; muito como a barba vislumbrada por Ezekiel, exibe a Soberania de Deus sobre toda criação. O nome de Deus associado com Keter é Ehyeh, ou EU SOU. O Mundo da Emanação, ou Atzilut emana de Keter.

Kether é a séfira localizada no mais alto na Árvore da Vida. Está associada à luz, à coroa, ao ponto. Quando estudamos essa vasta área do conhecimento humano que é a Kaballah, verificamos que ela trabalha com os Quatro Mundos ou Quatro Dimensões.
Kether é também, nesse sentido, o ponto acima, ou um nível acima do plano em que nos encontramos, ou acima do plano que queremos nos relacionar. Desta forma, no nível imediatamente superior, Kether é Malcuth da próxima Árvore da Vida do Mundo imediatamente acima. Porque Kether é relacionado às origens. Desta forma, a associação com a Coroa é perfeita, pois essa é aquilo que fica acima da cabeça. A Kaballah nos leva a crer que o Sagrado Espírito Orientador está acima de nós. O ponto, outro dos símbolos de Kether, é completo em si mesmo, sem dimensões, sem definições externas. É a unidade total, a semente de onde a partir dele todo o Universo cresce e se expande. Do Ponto de Luz, flui a luz para todo aquele que está no caminho de evolução. Todo o trabalho de oração, meditação ou ritualístico deve começar por uma invocação da Luz superior de Kether. Esse ato produz uma sutil atividade dos planos inferiores. À Kether são atribuídas as letras hebraicas: Yod He Vau He, que também representam os 4 elementos de Malcuth : Fogo, Terra, Ar e Água. Isso define o axioma : As above so below. E a questão do Mal, que está implícita em Malcuth, só pode ser resolvida em Kether. Porque esta séfira é a única da Árvore da Vida onde não existe nenhum mal. As Lâminas dos Ases no Tarot pertencem à esfera de Kether, pois eles representam o Espírito em Ação. O Um, o primeiro, de onde tudo se origina. A Fonte.

Urano, o deus dos espaços, é o mais compatível com a séfira de Kether. A idéia de Infinito está explícita e implícita neste arquétipo. Lançando nova luz sobre esse mito, compreenderemos a idéia do Bem e do Mal. Este, não é nada mais nada menos que a Ignorância. O sábio só pratica o Bem. Para os celtas representa o Reino Perfeito de Avalon. A Mitologia Egípcia faz a associação com Keru-Pa-Kraath.

Urano é o regente de Aquarius e o planeta que se identifica com Kether. Há muita controvérsia sobre isso, pois alguns autores supõem que Kether seja associado à Netuno. Um estudo mais acurado irá mostrar que o "Ouranós" dos gregos tem mais a ver com a Luz dessa séfira que é a fonte de Luz e das Emanações.
Correspondências

Símbolos : A coroa e o ponto
Imagem Mágica : Um rei barbado visto de perfil
Figura Arcangélica : Metatron
Experiência Espiritual : União com Deus
Nome Divino : Eheiaheh
Chakra : Coronário
Chakra : Coronário
Atributo : Realização do bem
Vício : Desconsideração e ignorância
Nota Musical : O Som das esferas
No Reino Mineral : A platina (metal). brilhante e opala (gemas)
No Reino Vegetal : Âmbar (Botânica)
No Reino Animal : A Águia
Quanto aos Corpos: Inteligência admirável (corpo atmico)
Parte do corpo físico : A cabeça
Número : 1
As de Paus: Início da energia
As de Copas : Força emocional que se derrama da Taça
As de Espadas : Poder diante das dificuldades
As de Ouros : Poder e sucesso material

Cores nos Quatro Mundos :
Aziluth : Esplendor
Briah : Branco puro
Yetzirath : Branco brilhante
Assiah : Branco salpicado de ouro

A Sefirat de Kether foi a primeira, o primeiro recipiente que apareceu logo após a restrição e está ligada ao Mundo de Adam Kadmon - Homem Primordial. Kether faz parte das três Sefirats superiores (as outras duas são Chokmah e Bimah), que estão além da nossa realidade física e são o estado potencial. Nós nos relacionamos com as sete inferiores, que são o estado da manifestação.

Kether ou Coroa, se situa no topo da coluna central, logo abaixo do Mundo Infinito. A coroa normalmente está na cabeça do rei, mas não pertence ao corpo do rei, pertence ao reino. Para cada ação existe um pensamento que a precede. Kether, a coroa, é a semente das manifestações que vão acontecer no mundo físico. É o potencial da manifestação.

Kether é a inteligência ardente que canaliza a Força da Luz da Criação para as demais Sefirats. Funciona como um super computador que contém o inventário total do que cada um de nós é, alguma vez foi ou será. Como tal, não só é a gênese de nossas vidas neste reino da Terra, mas de todo pensamento, idéia ou inspiração que teremos enquanto estivermos nessa nossa jornada.

A reencarnação, na qual a alma humana volta várias vezes a este reino físico até que suas imperfeições sejam corrigidas, é uma doutrina central da Cabala. Este processo de correção é chamado Tikun e já foi explicado em mensagem anterior. Outros ensinamentos espirituais se referem ao processo de Tikun como Karma.

Esse processo, no qual uma alma é canalizada através das Dez Sefirats para nascer no mundo físico de Malkuth, começa em Kether, e nenhuma alma parte de lá sem a bagagem que acumulou em existências prévias. A luz de Kether tem um longo caminho a percorrer antes de nos alcançar. Está tão longe do reino físico no qual vivemos como o primeiro pensamento de um arquiteto está distante do edifício que aquele pensamento se tornará em última instância.

Kether é a fonte de tudo, mas somente em potencial indiferenciado. As outras Sefirats são necessárias para se transformar aquele potencial em algo que podemos perceber como realidade, e a primeira a receber o poder que flui para fora de Kether é a Sefirat de Chokmah.

Palavras Finais
Keter- A Coroa

Keter é também conhecida como "A Coroa", já que aos judeus era proibido dar qualquer forma à divindade que os levasse à idolatria ( como poderia ser o caso se o símbolo fosse um "Rei"). Seu nome divino é Eheieh, ou " Eu Sou". Seu Arcanjo é Metatron. O coro angélico correspondente é o dos Chaioth ha Qadesh . E seu centro cósmico é o Rashith ha Gilgalin, ou os primeiros remoinhos.
Keter é a primeira sefira da árvore da vida. Antes dela há apenas os princípios mais abstrados da divindade, os quais são AYN , AYN SOPH, e AYN SOPH AUR; que são o puro ser, sem forma, sem força, sem tempo.
A partir do momento em que o Ser se põe em movimento, e inicia o grande ciclo da existência, surge Keter, a idéia pré-concebida. Podemos comparar Keter, com a semente da flor de lótus, e de fato essa analogia é feita no oriente, onde o "Ovo Cósmico" é também chamado de PADME ( lótus). Se partirmos a semente do lótus veremos no seu interior um pequeno broto, do qual crescerá a planta. O mesmo se dá no universo, onde Keter é a " Idéia primordial " que dará origem ao Universo. Antes de pintar uma tela o artista concebe na sua mente todos os passos de sua obra, que após colocá-los em prática, culminam no quadro.
Keter é a sefira de onde emana a Vontade Divina. Se direcionando para Binah e Hockmah, a vontade divna inicia sua jornada pelo universo, se diferenciando em matéria, forma e força.
Se consideramos a idéia, ou a vontade de Keter, Divina, podemos cosiderá-la perfeita, e uma vez que é perfeita, chegamos ao ponto onde toda a criação é baseada em um ideal de perfeição absoluto. Binah é a razão suprema, indicando que o motivo da criação é lógico e perfeito, e é estabelecida por uma sabedoria ( Hochmah) suprema baseado na moral perfeita. Temos assim, a Lógica Moral, que é a ideação perfeita.
Porém devemos nos acaultelar para não cair na fascinação que a exatidão da engrenagem universal pode nos proporcionar; e com isso tornarmos áridos à alma, a vida e o calor que emanam do Poder Maior. A partir dessa união, da Lógica moral, que gera leis perfeitas, unidas à vida e o calor do espírito divino, chagamos a contemplação que Keter nos inspira a cerca do Universo: uma obra de Arte.
" E fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas. E os colocou no firmamento do céu para aluminarem a terra, para governarem o dia e a noite e fazerem a separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. " ( Livro do Gênesis)
O Gênesis, após descrever a criação do Unierso, em termos alegóricos, não deixa de acrescentar: E viu Deus que isso era bom. O que torna a criação mais do que perfeito mecanismo físico, biológico e psíquico, é o calor da graça. A graça dá ritmo e harmonia ao Universo, comporta os ideais de beleza e de bondade, e é por esse motivo que a vontade de Keter é feita; porque ela é boa. Aquele que deixa de procurar a bondade, a beleza e a alegria na criação e na vida, é como o observador materialista que diante de um livro, conhece a composição molecular da celulose do papel, sabe explicar o porquê dos arranjos da tinta em letras, e a ordem na qual se seguem as páginas; mas é incapaz de compreender a mensagem contida nas frases, uma vez que para ele não passam de combinações aleatórias.
" O Belo é o Bem que se faz amar, e o Bem é o Belo que cura e vivifica.
Mas o bem cuja beleza foi perdida de vista se enrijece em princípios e leis e se torna puro dever; o belo que se separou do bem e o perdeu de vista se abranda em pura fruição desprovida de obrigação e responsabilidade." ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)
Keter é o ideal do Bem, do Belo e das Alegrias supremas, e assim como o broto do Lótus já tem a planta em potencial, o Mundo já possui o potencial divino. Se hoje ele está longe de ser um paraíso onde o bem prevalece, cabe a nós despertarmos os ideais divinos latentes, e aproximá-lo cada vez mais da Idéia Primordial. E para estabelecermos essa realidade, compete-nos harmonizarmos os ritmos falhos de baixo, com os ritmos supremos da vontade divina. A vontade de Keter é Lei Moral suprema. E a vontade daquele que busca a vontade ideal deve ser dirigida à máxima educação moral possível. O esforço deve ser constante para apagar da alma as paixões materiais que sussurram ao seu ouvido constantes convites aos prazeres materiais que são cegos às responsabilidades morais. Essas paixões são "miragens", ou "ilusões", ou ainda " Maya", como as reconhecem no oriente, pois o prazer momentâneo não vai compensar nem o tempo perdido, nem os danos causados pela irresponsabilidade para com os deveres.
" A verdadeira obediência não é a escravização da vontade a outra vontade, mas a clareza moral, a faculdade de conhecer e de reconhecer a voz da verdade. É ela que torna a alma inacessível aos atrativos da esfera da miragem" ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)
Além de escapar da esfera da miragem , a obediência à Lei Moral põe a alma em ritmo com a divindade. Desta harmonização dos ritmos vêm a experiência da alegria espiritual, da alma que cumpre seus deveres e é capaz de contemplar a profundidade de suas boas ações. " a alegria, continua o autor , é o acordo dos ritmos, enquanto que o sofrimento é o seu desacordo. O prazer que sentimos quando sentamos perto da lareira é o restabelecimento do acordo do ritmo do corpo com o ritmo do ar que chamamos de "temperatura". A alegria proporcionada pela amizade é o acordo dos ritmos anímicos e mentais de duas ou mais pessoas. A alegria de uma boa consciência é o acordo entre os ritmos morais do eu inferior e do eu superior. A bem-aventurança prometida àqueles que têm o coração puro e que verão a Deus é o acordo de seu ritmo próprio com o ritmo divino. A alegria é, pois, o estado de harmonia do ritmo interior com o ritmo exterior, do ritmo de baixo com o ritmo do alto, do ritmo da criatura com o ritmo divino" ( Meditações Sobre os 22 Arcanos Maiores do Tarô)
Concluindo, a Árvore da Vida nos ensina que é preciso tornar o que está embaixo, como o que está em cima, segundo o plano divino de Keter.

 

VOLTE A SAGRADA ÁRVORE SEPHIROTS

VOLTE AO EU SOU O QUE EU SOU