chama violeta  Pager


O Terceiro Raio representa a força magnética da Chama Rosa do Amor Divino, a atividade que liga a idéia divina à forma física. Realmente, a essência do Amor Divino une todas as formas e sem este Amor os átomos nelas contidos desintegrar-se-iam.

A Chama Trina ( presente em cada coração ) é a Chama da Libertação. Nela estão contidas a vocação e as inspirações nobres da emanação de vida que serão estimuladas por sua Presença "EU SOU", a fim de que se expressem no mundo físico segundo o plano divino. Os irmãos do Terceiro Raio estão à disposição de todo ser humano que deseje auxílio para realizar o seu Plano.

Há em todas as relações, mesmo que em uma parcela mínima, a presença de afeto. As relações profissionais, por exemplo, não se resolvem pelo afeto, e sim pelo desempenho necessário dos profissionais nelas envolvidos. Alguns impasses, entretanto, chegam a um bom termo se há um lastro que lhes dê suporte, e o de maiores recursos, nesses casos, pode ser o criado a partir de um afeto presente nessa relação. O SER,aí, exprime-se pelo Afeto.

Já em todas as outras relações o Afeto está presente. Importante para a experiência o estar atentos ao emocional, não deixando que somente o mental os dirija. A atenção e o estar alertas lhes garante que se coloquem em cada situação, mas sem se envolverem pessoalmente. O envolvimento pessoal, carreado de pensamentos e emoções, interfere nas relações, envolvendo-as em uma aura de sentimentos egóicos que afastarão os envolvidos de um relacionamento mais próximo da individualidade de cada um, em comunhão com o SER presente em cada um, tornando-as puramente egóicas, limitando, portanto, a experiência.

A escolha de um companheiro acontece sem você perceber com a mente. Não é uma escolha mental, portanto. Também não é uma escolha emocional, pelos atributos de seu companheiro: isso não importa. Aqui há uma distinção entre afeto e emoção.

O Afeto está presente, a emoção não. Você faz alguma coisa, e outro também faz. O encontro se dá naturalmente, e flui. Nesse momento dois fazem algo, e então eles são um. Em crianças se observa isso mais claramente: as brincadeiras - suas primeiras experiências - acontecem com os companheiros que vão também vivenciá-las. Quando surge a emoção do ego eles se afastam, ou brigam, ou se gostam, mas de outra forma, não mais fluida, e já egóica. Agora a escolha egóica pode se infiltrar, e um companheiro que foi escolhido pela vibração de uma experiência a ser vivida e compartilhada, deixa de sê-lo para dar lugar ao colega, circunstância egóica do companheiro.

Se você permanecer alerta, poderá ter seu companheiro em unidade com você, vibrando em sintonia equivalente, e a produção será livre e leve, não cabendo no registro TEMPO. Por isso às vezes você faz alguma coisa tão envolvido, sem pensar ou sentir, e quando se apercebe - quando seu ego volta a ocupar sua mente - muitas horas se passaram. Você se surpreende, porque não sentiu o tempo passar: realmente, sua experiência não foi no tempo, você simplesmente viveu em comunhão com o seu SER, vibrando assim como seu companheiro o fez, e nessa experiência foram unos com a TOTALIDADE.

Um amigo pode não ser seu melhor companheiro, e isso não diz dele, embora a sociedade humana tenha tantas exigências sutis e classifique as relações, listando as atribuições de cada uma, e dentre as de amigo incluindo o ser companheiro. Isso resulta em uma grande confusão, porque logo o ego de cada um se investe de um papel reivindicatório, exercendo cobranças e interferindo nas relações mais puras, criando cada vez mais questões que geram conflitos paralisadores e que trazem partições duais, causando sentimentos de dor e sofrimento. Um amigo pode até compartilhar uma experiência, vivendo-a como um companheiro, mas não é essa a sua relação. No amigo você investe Afeto e sua relação busca uma produção criadora, que dará frutos e poderá até causar precipitações, já que é grande a energia investida. O amigo está no lugar de recurso para os dois nessa situação envolvidos, recurso de energia, canal de sintonia com a mais pura energia que decidam contactar. É uma relação, a princípio, de uma abertura que se faz, pela produção do Afeto, de um canal com o universo, de onde poderá vir todo o suprimento energético necessário para um dos dois, ou para os dois. O Afeto abre portas de comunicação com os anjos, que poderão levar às oitavas as súplicas ou necessidades daqueles que mantiverem, na Terra, uma ligação pura de Afeto desinteressado, sem desejos egóicos, buscando uma simples manutenção da alegria, compaixão, bom humor e firmeza, distribuindo calor, cordialidade e compreensão a todos os que deles se acercarem, como acontece com os discípulos de Saint-Germain. Os Amigos são, na Terra, os que se relacionam eletronicamente, deixando fluir as irradiações de suas chamas internas, trocando e ajudando-se na elevação de suas chamas internas, quando precisam de maior força e expressão.

Assim, você reconhecerá como amigo aquele que se aproximar de suas produções desinteressadamente, aceitando o caminho que você escolher caminhar, opinando se você o requisitar, permanecendo ao largo se você se afastar, aguardando-o no final de um túnel escuro em que você se embrenhe, sem críticas ou paixões próprias do ego. O que os une não é a paixão terrena, não é a ligação emocional egóica, é, sim, a união de almas que se reencontram, ou se encontram, para caminhar juntas um ou mais caminhos da Senda. Podem ou não experimentar juntos, como os companheiros. Essa verdade os diferencia, os amigos dos companheiros: aqueles caminham juntos, estes experimentam juntos.

A amizade não é particular dos amigos, como acontece nas relações egóicas. Mais do que isso, a amizade é um voto que se faz ao Criador e ao universo, de criação e intercâmbio. Muito séria e importante, assinala uma abertura de consciência e uma tarefa a que se propõem aqueles que optam por esse tipo de relação. Envolve muita energia e um canal sistematicamente mantido em aberto entre duas emanações de vida, como uma linha telefônica destinada à emissão e recebimento de fax. A amizade requer um desapego de tudo que for pessoal, sendo cada um sentido e ouvido do mais fundo de seu ser, às vezes não se tocando em nenhum assunto do ego, por sua atenção estar diretamente ligadas a outra escuta: a do ser de cada um. Assim o relacionamento de uma amizade guarda proporções infinitas, onde a percepção é acurada e profunda, não importando os pronunciamentos egóicos, a não ser como um reconhecimento deles, não impeditivos para a continuação da tarefa à que se propõem. A amizade é um laço que pode acompanhar amigos ou companheiros, dependendo da extensão da tarefa à que se propõem. Os companheiros podem, ao experimentar, desenvolver uma amizade inconsciente, e, mesmo sem estarem com a consciência aberta, realizarem um serviço. Os amigos, parceiros em um determinado caminho, podem desenvolver,ou não, durante seu percurso, uma amizade consciente, e, portanto, plantar em seu caminho serviços que auxiliarão outros que vierem a trilhá-lo.

Já temos, portanto, a amizade como um voto, um compromisso, uma intenção; os amigos como os que juntos trilham, conscientemente, um caminho; e os companheiros como os que experimentam juntos.

O emprego do Afeto pelo ego desvirtuou em emoções algumas virtudes que se, observadas em sua essência, são de extremo auxílio na experimentação de cada emanação de vida. Uma delas é a cumplicidade. Entende-se por cumplicidade energética a operação das forças que são acionadas por seres que pretendem, conscientemente, fazer a fusão de forças opostas que possuem, propiciando a eliminação de dualidades individuais.

É um trabalho da maior responsabilidade e que só deve ser operado por quem esteja preparado e com a consciência já aberta, já que a mobilização dessas forças pode ser mal utilizada pelo ego.

O amor só se difere da cumplicidade no uso da chama individual, já que só se utiliza da chama rosa, enquanto que a cumplicidade pode usar as três chamas alternadamente, ou conjuntamente: a azul, a dourada e a rosa. Mas o fundamental é que, como virtudes, estão ligadas ao SER, estando, portanto, atreladas à consciência cósmica e a serviço da evolução da humanidade.

O sexo, como a cumplicidade e o amor, pode favorecer uma relação de fusão de forças, propiciando àqueles que o promoverem o extirpar e queimar algumas energias duais, próprias do ego. Pode também selar energias que devem ser mantidas, e potencializar outras. Esta forma de manipular as forças, própria da espécie humana, e para ela Criada, está à disposição do homem como um outro meio de fusionar forças, embora também desvirtuada pelo ego, que a aproximou dos sentidos egóicos e a relacionou à procriação, com nos outros animais. É por isso que alguns sentem-se tão bem ao fazer sexo e o relacionam com o amor:estes estão mexendo com energias puras e usando da chama rosa. Outros, entretanto, ligados pelo ego emocionalmente, buscam somente uma descarga energética, frenética, e não fusionam, não sendo amigos nem companheiros,não sendo cúmplices nem tendo Amor.

É assim que se desenvolvem os conflitos nos jovens, que os acompanha até a idade adulta. Confundem sua energia a ser fusionada e tentam descarregá-la, criando mais e mais conflitos e laços de várias ordens, o que os joga uns de encontro aos outros. Buscam ilusões egóicas envolvidos pelas emoções, e derivam como barcos sem capitão à busca de uma praia, procurando ancoradouro nas bebidas, nas drogas, criando regras próprias de convivência, agindo às vezes de maneira marginal à sociedade dos homens, criando grupos paralelos de visão distorcida da realidade egóica mesmo, distanciando-se cada vez mais da possibilidade de contactar seu SER .


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