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O arcano principal, ou os Arcanos Maiores, expressam temas universais
Os arcanos menores trazem aqueles temas que mostram como se operam os eventos diários.

 

Os Arcanos Maiores

As vinte e duas cartas denominadas Arcanos Maiores compõem uma série de imagens que descreve diferentes estágios de uma viagem da vida, que todos os homens fazem, desde o nascimento, onde percorrem a infância sob a proteção dos pais, depois pela adolescência, com os amores, conflitos e rebeldias, depois pela maturidade com seus desafios éticos, morais, suas perdas e crises, desespero e transformação, para em seguida despertar com esperança renovada, até chegar à vitória e à realização do objetivo que, por sua vez, conduz o homem para uma outra viagem. Este ciclo não é apenas cronológico, mas aquele que acontece várias vezes na vida das pessoas, pois tudo que nos acontece é cíclico, tem um começo, meio e fim.
A viagem descrita pelos Arcanos Maiores é arquetípica e significa que, não obstante os detalhes específicos que uma vida possa ter, longa ou curtos, banais ou dramáticos, bons ou maus, serão atravessados por todos nós indistintamente.

 

 

Os Arcanos Menores

As cartas dos Arcanos Menores representam os interesses, as atividades e as emoções que fazem os dramas de nossas vidas diárias.

Em geral, dedica-se menos análise ou discussão aos Arcanos Menores do que eles na verdade merecem. A razão principal para isso parece ser que o conjunto das vinte e duas cartas dos Arcanos Maiores, sendo constituído tão obviamente por figuras arquetípicas e completas em si mesmas, acaba relegando o segundo plano os Arcanos Menores. De fato, os Arcanos Menores - tanto as cartas da corte como as de "pinta" - servem de suporte à própria existência dos Maiores.

Uma das formas de se compreender isso seria olhar para um belo edifício. Visto como um todo, ele pode nos impressionar pela sua estrutura; contudo, sua existência depende do inter-relacionamento do trabalho de centenas de humildes - e na tão majestosos - tijolos.

O importante é que todas essas cartas fazem parte do tarô; nenhuma delas, sejam Arcanos ou não, é mais importante que qualquer outra.

Todas juntas são necessárias para a criação de um sistema inteiro.

 

Há 56 cartas no arcano menor, dividido em quatro naipes:

          • Paus
          • Copas
          • Espadas
          • Ouros

O que é adquirido pela observação, pelo estudo, pelo raciocínio e pela disciplina constitui o grau de preparação ou o "mundo" dos Denários (Ouros). Este "mundo" exposto à ação do sopro Real constitui o grau de purificação, ou mundo de Espadas. O que resta, depois desta prova, torna-se a virtude ou faculdade da alma de receber a iluminação do alto. É o grau de iluminação ou "mundo" de Copas. Finalmente, à medida que a alma se eleva da receptividade para a cooperação ativa do Divino, é admitida ao grau de perfeição ou ao "mundo" dos Cedros, Bastões ou Paus.

Assim, os quatro naipes, associados à ordem racional e terrestre indicam os quatro setores básicos da vida humana: aquisições (Ouros), realizações (Paus), amor (Copas) e lutas (Espadas).

 

 

Paus :

Pertence à atividade e poder; são as cartas da criatividade, ação e movimento. São associados com as qualidades como o entusiasmo, aventura, e a confiança. Este Naipe corresponde ao yang, ou ao princípio masculino, na filosofia chinesa e é associado com o elemento fogo. Uma flama cintilando é o símbolo perfeito da força de paus. Cartas ligadas à política, comércio, competição, negócios.

 

Copas:

 

As copas são o Naipe das emoções e experiência espiritual. Descrevem estados, sentimentos e testes padrões internos do relacionamento. A energia deste naipe flui para dentro. As copas correspondem ao yin, ou ao princípio feminino, na filosofia chinesa e são associados com água do elemento. A habilidade da água de fluir acima e encher espaços, para sustentar e refletir modos e mudança faz-lhe o símbolo ideal do naipe de copas. Rege assuntos do coração, amor, sexo, emoção, casamento, crianças, relacionamento familiar, sentimentos em geral.

 

Espadas:  

As espadas são o naipe do intelecto, pensamento e razão. As espadas são associadas com o elemento ar. É um símbolo da claridade mental. Este naipe é associado também com os estados que conduzem a desarmonia, ao perigo e forças hostis. Nosso intelecto é um recurso valioso, mas como um agente do ego, pode conduzir-nos à abstração se não for utilizado com a sabedoria de nosso guia interior.

Ouros:

 

É o naipe de interesses voltado a matéria, dinheiro, heranças, propriedades, abundância ou falta, da segurança e do material. São associados com o elemento terra e as exigências concretas de trabalhar com matéria. Em Ouros, nós comemoramos a beleza da natureza, das nossas interações com plantas e dos animais e de nossas experiências físicas no corpo. Ouro representa também a prosperidade e a riqueza de todos os tipos. Este naipe é chamado às vezes as moedas, um símbolo óbvio da troca dos bens e serviços no mundo físico.

 

Cada naipe do arcano menor tem uma qualidade distinta muito sua. Nossas experiências diárias são uma mistura destas quatro aproximações. Sua leitura do tarô mostrar-lhe-á como as energias diferentes dos naipes estão trabalhando a sua vida em todo o momento.


O SIMBOLISMO DO TARO E O OCULTISMO
(Continuação do Estudo)




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