OS 22 CAMINHOS DA KABALA  
 

 

                

       

Zain
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              17º CAMINHO - TIPHERETH - BINAH

         O 17º Caminho, a INTELIGÊNCIA DISPOSTA, prove de fé aos justos e são revestidos pelo Espírito Santo com ela, o chamando o Fundamento da Excelência no estado das coisas mais elevadas.

         Nesta senda se apresenta o aspecto da imagem desviada da Individualidade em torno da qual se desenvolve sua atividade e exatamente nisto reside seu destino, de corrigir os aspectos imperfeitos nele, impressos pela monada.

         Assim como o Logos criou seu Universo exteriorizando seu pensamento cósmico , também a Individualidade entrou na manifestação como um pensamento cósmico de monada, mas com desvio, não por querer de propósito contrariar os desígnios do Logos, mas devido a menor experiência cósmica das Divinas Centelhas, durante a fase de pre-manifestação, simbolizada na Árvore Sephirótica pelo o véu Ain Soph. Por isso o Universo manifestado está composto de dois aspectos:

         1.- Aspecto interno, íntimo, a natureza do átomo cósmico, o conceito de si mesmo impresso na Monada (Divina Centelha).

         2.- Aspecto externo, o conceito do Logos para o desenvolvimento da Divina Centelha, como também o Grande Plano Divino para o Sistema solar.

         De acordo com o plano do Logos é que a Divina Centelha deveria emitir um conceito de si mesmo que era de perfeição, sem qualquer falha, destinada a atuar no Plano Divino como colaboradora do Logos. Em outras palavras, deveria para ver como o Logos a vê, perfeita em todos os sentidos. Nesta direção é que deverá evoluir tanto a Individualidade como a personalidade.

         Afirmam alguns cabalistas que a Serpente da Confusão se levantou em Daath, quando o espírito, até então perfeito, projetou uma imagem errônea em Hesed. Outros puseram a raiz da interferência em Binah. A Serpente da Confusão é realmente um ser cósmico que, conforme a tradição alcançou a mulher pela coluna vertebral, para a ação de Lucifer. Neste Caminho a Individualidade vai à busca do conhecimento de sua verdadeira identidade.

         Pelo entendimento em Binah, se estabilizou a Sabedoria de Hockmah, do que resultou no Conhecimento em Daath. A compreensão interna é independente da razão e nisto reside a fé. Em Binah está raiz da fé cujos frutos são manifestados em Malkuth. A fé nascida do entendimento, cimentada no conhecimento, somente é realizada em sua expressão total pelas experiências adquiridas no plano físico. Sem conhecimento, a fé não passa de ser uma expectativa vaga, carente de valor e estrutura.

         Os títulos da VI carta do Tarô, Filho da Voz, a Oráculo dos Deuses Poderosos, se aplicam a forma-pensamento forma divina em Tiphereth que se denomina Anjo da guarda. O Anjo Guardião é a parte do Plano Divino dedicado a cada mónada, sua missão da qual a Individualidade toma conhecimento, é que é a razão de ser de sua evolução.

         O signo de Gêmeos nesta Caminho é o que dá seu significado espiritual, e mostra a relação existente entre o Espírito (monada) e a Individualidade, como também entre esta e a personalidade, esta polaridade de alto-nível espiritual é refletida na polaridade no Universo manifestado. Mostra o imortal refletido no mortal, e pelo amor, a coisa mortal se imortalizada por intermédio do imortal. Mostra o mistério da dualidade que deveria ser meditada e ser entendida.

         A letra Zain que simboliza uma flecha, uma espada, indica a ação do Santo Anjo Guardião, a separação do celeste e terreno; é o poder da polaridade em todos os níveis. Esotéricamente representa a meta, o princípio da causa final, o objetivo a alcançar. Esta letra é simbolizada na flecha de Eros que aparece na carta VI do Tarô, Os Amantes. Eros se vincula com Kether, emanando a energia vital nos pares contrários, Hockmah e Binah, o princípio masculino e feminino primordial.

         Esta carta mostra para um Cupido ou um grande anjo alado com arco e flecha, no céu; na Terra, um homem e uma mulher, os gêmeos celestiais. Em outras versões do Tarô, eles são três os personagens, um homem e duas mulheres, sendo um coroado e olhando para os dois amantes; a mulher coroada é o princípio da forma. O homem olha para o amante e esta olha ao anjo.



 


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