As Vidas Passadas de Patrul

Na linhagem da pratica, onde teoria é menos importante do que a prática espiritual de fato, diligencia é mais importante do que intelecto, e meditação é mais enfatizada do que o mero aprendizado. Patrul Rinpoche estava entre os maiores eruditos entre os sábios iluminados, porém foram seu rude estilo de vida, franqueza, simplicidade, humor e calor humano que levaram-no através de sucessivas gerações.

Grabline.gif (11659 bytes)

tiger_jumping.gif (33236 bytes)

Certa vez Patrul meditava na Caverna de Yamantaka mais baixa, próxima ao Mosteiro Dzogchen. Na caverna superior residia um praticante simplório de Gyalmo Rong; quase analfabeto, ele também praticava a meditação solitária.

Um dia, Patrul provocou-o brincando. "Se praticamos em um lugar como este, longe das distrações, a atenção intrínseca torna-se naturalmente clara. Então é fácil perceber deidades, relembrar vidas passadas, etc.... Tens estas experiências?"

"Nunca!" respondeu o solitário inocente. "E tu, as têm?"

"Pra dizer a verdade," contemplou Patrul, "Eu ocasionalmente lembro-me de centenas de minhas vidas passadas."

"Fale-me sobre suas existências," implorou o eremita. "Certamente isso beneficiará minha prática de meditação."

"Em uma vida fui uma prostituta na Índia, na vila onde o grande sábio negro Krishnacarya vivia," disse Patrul. "Movida por fé, ofereci-lhe um bracelete de ouro puro. Depois disso nunca mais nasci um caipira mas tenho tido a boa-sorte de me tornar sempre um pandita [doutor em Budismo]."

"Infelizmente não tenho nenhum ouro para te oferecer," disse o recluso, que podia não ser tão bobinho quanto parecia. "De qualquer forma, aspiro somente a iluminação, não erudição."

"E eu não sou um mestre como Krishnacarya!" gargalhou Patrul. "Que droga!"

Grabline.gif (11659 bytes)


Volte a Homepage. Back