Ensinar significa 9ª semana
57º DIA - A
inveja é a imagem invertida da alegria
A cabala ensina que o universo não é um produto acabado e que sua construção
está prosseguindo neste exato momento. O mundo, portanto, não é algo
simplesmente que acontece conosco. É algo que nós fazemos acontecer.
“O propósito da criação foi o de trazer à existência uma criatura que pudesse
derivar prazer da bondade de Deus”, escreveu o grande cabalista rabi Moshe Chaim Luzzatto
(1707- 1747)
Michael Berg considera a firmação incrível
“ Significa que tudo veio a existir para que nós o desfrutássemos
Muitas guerras, perseguições e tragédias humanas foram perpetradas ao longo dos
séculos, supostamente por serem a vontade de Deus
No entanto, a cabala nos diz que a vontade de Deus é que encontremos prazer em
Sua criação”
Assim como a alegria está ligada à gratidão pelo o que o Criador nos deu, a
inveja é a falta de gratidão, ensina o cabalista
“É um anseio autodestrutivo de ser outra pessoa, de ter a vida de outra pessoa
ou algum aspecto dela, com uma rejeição implícita de quem nós somos na verdade
Devemos manter puras as nossas intenções
O anseio pela luz é um sentimento que nos é dado para ajudar em nossa
transformação espiritual
O ciúme e a inveja são distorções desse sentimento, e representam uma corrupção
do fluxo de energia dos mundos superiores. E a cabala nos ensina que não há
nada que a inclinação negativa não tente corromper”. Michael Berg
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz de Shefá.
58º DIA - O que é a cabala?
A cabala antecede a qualquer religião ou teologia. Foi dada à humanidade pelo
Criador, sem quaisquer pré-requisitos. De acordo com os ensinamentos
cabalísticos, o universo opera de acordo com determinados princípios supremos
poderosos. Quando aprendemos a compreender e a agir de acordo com esses
preceitos, melhoramos enormemente nossa vida presente e, por fim, alcançamos
plenitude verdadeira para nós mesmos e para toda a humanidade. Assim como as
leis físicas como a gravidade e o magnetismo existem independentemente de nossa
vontade e consciência, as leis espirituais do universo influenciam nossas vidas
todos os dias e a todo momento. A cabala nos dá o poder de compreender e viver
em harmonia com essas leis e a usá-las em benefício nosso e do mundo. A cabala
é muito mais do que um sistema filosófico intelectualmente estimulante. É uma
descrição precisa da natureza intercombinada da realidade espiritual e física e
um complemento de métodos poderosos e práticos para realizar metas valorosas
dentro dessa realidade. De forma simples, a cabala proporciona as ferramentas
que a pessoa precisa para alcançar felicidade, plenitude e para trazer a luz do
Criador para sua vida. É a maneira de adquirir a paz e a alegria que cada ser
humano quer e merece no próprio âmago do seu ser.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
59º DIA - Tsedacá (caridade ou justiça) um conceito judaico
Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus
sacrifícios, que não importava qual fosse: um sacrifício representado por um
animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de farinha (o
que dependia da posse de cada um): todos eram aceitos e igualmente queridos por
D’us. Assim, mesmo a mais ínfima doação de um pobre equivale para D’us como a
maior doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da
generosidade. Assim como sua tenda possuia quatro
aberturas que davam para as quatro direções do deserto afim de visualizar
qualquer estrangeiro que passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a
usufruir de sua hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como
seus legítimos descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso
caminho e sempre procurar ajudar nosso semelhante.
Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da mesma forma que nos dirigimos
humildemente ao Criador em busca de bênçãos de saúde, alegrias materiais e
espirituais, somos carentes: ocupamos a mesma posição daquele que se encontra
diante de nós e pede para que estendamos nossa mão.
Devemos pensar que através das gerações poderemos também ter descendentes que
um dia necessitarão talvez da ajuda de outros e portanto, nos sensibilizar que
todos nós poderíamos estar em seu lugar. Devemos pensar que não nos encontramos
em sua situação apenas pelo fato de que através de nossa ajuda possamos lhe
fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os bens que recebemos de
D’us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu
legítimo Dono.
Qual a origem da tsedacá
A Torá declara no seguinte versículo:
“Se houver um carente entre seus irmãos, numa de suas cidades, na terra que
D’us deu a vocês, não endureçam seus corações nem fechem a mão a seu irmão
carente. Vocês definitivamente devem abrir suas mãos e lhe emprestar o
suficiente para o que lhe faltar (Devarim 15:7,8)”.
A palavra hebraica Tsedacá é erroneamente traduzida
como ‘caridade’, mas a palavra correta que provém de tsêdek
é “justiça”. Ela difere da caridade pois esta é definida como “um ato de
generosidade ou de auxílio a um pobre”. A Tsedacá não
é meramente um ato de caridade: toda vez que alguém proporciona satisfação a
outros - mesmo aos ricos - com dinheiro, comida ou palavras reconfortantes, ele
cumpre esta mitsvá!
Este é um dos 613 preceitos dados por D’us no Monte Sinai ao povo judeu.
D’us permitiu que existissem pobres e ricos para que os seres humanos exercecem bondade e justiça uns com os outros transformando
seu livre arbítrio em ações positivas.
Fazer Justiça
Quando as pessoas dão tsedacá, podem sentir que estão
fazendo sacrifício por doar parte de seu próprio dinheiro a outrem. Podem mesmo
aborrecer-se com o receptor da tsedacá por tirar
vantagens. A Torá nos diz que esta atitude é errada, advertindo: “Não dê de má
vontade.” A razão está no versículo de Provérbios que diz: “Não retenha o bem
daquele a quem é devido, quando está em seu poder fazê-lo.” Aquilo que damos
aos necessitados rigorosamente pertence a eles, e a pessoa com meios é, na
verdade, apenas o depositário da propriedade dos pobres.
Em Provérbios também encontramos: “Não roube dos pobres.” Mas o que os pobres
têm que possamos roubar deles? Este versículo refere-se à retenção da tsedacá, porque quando as pessoas o fazem, guardam para si
mesmas o que por direito pertence aos pobres. Seria uma espécie de roubo.
Aqueles que recebem tsedacá não devem se sentir
humilhados, e quem dá tsedacá não deve se sentir
magnânimo. É simplesmente um ato de justiça, de distribuir o quê, por direito,
pertence a cada pessoa.
Quanto devemos dar para tsedacá?
A Torá nos ordena dar um décimo de nossa renda líquida. É meritório dar 20% (Shulchán Aruch Yore Dea 249:1). Existem muitos
exemplos na Torá onde nossos antepassados deram seu maasser
(dízimo), como com Avraham (Bereshit
14:20) e Yaácov (Bereshit
29:22), bem como a mitsvá de darmos 10% de nossas
entradas aos Leviim (membros da tribo de Levi) (Bamidbár 18: 21,24) e outros 10% aos pobres da localidade (Devarim 26:12).
O Gaon de Vilna (Lituânia,
1720-1797) explicou que o critério para darmos Tsedacá
está indicado no versículo da Torá que já mencionamos acima, quando uma pessoa
fecha sua mão, seus dedos parecem ficar todos com a mesma altura. Quando ela os
abre, entretanto, percebe que cada dedo tem uma altura diferente. O mesmo se dá
com a Tsedacá: Cada individuo carente tem
necessidades diferentes e nossa obrigação com cada um varia conforme sua
necessidade. O versículo 7 diz: “Não feche sua mão”, ou seja, não dê a mesma
quantia a todos os que lhe pedirem”. O versículo 8 continua: “Vocês
definitivamente devem abrir suas mãos”, significando: ‘Perceba que cada pessoa
é diferente da outra e contribua conforme o caso’.”
Fonte:site do Beit Chabad
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
60º DIA - O que é tsedacá e
qual é o seu significado?
Tsedacá é um dos 613 preceitos dados por D'us no
Monte Sinai ao povo judeu. A palavra tsedacá possui
sua raiz na palavra hebraica tsedec, que significa
integridade, justiça, a coisa certa a fazer. D'us permitiu que existissem
pobres e ricos para que os seres humanos exercessem bondade e justiça uns com
os outros transformando seu livre arbítrio em ações positivas.O dinheiro não
pertence realmente a você, que está obrigado a distribuí-lo. A pessoa deve
fazer caridade de acordo com as suas posses.
Em geral, deve-se dar sempre 10% da própria renda. Até um pobre deve fazer
caridade.
Desde a época do Templo Sagrado era visível para os judeus que levavam seus
sacrifícios, que não importava qual fosse, tanto um sacrifício representado por
um animal de porte como um boi, uma ovelha, até uma certa quantidade de
farinha, (dependia da posse de cada um), ambos eram aceitos e queridos por
D'us. Assim, a pequena doação de um pobre equivale para D'us como a maior
doação de um rico.
Aprendemos de nosso patriarca Avraham o dom da
generosidade. Assim como sua tenda possuía quatro aberturas que davam para as
quatro direções do deserto a fim de visualizar qualquer estrangeiro que
passasse próximo ao seu caminho para convidá-lo a usufruir de sua
hospitalidade, da mesma forma, devemos ser reconhecidos como seus legítimos
descendentes: estender a mão para quem se encontra em nosso caminho e sempre
procurar ajudar nosso semelhante.
Há um versículo que diz: "Não endureça seu coração e estenda sua mão ao
seu irmão necessitado".Devemos sempre nos colocar em seu lugar, pois da
mesma forma que nos dirigimos humildemente ao Criador em busca de bênçãos de
saúde, alegrias materiais e espirituais, somos carentes, ocupamos a mesma
posição daquele que se encontra diante de nós e pede para que estendamos nossa
mão.
Devemos pensar que através das gerações
poderemos também ter descendentes que um dia necessitem da ajuda de outros e
portanto, nos sensibilizar que cada um de nós poderia estar em seu lugar.
Devemos pensar que não nos encontramos em sua situação para que através de
nossa ajuda possamos lhe fornecer mais conforto e dignidade, sendo justo com os
bens que recebemos de D'us, para usá-lo da maneira que Ele espera que façamos.
Nossos bens é como um penhor que um dia deveremos devolver e restituir ao seu
legítimo Dono
É costume se ter um pushke (caixa de tsedacá) em todo lar judaico, e a família é encorajada e
dar tsedacá diariamente, especialmente antes de rezar
e as mulheres acrescentam a isto o hábito de fazer tsedacá
antes do acendimento das velas de Shabat e Yom Tov.
A pessoa nunca deve recusar um pedido de tsedacá. A tsedacá deve ser dada de bom coração, o rosto sorridente e
mão aberta.
D'us retribui cada pouquinho de tsedacá que a pessoa
faz. Os rabinos nos dizem que se você quer ficar rico, deve dar muita tsedacá.
A tsedacá deve, de preferência, ser dada de maneira
anônima, i.e., sem ninguém saber [a menos que você deseje dar um exemplo aos
outros].
A tsedacá aproxima a vinda de Mashiach
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de benções)
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61º DIA - Pêssach
Este ano, 2009, Pêssach terá início quarta-feira, 8
de abril, com o acendimento das velas de Yom Tov.
***Lembre-se de deixar um fogo pré-aceso (vela votiva e/ou de uma chama do
fogão) antes de acender as velas, pois só é permitido cozinhar, acender as
velas para o segundo dia, etc.,através da transferência desta chama.
PRIMEIRA NOITE DE PÊSSACH
QUARTA-FEIRA, 08/04
• Prepara-se o Eruv Tavshilin.
• Acende-se as velas de Yom Tov
no horário estabelecido: às 17h40 (SP).
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• No kidush, acrescenta-se a bênção de shehecheyánu. O kidush
encontra-se na Hagadá.
• Após o sêder, antes de dormir, recita-se somente o
primeiro parágrafo do Shemá e a bênção de Hamapil. Uma vez que esta é uma noite protegida (lel shimurim), as outras preces
de proteção são omitidas.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênçnao de Graças),
acrescenta-se o parágrafo "Yaalê Veyavô", lembrando a festa de Pêssach.
PRIMEIRO DIA DE PÊSSACH
QUINTA-FEIRA, 09/04
• A partir de Mussaf (Prece Adicional) do primeiro
dia de Pêssach fala-se “morid
hatal” (que faz cair o orvalho) na segunda bênção da Amidá (em vez de “mashiv haruach umorid haguêshem”).
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”, lembrando a festa
de Pêssach.
O acendimento das velas deverá ser feito a partir de uma chama pré-acesa antes
do Yom Tov e somente após
às 18h33.
• Os preparativos para o segundo sêder são iniciados
somente após este horário.
• Na oração da noite, Arvit, recita-se o Halel completo.
• Desta noite em diante inicia-se a contagem do ômer,
que é feita todas as noites até a festa de Shavuot. O
texto encontra-se no sidur. (Os quarenta e nove dias
entre Pêssach e Shavuot são
contados em antecipação ao recebimento da Torá).
• No kidush, acrescenta-se a bênção de “shehecheyánu”. O kidush
encontra-se na Hagadá.
SEGUNDO DIA DE PÊSSACH
SEXTA-FEIRA, 10/04
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• É costume acrescentar um prato especial na refeição do almoço em lembrança ao
banquete que a Rainha Ester ofereceu nesse dia e que levou ao milagre de Purim.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• Acendem-se as velas de Shabat no horário
estabelecido, através de uma chama de uma vela ou do fogão, pré-acesa,
recitando somente a bênção de Shabat.
CHOL HAMÔED PÊSSACH – dias intermediários
DE SÁBADO A TERÇA-FEIRA,
• As atividades criativas normalmente proibidas
• O
• Nas
• Também no Bircat Hamazon
(Bênção de Graças) acrescenta-se “Yaalê veyavô”.
• Após Shacharit (Prece Matinal), recita-se meio-Halel, uma leitura da Torá e uma Amidá
adicional, a de Mussaf de Pêssach.
SÉTIMO DIA DE PÊSSACH
TERÇA-FEIRA, 14/04,o sétimo dia de Pêssach inicia-se,
ao entardecer, com o acendimento das velas de Yom Tov
• Deixa-se uma vela de sete dias ou uma chama acesa antes do acendimento das
velas de Yom Tov.
• Acende-se as velas de Yom Tov
às 17h36 (
• Não se fala a bênção de shehecheyánu no acendimento
das velas, nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
• O milagre da Divisão do Mar aconteceu ao amanhecer do sétimo dia de Pêssach. É costume permanecer acordado nesta noite, tal
como os judeus antigos o fizeram. Estuda-se Torá durante toda a noite.
QUARTA-FEIRA, 15/4
• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel
é recitado.
• Há uma Leitura da Torá especial de Pêssach que é
lida na sinagoga : O cântico de louvor pelo milagre da travessia do mar.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Na conclusão da refeição, ao se recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
Acendem-se as velas parao 8º dia de Pêssach somente após às 18h28 (
Não se recita a bênção de”shehecheyán”u no
acendimento das velas nem no kidush.
• Antes do jantar recita-se o kidush.
• Nesta noite, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá
durante os outros dias de Pêssach, faz questão de
comê-la molhada.
• Na conclusão da refeição, ao recitar o Bircat Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo “Yaalê veyavô”.
OITAVO DIA DE PÊSSACH
QUINTA-FEIRA, 16/04
• Em Shacharit (Prece Matinal) meio-Halel
é recitado.
• De manhã, antes de Mussaf (Prece Adicional),
fala-se Yizcor em memória dos entes falecidos. É
importante lembrar que o principal aspecto do Yizcor
é a caridade prometida e doada (após o término de Pêssach)
em memória do falecido.
• Antes do almoço recita-se o kidush.
• Neste dia, mesmo quem toma cuidado para não molhar a matsá
duranteos outros dias de Pêssach,
faz questão de comê-la molhada.
• Na conclusão das refeições do dia, ao se recitar o Bircat
Hamazon (Bênção de Graças), acrescenta-se o parágrafo
“Yaalê veyavô”.
• É costume chassídico fazer uma refeição especial,
com matsá e quatro copos de vinho, chamada Seudat Mashiach. Esta refeição
tem a intenção de aprofundar nossa conscientização da iminência da Redenção
Final. Este também é o tema da haftará do dia.
TÉRMINO DE PÊSSACH
• Pêssach termina após o completo anoitecer de
quinta-feira (18h27,
• Espera-se mais uma hora antes de abrir os armários de chamêts
(vendidos na véspera de Pêssach), para que o rabino
tenha tempo de readquiri-los.
• Toma-se cuidado absoluto para não comprar de um judeu, mesmo depois da festa,
qualquer produto chamêts que ele não tenha vendido na
véspera de Pêssach, porque é proibido usufruir do chamêts que foi propriedade de um judeu durante Pêssach.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
62º DIA - Mundo de Assiya
O desejo de receber, em toda a sua variedade, foi incluído no Pensamento da
Criação desde o começo. Ele sempre esteve inseparavelmente ligado ao prazer que
o Criador preparou para nós. O desejo de receber é um vaso, enquanto a Shefa é a luz que preenche o vaso. Essas luzes e vasos são
somente componentes dos mundos espirituais. Eles estão inseparavelmente
conectados uns aos outros. Juntos, eles descem do alto, nível a nível.
Quanto mais distantes do Criador esses níveis estejam, maior e mais grosseiro
torna-se o desejo de receber. Por outro lado, quanto maior e mais grosseiro se
torne o desejo de receber, mais distante ele estará do Criador. Isso acontece
até que ele chegue ao ponto mais baixo, em que o desejo de receber chegue à sua
medida máxima. Essa condição é desejável e necessária para que tenha início a
ascensão em direção à correção.
Esse lugar é chamado o ‘Mundo de Assiya’. Nesse mundo
o desejo de receber é definido como ‘o corpo do homem’, enquanto a luz é
chamada ‘a vida do homem’. A diferença entre os mundos Superiores e este mundo
(Olam Hazeh) é que nos
mundos Superiores o desejo de receber ainda não é grosseiro o suficiente, e
ainda não está completamente separado da luz. Em nosso mundo, o desejo de
receber alcança seu desenvolvimento final e torna-se completamente separado da
luz.
A ordem descendente do desenvolvimento do
desejo de receber, mencionada acima, divide-se em quatro níveis (Bechinot). Essa ordem está codificada no mistério do Nome
do Criador. O Universo submete-se à ordem dessas quatro letras, HaVahYaH (Yud-Hei-Vav-Hei). Essas
letras correspondem às dez Sefirot: Chochmah, Binah, tifferet (ou Zeir Anpin), Malchut e sua raiz. Por
que são dez? Porque a Sefirah Tifferet
inclui 6 Sefirot: Chessed, Gvurah, Tifferet, Netzach, Hod e Yessod.
A raiz de todas essas Sefirot é chamada Keter, mas freqüentemente ela não é incluída na conta das Sefirot; por isso, diz-se ChuB-TuM.
Essas quatro Bechinot correspondem aos quatro mundos:
Atzilut, Beriah, Yetzirah e Assiyah. O mundo de Assiyah também inclui este mundo (Olam
HaZeh). Não há uma única criatura neste mundo cuja
raiz não esteja no mundo da Infinidade, no plano da criação. O plano da criação
é o desejo do Criador de dar prazer a todas as criaturas.
Isso inclui a ambos, a luz e o vaso. A luz vem diretamente do Criador, enquanto
o desejo de receber prazer foi criado pelo Criador como algo novo, extraído do
nada. Para que o desejo de receber chegue ao seu desenvolvimento final, ele
precisa passar junto com a luz através dos quatro mundos, Atzilut,
Beriah, Yetzirah e Assiyah (ABYA). Então o desenvolvimento da criação se
completa, com a criação, nela, da luz e do vaso, chamados ‘o corpo’ e ‘a luz da
Vida’.
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de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
63º DIA - Comentários de Rav
Laitman:
A conexão entre o Criador e a criação é chamada ‘o mundo da Infinidade’ (Ein Sof). Objetos espirituais
inferiores, enquanto vão compreendendo isto, dão os nomes da Luz Superior. Como
o desejo do Criador foi dar prazer às critauras, Ele
criou alguém que seria capaz de receber esse prazer dEle,
e a criação do desejo de receber prazer chamada ‘Malchut’
ou ‘o mundo da Infinidade’ foi suficiente para isto.
Como nesse estado, Malchut recebe para si mesma, sem
fazer nenhuma restrição sobre a recepção, mais tarde Malchut
faz uma restrição sobre a recepção da luz-prazer.
Foi dito que o ‘desejo de receber’ finalizou-se no mundo de Assiyah.
Então, isso significa que o maio ‘desejo de receber’ existe nesse mundo de Assiyah? Porém, embora o mundo de Assiyah
seja somente Bechinat Shoresh
e tenha a luz mais fraca, há a luz de Keter no mundo
de A”K. A noção do mundo de Assiyah tem dois
significados:
a) A Bechinat Dalet
inteira, que é chamada o mundo de Assiyah, e
b) O mundo de Assiyah, em si.
Para entender o significado da primeira
noção, é preciso saber que o vaso acabado é chamado “Bechina
Dalet’; mas, de fato, o verdadeiro vaso (o Kli) já estava presente na Bechina
Alef. Keter é o ‘desejo de
doar’ prazer à criação; Chochmah é o ‘desejo de
receber’ esse prazer, e é completamente preenchido pela luz. Porém, o Kli precisa passar por mais quatro níveis até o seu
desenvolvimento final.
Nós estudamos tudo sob o ponto de vista da nossa natureza porque todas as leis
vêm de raízes espirituais. Em nosso mundo, o valor do prazer do homem depende
da intensidade do seu esforço por esse prazer. Uma paixão insuportável traz um
prazer maior, enquanto um desejo mínimo traz somente um pequeno prazer. Para
que o homem capte um verdadeiro desejo, são necessárias duas condições:
a) O homem não consegue se esforçar por algo de que ele nunca tenha ouvido
falar antes. Ele precisa saber o que ele quer, isto é, uma vez que ele já tenha
tenha isto.
b) Mas ele não pode se esforçar por algo que ele já tem. Assim, quatro níveis
de desenvolvimento do Kli são necessários, para que
ele receba a forma final.
Malchut tem toda a luz no mundo da Infinidade. Porém,
o vaso se caracteriza pela diferença entre suas propriedades e aquelas do
Criador, que não existiam no mundo da Infinidade. Com o desenvolvimento
seguinte do vaso, nós compreendemos que o verdadeiro vaso é a falta da luz.
No mundo de Assiyah, o Kli
não recebe nada, porque ele quer somente receber; por isso, ele é definido como
um genuíno vaso. Ele está tão longe do Criador, que não sabe nada sobre a sua
raiz. Como resultado, o homem precisa acreditar que ele foi criado pelo
Criador, embora seja incapaz de sentir isto.
Conclusão: o vaso não é alguém ou algo que
tenha muito; ao contrário, é alguém ou algo extremamente distante. Ele está
totalmente desconectado da luz. Enquanto recebe somente para si mesmo, o vaso
não tem ‘desejo de doar’; tudo o que ele pode fazer é acreditar que um tal
desejo exista... O homem não consegue entender por quê ele precisa se esforçar para
doar.
Qual é o objetivo da existência de um tal vaso, que não tem nem uma centelha da
luz e que está extremamente distante do Criador? Tais vasos devem começar a
trabalhar em prol de doar usando objetos que são, até então, irreais.
O Baal haSulam dá o
seguinte exemplo. No passado, tudo era muito caro, e por isso as crianças eram
ensinadas a escrever primeiro no quadro-negro com um pedaço de giz. Assim elas
podiam apagar o que tivessem escrito errado, e somente aquelas que tivessem
aprendido a escrever corretamente recebiam papel de verdade.
O mesmo se aplica a nós. Primeiro, nós recebemos brinquedos e então, se nós
aprendemos a acrescentar a intenção em prol do Criador ao nosso desejo, nós
seremos capazes de ver a verdadeira luz. O Kli é
criado de forma a que se acostume com o trabalho real.
Antes que as almas apareçam todas as ações são praticadas pelo Criador. Assim
Ele mostra às almas como elas devem agir. Por exemplo, como alguém aprende a
jogar xadrez? Os movimentos são feitos para o aluno e desse modo, ele aprende.
É por isso que os mundos descem do alto. O Criador transmite todas as ações
relativas tanto aos níveis superiores, quanto aos inferiores. Então no segundo
estágio, as almas começam a ascender por si mesmas.
Enquanto isso, nós nos esforçamos com os
brinquedos, e não com a espiritualidade; por isso, a luz da Torah
está oculta de nós. O homem (ainda) não seria capaz de receber os enormes
prazeres que lhe são oferecidos, em prol do Criador.
O Baal haSulam nos dá um
exemplo. Um homem põe todos os seus valores sobre uma mesa: ouro, prata,
diamantes. De repente, estranhos entram na sua casa. Ele teme que eles possam
roubar seus tesouros. O que ele pode fazer? Ele apaga a luz, e assim ninguém
pode ver que há coisas preciosas na casa.
Nós não sentimos falta do desejo pela espiritualidade porque o ‘desejo de
receber’ está ausente em nós; na verdade, (nós não sentimos falta do desejo
pela espiritualidade) porque não conseguimos ver nada. Nós não conseguimos ver
o bosque, por causa das árvores. Quanto mais o homem se ‘purifica’, melhor ele
começa a ver. Então o seu Kli (o desejo de receber)
cresce gradualmente, porque ele quer sentir prazeres maiores.
Por exemplo, se alguém dá um jeito de receber 0,5kg de prazer em prol da
doação, ele recebe 1,0kg. Então, se essa quantidade também for recebida com a
intenção em prol do Criador, ele recebe 2,0kg de prazer, e assim por diante.
Sobre isto, os sábios disseram: ‘Aquele que alcançou os níveis mais altos da Torah tem desejos maiores’. Apesar disso, nós não
conseguimos ver nada até que nossos desejos adquiram a intenção de receber em
prol de doar. Nesse sentido, a única diferença entre uma pessoa secular e uma
pessoa religiosa é que o primeiro aspira por receber somente os prazeres deste
mundo, enquanto o último também deseja a luz do mundo vindouro.
O poder do desejo de receber sobre todas as criaturas é tão grande que sobre
isso, os sábios disseram: “ A lei que governa as pessoas é esta: ‘o meu é meu,
e o seu é seu’; e somente o medo impede o homem de dizer ‘o seu é
meu’ ”.
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