Ensinar significa 11ª semana
71 Dia - Uma Lição da Cabala
Os cabalistas ensinam que somos responsáveis por tudo
que acontece em nossas vidas.
Não existe vítima,
Não existe acaso,
Não existe acidente.
Nós mesmos podemos atrair todos os eventos de nossa vida.
Quer saber qual a causa de qualquer acontecimento negativo?
É o comportamento em relação a outras pessoas, seja nessa vida seja em vidas
passadas
Tratar outro ser humano não como seu ser igual, fazendo dele maior ou menor, é
a causa espiritual das doenças e de qualquer forma de caos.
E a cura deve vir da alma, da transformação espiritual.
Quando nos tornamos pessoas melhores,
conectamo-nos com a Força do Criador.
A fonte de toda plenitude e cura.
Seja o melhor que puder ser para todas as pessoas ao seu redor: elas fazem
parte da sua vida.
Com elas ou por elas, terás a paz que procuras no coração.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
72 Dia - A Alimentação
A porção da Torá desta semana especifica diversas regras da alimentação
denominada Casher. Os questionamentos a respeito
deste tipo de alimentação são freqüentes: Não teriam sido criadas apenas para
proteger a saúde do povo, já que a carne de porco, por exemplo, trazia perigo
real à saúde das pessoas? Mas se assim realmente fosse, porque teriam sido
omitidos tantos outros alimentos também nocivos à saúde do povo?
Na verdade, todas as restrições alimentares previstas na Torá, tais como os
frutos do mar, a carne de porco e os insetos, foram criadas pela percepção de
que tudo aquilo que comemos é assimilado não apenas pelo nosso corpo físico,
mas também pelo nosso corpo energético. Determinados alimentos possuem uma
qualidade de energia muito baixa, e por isso, acabam nos contaminando emocional
e espiritualmente.
Na conexão desta semana observamos melhor o que assimilamos. Não apenas pelo
paladar, mas também pelos outros sentidos, como a visão e a audição. Através
desta observação poderemos perceber o quanto, a cada momento,
estamos nos carregando ou descarregando energeticamente.
Shalom!
Ian Mecler.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
73 Dia - Silêncio
Silêncio mental é a ausência de pensar inútil.
Um constante pensar positivo cria a virtude da serenidade,
estabiliza a mim e os outros também.
O poder do silêncio é como uma fragância que preenche
a sala
uma linguagem não falada que pode atravessar todas as barreiras.
Este silêncio não traz uma sensação de vazio ou ressentimento,
mas um conforto tão profundo como o que sentimos
quando somos liberados de alguma pressão ou escravidão.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
74 Dia - Quem pode estudar a Cabala?
Para os judeus a cabala deve ser lida e estudada após a leitura e assimilação
dos conhecimentos contidos em todos os livros da Torah
e de certos livros de grande relevância ao judaísmo. A pessoa ao ter acesso aos
conhecimentos da cabala já deve ter certo grau de maturidade, certo nível de
percepção, antes de ter acesso a este conhecimento.
Já houve a idéia de que a cabala continha pensamentos perigosos e que não
deveria ser lida ou ter seus pensamentos repassados. Realmente, a cabala pode
conter conhecimentos perigosos para quem não está preparado para receber este
conhecimento. Assim como um estudante de psicologia pode ter dificuldades em
assimilar conhecimentos pertinentes a esta ciência.
Existem pensamentos diferentes, pessoas que acreditam que a cabala deve ser de
acesso a todos e estudadas por todos. Tendo como justificativa que estes
conhecimentos proporcionam respostas e entendimento de processos inerentes à
nossa realidade. Mas mesmo quem pensa desta forma, concorda que existem degraus
para o acesso do conhecimento. Assim como a pessoa primeira aprende a rastejar,
depois a engatinhar, depois andar com a ajuda dos outros, para enfim andar por
conta própria, assim funciona com a cabala.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
75 Dia - Chaim David Zukerwar.
A relação entre os mundos está regida pela Lei de Causa e Efeito, sendo que
tudo o que ocorre nos mundos inferiores é resultado de como estes recebem o
mundo superior, e não como o superior é em si mesmo.
A única possibilidade de que todos os mundos inferiores expandam seus limites e
se unifiquem com os superiores, é elevando-se até eles. Isso só será possível
através do refinamento de nossos desejos, nossa vontade e nossa consciência.
Nossos sábios nos ensinam: "Não julgue ao próximo até que você se coloque em seu lugar"
(Ética dos Pais 2:4). E por isso a Cabalá explica que
jamais alguém poderia verdadeiramente se colocar no "lugar" de outro,
sendo assim, então somos incapazes de julgar alguém com absoluta clareza.
Desta forma, "até que você tenha se colocado no lugar dele" implica
que se deve tentar entender o próximo da melhor maneira que puder chegar tão
perto quanto possível do "lugar" do próximo, procurando desenvolver o
maior grau possível de entendimento espiritual, com a maior e mais profunda expressão
do desejo de compartilhar.
O ódio é uma forma de idolatria, e uma das mais negativas expressões da
inclinação destrutiva, com o poder de corromper o "coração", que para
a Cabalá é o órgão do entendimento e da nashamá (alma consciente).
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz de Shefá.
76 Dia - Liga-desliga
Se Deus é Luz, e Sua presença é o que sustenta a vida nesse mundo, então a
ausência dEle se converte em trevas, em escuridão - e
morte. Todos temos a imagem literal das trevas em
nossas mentes como uma noite escura, sem a menor luz. Também estamos
familiarizados com a expressão “força das trevas” - e até a tememos, em uma certa proporção.
Pois bem, o que pouca gente sabe é que nós possuímos uma espécie de interruptor
que liga e desliga a presença da Luz. Isso significa que ao mesmo tempo em que
podemos criar Luz em nossas vidas e nas vidas de quem nos cerca, podemos também
criar trevas - sobre nós e sobre quem estiver ao nosso redor.
Vejam bem: não estou usando o termo ATRAIR trevas, mas sim CRIAR. Porque a
criamos - a partir do momento em que repelimos Deus. Eu expliquei anteriormente
o que é o Lashon Hará. Essa
é uma das maneiras mais fáceis de criarmos trevas. Falar mal do outro é o mesmo
que dizer à Luz para que saia do recinto em que estamos. Imaginem-se gritando
pra Deus: “Sai daqui!!!”
Mas existem outras formas mais “eficazes” de afastar a presença divina.
Pensamentos ruins, ações egoístas, uma mente arrogante e uma mente ignorante.
Ignorar - nesse sentido - não quer dizer desconhecer, que seria mais definido
pela palavra inocente. Ignorar significa tomar conhecimento de algo e depois
agir como se desconhecesse o assunto.
Imaginem-seganhando um grande presente. Um carro ou uma casa. E imaginem que esse presente
é dado de coração. Esse carro ou casa seria de grande valor e ajuda no seu
momento atual. Mas daí você recusa o presente. Recusa porque falou de alguém,
ou porque pensou que por trás desse presente havia alguma segunda intenção, ou
ainda recusa porque esse presente exigiria de você mais responsabilidade em
relação ao presente ganho. Daí se perde o carro ou a casa…apenas
falando de coisas materiais. Com a saúde é a mesma coisa. Rezamos pedindo a
Deus que nos dê saúde, mas continuamos com os mesmos maus hábitos de sempre.
Ignorando o fato de que um organismo limpo tem muito mais chances de se curar
de algo do que um organismo poluído por substâncias que lhe façam mal.
É isso o que a gente faz. Simbolicamente abanamos para Deus para depois
fazermos de conta que não O conhecemos.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
77 Dia - PÃO DA VERGONHA
Julio Clebsch
A cabala fala a respeito de círculos positivos e
negativos. Eles podem ser aplicados a qualquer coisa: vida, profissão,
relacionamento, família. As palavras que escrevo aqui se baseiam em um artigo
antigo de Jack London. Ele falava sobre o estouro da
bolha da nova economia. Gostaria de ampliar o foco:
De repente, encontramo-nos infelizes, insatisfeitos, deprimidos, miseráveis ou
nervosos quando nossos desejos parecem ser ignorados pelo universo. As noticias
que
recebemos ou vivenciamos são de empresas quebrando, escolas demitindo, redução
de oportunidades, relacionamentos desfeitos. Em poucas palavras, não-desejos.
Despreparados para a descontinuidade da felicidade, muitos perdem o rumo. O que
se vivencia nesses momentos e a sensação de comer o pão da vergonha. Pão da
vergonha
e uma expressão cabalística que significa todas as emoções negativas que
acompanham a queda depois de um sucesso, merecido ou não. Diz-se de um homem
abandonado pela sorte, que se vê obrigado a aceitar a caridade de
outros, que ele esta comendo o pão da vergonha.
Terrível, não? E como mendigar.
Ainda segundo Jack London, a cabala prevê essa situação,em que sonhos gerados são engolidos a seco por seus
sonhadores e substituídos por uma amarga sensação de
realidade indigesta. Empreendedores quebram e voltam a
condição de empregados, talentos perdem sua aura mágica e retornam a simples
condição de mortais dubitativos, amores - uma vez para sempre - frustram-se em
separações
odiosas para sempre. A palavra da cabala para descrever esses ambientes e:
"reativo". Ser reativo significa ser uma entidade criada, ser o que
sofre o efeito, ser controlado por tudo, receber passivamente.
Ao ser reativo, a cabala oferece o ser
proativo. Ser proativo é o objeto final da vida, o segredo para eliminar o pão
da vergonha. E ter o poder de transformar em todas as suas possibilidades, e
ser o que produz o efeito.
A cabala ensina que a adversidade, em
qualquer situação, e um elemento verdadeiramente positivo. A consciência cria a
nossa realidade. Aquilo que desejamos
(de fato, não e aquilo que dizemos desejar) e o que recebemos.
Se estivermos incertos, recebemos incerteza.
Assim funciona a vida, se a cabala estiver correta.
Eu não sei, mas aproveitaria este momento para sugerir que todos nos lutássemos
para fugir do pão da vergonha, dia apos dia. Mantenha seus projetos,
adaptando-os a
realidade. Não conte com o sucesso fácil, persevere. Não posso acreditar que
algo não possa ser feito. Nossa vida não e uma prisão. Nem vivemos em função de
um destino
predeterminado. Destino, para mim, e a conseqüência das decisões que você tomou
ao longo de sua vida. Sabe qual e o nosso maior problema? Achar que mudanças
são como
uma revolução cubana ou chinesa, quando na verdade deveria ser uma pequena
evolução sistemática, como acontece na natureza, na seleção das espécies: aos poucos,
imperceptível, mas focada, comprometida,
determinada, implacável.
Por fim, se chegamos ao ponto de comer o pão da vergonha, considere isso como
sendo o fundo do poço.
Então, nada mais adequado do que um recomeço. Pior não pode ficar, concorda?
Para mim, vale o ditado: somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que
fazemos
para mudar o que somos.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.