Ensinar significa 5ª semana
29º DIA - Ops, fiz de novo
Como podemos diminuir a culpa depois de fazer algo de errado a outra pessoa?
O primeiro passo é perceber que, apesar de toda a dor que você causou, o que aconteceu tinha que acontecer. Isto não quer
dizer que você possa fugir da responsabilidade e dizer: “ele mereceu” ou “tudo
acontece por algum motivo, logo, obviamente ela mereceu.” Nós compreendemos as
leis de causa e efeito não para que possamos negar nossa responsabilidade, mas
sim para podermos assumir a responsabilidade.
Depois de aceitar que as coisas acontecem por algum motivo, o segundo passo é
encarar de frente o que você fez e reconhecer o mal. Frequentemente
o Rav Ashlag escreve sobre
isto, quando fala a respeito de destruir o ego. A menos que reconheça onde agiu
errado, você não tem chance de eliminar esse padrão de comportamento da sua
vida.
A chave é reconhecer que você não é mau. O
seu comportamento é mau.
O passo três é o processo de reparação. E para esse passo potencialmente
doloroso, quero compartilhar um insight da porção desta semana do Zohar.
Se você usa o Zohar, pode ter notado que a porção desta semana – Yitro – é uma das únicas seções que têm o nome de um ser
humano. (Yitro era o sogro de Moisés). O fato de essa
seção receber o nome dele indica que temos alguma coisa importante para
aprender com ele.
Yitro era o sumo sacerdote dos midianitas
(um povo inimigo dos israelitas) e um dos feiticeiros mais poderosos da época.
No entanto, quando ouviu falar na Abertura do Mar Vermelho, ele compreendeu o
poder da Luz e percebeu de imediato o erro do seu caminho. Imediatamente
abandonou tudo – sua casa, seu sacerdócio – e passou a seguir o caminho de
Moisés e da Kabbalah.
Como nos diz o Zohar, Yitro tinha criado muita
negatividade até aquele ponto, mas em vez de ficar se lamentando por seus
equívocos, ele abandonou tudo e fez a pergunta mais importante que se pode
fazer ao se ver diante do precipício do
arrependimento:foi para o próximo nível e acabou se tornando
um conselheiro de Moisés. Viveu durante um ano com os israelitas e depois
voltou para Midian (sua casa) e passou o resto da
vida revelando Luz ensinando aos midianitas o poder
da Luz.
De tempos em tempos você fracassará – esse é o sistema que você requisitou
antes de sua alma descer. De certa forma, fracassar não é na verdade uma
derrota. A verdadeira derrota está em ficar preso numa repulsa a si mesmo,
deixando de aprender as lições que deveria aprender.
Não somente Yitro conseguiu se recuperar dos erros
que havia cometido, mas ainda usou seus equívocos para ajudar outras pessoas a
verem o engano do seu caminho. É como uma pessoa que vence o vício em drogas e
se torna mentora de outras pessoas que estão lutando contra o vício.
Sendo assim, a chave para o passo três é transformar as lições que você
aprendeu de forma mais dura numa missão para salvar outras pessoas de cometerem
os mesmos erros.
Tenho certeza que existem momentos da sua vida que você gostaria de refazer –
ou até de apagar por completo. Eu sei que eu tenho momentos assim. Use a
energia esta semana para trazer seus arrependimentos para fora do esconderijo e
encontre uma maneira de aplicá-los para o bem. Passe algum tempo identificando
alguma coisa que você tenha feito no passado que ainda precisa ser corrigida
(alguma coisa bem negativa contra você mesmo ou contra outras pessoas). Siga os
passos acima para lhe ajudar a chegar a um lugar no qual possa fazer algo a
respeito, mesmo se não for diretamente com a pessoa que você prejudicou.
Pense nisso como uma bela faxina.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
30º DIA - Propulsores de
potencial
O que é um mestre espiritual?
Em primeiro lugar, um mestre é um amigo, provavelmente o amigo mais importante
que você possa ter. Professores são essenciais em nossa vida não por serem
muito mais inteligentes, mais antigos ou por ter maior
conhecimento de espiritualidade, mas por conseguirem ver as alturas do nosso
potencial, e não terem medo de nos impulsionar até lá.
Quando sentimos que nada pode nos ajudar, nosso professor pode nos encorajar e
nos fazer ver as coisas como elas realmente são. Eles acreditam em nós quando
nós mesmos já deixamos de acreditar.
Os professores não nos ajudam para que gostemos mais deles, eles sabem que são
somente um canal para a Luz e que a única forma de verdadeiramente ajudar
alguém a crescer é canalizar o que é melhor para a pessoa. É por isso que, até
quando nos dizem coisas que são difíceis de ouvir ou pura e simplesmente dolorosas
de se perceber, isto pode nos inspirar e nos fazer sentir bem.
Em essência, eles estão simplesmente nos conectando de volta com a Luz. Um
verdadeiro mestre entende que nossa alma já sabe tudo que poderíamos precisar
saber – eles estão apenas nos ajudando a ricochetar com essa parte de nós
mesmos.
Com freqüência há uma compreensão equivocada de porque o considero tão
importante vir a aulas e se conectar com um professor. O motivo é que os
kabbalistas sabem há séculos que o amor incondicional de um professor pode nos
inspirar e motivar a fazer coisas que de outra forma não seriam feitas. Isso
destrava nossas almas para que possamos nos tornar melhores Criadores.
Faça sua conexão. Isso torna a jornada muito mais gratificante.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
31º DIA - O templo interior
Quando você dá de todo o coração, está destinado a receber de volta alguma
coisa
Sei
Nossos cinco sentidos nos impedem de ver que é a Luz quem dá,
não a outra pessoa. Quer dizer, quando você está envolvido num relacionamento,
simplesmente foque em compartilhar e não se preocupe em como ou quando receberá
o seu, porque a verdadeira troca não é entre você e o outro, mas sim entre você
e o Criador.
Não faz diferença se a energia vem dessa pessoa ou de qualquer outra. Quando
você dá de todo o coração, mesmo se julga não estar recebendo o suficiente em
retorno ou se a pessoa não estiver fazendo a parte dela, desde que você se
mantenha focado em fazer a sua parte, a energia retornará. Ela tem que voltar
porque é assim que o sistema espiritual está estruturado.
Obviamente nós não podemos continuamente dar para a mesma pessoa que não faz
nada em troca porque corremos o risco de dar e ela o que os kabbalistas chamam
de “pão da vergonha”. Mas no curso normal dos acontecimentos, podemos nos tornar
melhores em não calcular cada passo no caminho, e em vez disto simplesmente
seguir o fluxo.
Kabbalisticamente, abrir mão do nosso desejo de retribuição é como construir um
templo dentro de nós no qual a Luz pode repousar, permitindo-nos desta maneira
acessar a plenitude e tudo de bom que existe. De forma oposta, quando ficamos
procurando o que podemos obter em retorno, construímos um lugar para o caos
existir. Isto passa a ser a fonte de tudo que prejudica nossa vida.
Encontre forças para compartilhar em mão única. Abra seu coração e dê para os
outros, sem expectativa de retorno.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
32º DIA - Pode entrar
Um grande kabbalista era conhecido por sempre começar suas palestras com uma
piada. Ele dizia que isto levava seus alunos para um lugar mais tranquilo e para uma disposição mais agradável para se
aprender.
Temos consciência do fato de que, quando as pessoas estão sorridentes e
felizes, elas irradiam um tipo de energia diferente do que quando estão
deprimidas e tristes. Acredito que um dos motivos disso é bem simples: quando
as pessoas estão fortemente envolvidas consigo mesmas – focadas em seu próprio
desejo de receber somente para si mesmas – elas ficam consumidas somente com o
que precisam e com o que está faltando e está errado em suas vidas.
As pessoas que têm a cara fechada em geral estão com os pensamentos focados unicamente nelas mesmas e mais ninguém. Mas, quando
as pessoas abrem um sorriso amigável, é como um sinal de neon que diz: “entre
direto”.
Um bom sorriso tem o mesmo efeito que a luz do sol. Pense em como você se sente
quando o dia está escuro e você olha pela janela. Agora pense em como se sente
quando o sol está brilhando, como isto é acalentador física e emocionalmente.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
33º DIA - Os sorrisos nos
alimentam espiritualmente.
Minha mãe e mestra Karen Berg diz com frequência que,
se todo dia acordássemos pensando que tudo que “achamos” ter é um empréstimo,
seria mais fácil sorrir e dar de volta. E de fato temos grandes dádivas para
compartilhar. O Criador deu a cada um de nós algo especial – um pedaço da sua
divindade – e é somente por não compreendermos o potencial desta dádiva que não
a compartilhamos.
A maneira de expandir esse potencial e trazer à tona a parte nossa que é parte
do Criador é entender que a Luz está sempre acesa. E, para citar minha mãe mais
uma vez, “tudo que temos que aprender é a encontrar o interruptor. Através de
sorrisos e risadas, o interruptor fica mais evidente para nós.”
À medida que nos aproximamos de realizar o serviço de eliminar dor e sofrimento
do mundo, e as coisas ficam mais difíceis, podemos achar mais complicado sorrir
e dar risada. Mas precisamos ter sempre em nossa consciência o fato de que a
energia sempre-presente do Criador é nossa para acessarmos…
…se somente entrarmos em nós mesmos e a puxarmos para
fora.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
34º DIA - Deus é um
substantivo
Deus não responde às nossas orações. Deus É a resposta às nossas orações.
De uma perspectiva kabbalística, Deus é mais substantivo do que verbo. Se Deus
respondesse às nossas orações, Deus seria um verbo, fazendo ações, se
envolvendo. Mas nós que somos o verbo.
Precisamos fazer ações para nos conectar com Deus e atrair a Luz do Criador
para nossas vidas. Entendemos isto erradamente por dois mil anos, e por isso
nossas orações ficaram tanto tempo sem serem respondidas. Ficamos esperando por
uma resposta de Deus, mas Deus não pode responder. Deus simplesmente é.
Sendo assim, como nos conectamos com Deus?
Transformação. Cada vez que resistimos ao nosso ego – nossa natureza autocentrada que quer reagir, gritar, enganar, berrar, se
preocupar e abusar – conectamos nossa alma a Deus. Todavia, quando nossos
botões são apertados, quando alguma pessoa chata nos incita à raiva, é quase
impossível impedir uma reação reflexiva.
Deus teve então uma ideia, uma maneira de nos ajudar.
Ele nos deu uma tecnologia que chamamos equivocadamente de oração. O kabbalista
que reza não está oferecendo um apelo ou fazendo um pedido. As palavras e
letras que compõem uma oração literalmente ligam nossa alma a dimensões
espirituais invisíveis de onde evocamos ajuda espiritual para nos elevar acima
do nosso ego, de nossa natureza reativa, e de todas as características
negativas de caráter que nos impedem de conectar com a Luz do Criador.
Preste atenção especial à sequência
dos 72 Nomes. Use-a com frequência
para se ligar a um sistema de apoio além da sua visão. E se esforce para
resistir aos seus impulsos egocêntricos. Quanto mais tempo você passar ajudando
outras pessoas, melhor será sua semana.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
35º DIA - Estação
Desconectada
Os pensamentos não se originam na matéria física do cérebro. O cérebro é
somente um rádio que transmite pensamentos para a mente racional.
De onde vem, então, a transmissão?
A Kabbalah ensina que existem duas fontes diferentes – a força da Luz e a força
escura. São como duas estações transmissoras distintas que ficam no ar 24 horas
por dia!
Aqui está o verdadeiro problema: a força escura do ego tem controle das ondas
da nossa mente. Em tempo integral, no volume máximo, pensamentos negativos e
egocêntricos dominam nossa consciência. Esta força escura é a fonte de todos os
nossos medos e dúvidas. Comparando, os pensamentos que vem a nós da Luz mal
podem ser percebidos. É somente quando conseguimos tirar de sintonia o sinal
transmitido pela força escura que podemos ouvir a voz baixa da nossa própria
alma.
Pensamentos recorrentes incluem incerteza, preocupação constante, temor e medo
excessivos ao ponto em que somos tomados pela ansiedade. Pensamentos negativos
incluem também as coisas terríveis que pensamos a respeito de outras pessoas
quando elas nos irritam. Ou os julgamentos severos que desejamos aos outros
quando sentimos inveja.
O comportamento obsessivo-compulsivo também se inicia com idéias negativas
incontroláveis. Desligar nossos processos mentais negativos liberta a mente e
automaticamente contém o comportamento obsessivo.
Um coração frio é uma abertura para uma invasão de pensamentos prejudiciais e
improdutivos. Quando nosso coração fica aberto e caloroso, selamos essas
aberturas de uma vez por todas.
Quando pensamentos obsessivos atacarem, assuma controle da sua mente focando na
sequência dos 72 Nomes abaixo. Ela é um bloqueador
divino de sinal que desliga pensamentos destrutivos que emanam do ego. No
espaço que então se abre, uma irradiação bondosa de Luz espiritual inundará seu
coração e sua mente.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.