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"Para perdermos o eu, é necessário cortarmos todas as amarras, sejam quais forem, para que a alma, submergida em si mesma, recupere todo o poder da sua indizível origem. Não conseguiremos fechar a porta dos sentidos através de uma simples reclusão, mas de uma disposição de ceder sem resistência". Eugen Herrigel Essa diferença que agora você percebe entre o que é oposto e o que é complementar não é mais da ordem do contraditório. São as forças que se complementam que lhe levarão ao seu lugar, ao lugar onde você certamente re-encontrará a limpidez do seu ser, despojado de influências das emoções do seu eu (ego)exterior O seu eu, ou seu ego, sempre estará assoberbado em sentir, pensar, ter sensações, um desses desvios Pois assim são as incidências do ego, e o contato com seu eu interior é interrompido. O que pode fazer com que você novamente o contate é o despir-se verdadeiramente dessas circunstâncias e afundar-se ao encontro de você mesmo, profundamente É nesse lugar que , com o ego de lado, silenciosamente respeitoso, e desconsiderando sensações que não mais farão parte de sua existência, você estará no lugar de onde saiu um dia Lembrará talvez aos poucos, de como era ser o sentir, sentir o ser, o sentir que não mais será pessoal e ligado aos seus desejos ou necessidades. Você não terá necessidades,só será esse só ser, que é mesclado de nuances de ondas vibratórias, que lhe permitirão desse lugar acessar vários outros Como se fossem janelas que você fosse abrindo, sem no entanto seu corpo se mexer. Verá e fará parte de tudo que vir, mas essa vida não será a vivida pelo seu corpo, que aqui estará quieto, como que adormecido ou simplesmente parado. Mas, entretanto você, verdadeiramente você, estará lá ,nesse lugar, que e o lugar de onde artir;a cada vez que desejar empreender alguma viagem ou que precisar. para lá voltara e de lá partira. É lá o seu lugar É o lugar que pode alcançar sozinho, com um grupo, com um parceiro antigo.
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