Ensinar significa 10ª semana
64º DIA -FÍSICA QUÂNTICA
Marcel’s Weblog
O termo física quântica surgiu da pesquisa de Max Planck sobre a emissão de
radiação em 1900, ou seja, há cem anos. A única hipótese razoável para explicar
a descontinuidade na emissão radioativa seria considerar que as moléculas não
trocam energia continuamente, mas em quantidades discretas (”pacotes”), que
foram, então, chamados quanta.
Desde então se percebeu que:
* O mundo atômico, invisível, sutil, interfere no nosso mundo cotidiano,
visível, material;
* Que nosso mundo cotidiano é muito diferente do mundo microscópico, assim como
são muito diferentes também do mundo macroscópico (o que descobrimos pela
teoria da relatividade, contemporânea da física quântica), a ponto de perdermos
o apoio do que considerávamos óbvios; e, assim,
* Que nossos conceitos e nossa linguagem, baseados em nossa experiência, são
inadequados para descrever outros tipos de realidade.
Desta forma, a física quântica surgiu como a física da energia, do sutil, do
invisível, do incomum - fato por si, suficiente para despertar a imaginação de
cientistas, filósofos, terapeutas e poetas. No entanto, este estudo da natureza
da matéria foi trazendo ainda muitos outros paradoxos. Que, um a um, foi
desconstruindo nossa forma convencional de ver o mundo.
* Nunca poderemos ter uma descrição completa do mundo (princípio da incerteza,
teorema de Gödel);
* Teorias diferentes e mesmo contraditórias podem cooperar para uma compreensão
mais completa (princípio da complementaridade);
* Não há neutralidade na observação - o sujeito interfere no objeto -, ou seja,
mudamos o mundo ao olharmos para ele (é o caso do experimento da dupla fenda);
Aliás, não podemos nem ao menos separar sujeito e objeto! Sujeito e objeto
surgem juntos, com as mãos que de M. C. Escher, que
desenham uma à outra. Uma ilusão. Porque ambas se originam das mãos do criador.
Num sentido mais profundo, a física
quântica nos mostra que todo fenômeno - “externo” ou “interno” - tem a mesma
origem. Que podemos chamar de Vazio, Ilimitado, Vacuidade, Fonte, Pai/Mãe,
Absoluto…
E que o mundo material surge junto com a noção de um “eu” (individual, separado
do mundo). “Eu” e “mundo” surgem como conseqüência da consciência.
Dentre todos os avanços trazidos pela Física Quântica - dos componentes
eletrônicos às novas concepções - talvez um dos mais importantes seja a
reabertura do diálogo da ciência com a ética, a arte e as tradições de
sabedoria.
E, sobretudo, que, se o mundo externo - incluídos seus sabores e dissabores -
tem origem na consciência, então pode por nós ser mudado.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
65º DIA - 13 princípios para melhorar a vida
Rabbi Yisrael Salanter, um grande sábio da geração anterior, nos ensinos
13 Midot (qualidades, princípios), para que
valorizemos nossas vidas:
1. Verdade: Seja sincero ao falar. Não diga nada a menos que você tenha certeza
que é verdade.
2. Agilidade: Saiba aproveitar o tempo, o que tiver que ser feito, deve ser
feito imediatamente. O tempo é muito valioso par ser desperdiçado.
3. Diligencia: Tome decisões conscientemente. Decida o que deve fazer e faça
logo, com entusiasmo. Em caso de dúvida, peça conselho. Não permaneça confuso.
4. Respeito: Tenha muito cuidado com os sentimentos das outras pessoas. Todo
ser humano é precioso por ter sido criado a imagem de D’us. Seja atencioso com
todos.
5. Tranqüilidade: Tenha serenidade. Não deixe que pequenas coisas tirem sua tranquilidade. Conserve a calma e a serenidade. Demonstre
sossego em tudo o que você faz.
6. Serenidade: Recorda o conselho do Rei Salomão, “as palavras de um sábio são
ditas calmamente”. Fomenta esse hábito e te compreenderão e você compreenderá
os outros melhor.
7. Higiene: É importante manter a higiene
pessoal, roupas, casa e lugares públicos limpos. Respeita tanto o teu corpo
como tuas vestimentas.
8. Paciência: É necessário cultivar a paciência seja em qual situação for. Há
um momento para tudo na vida, não queira adiantá-lo.
9. Ordem: É importante concentrar-se em tudo o que se está fazendo, sem se
distrair. Guardar cada coisa em seu respectivo lugar evitará perda de tempo e
de paciência. Conduz teu tempo e teus objetivos com ordem. Planifica e
organiza. Assim concretizará teus projetos com êxito.
10. Humildade: Reconheça as próprias limitações e ignora os erros do próximo.
Aprenda de todos. Cada pessoa tem algum conhecimento ou virtude que nós não
possuímos. Não somos perfeitos.
11. Integridade: Recorda o conselho do Sábio Hilel,
“não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem com você”. Aquele que
ama e pratica a justiça é justo e sua consciência é limpa. Faz sempre o que é
correto, especialmente no que diz respeito as tuas obrigações.
12. Austeridade: Recorda o conselho de Ben Zoma “quem
é rico? Aquele que está satisfeito com o que tem”. O dinheiro é para ser usado,
não amado. É um meio e não um fim em si mesmo. Não gaste dinheiro sem
necessidade. Para outras pessoas seria de vital importância.
13. Silêncio: Julga o valor das palavras antes de falar. Falar é uma das armas
mais poderosas. É a única característica humana. O silêncio é uma expressão de
sabedoria. Pensa antes de falar e não fale a menos que tenha algo importante
para dizer.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
66º DIA - ERA PROPÍCIA: ANO NOVO, SER HUMANO NOVO
O mundo se renova? O mundo evolui? Começando com estas perguntas que nos
parecem básicas, veremos que por trás delas há grande profundidade. Continuamos
com as questões, pois elas nos remetem a outras as quais estão vinculadas:
Estes que estão no mundo mudam? O que é que, ou quem é, que faz parte dele? Há
alguém o supervisionando? Há um mundo espiritual e outro material?
Cremos que estas seis perguntas são suficientes para escrevermos um tratado de
Filosofia, outro de Psicologia, outro de Religião, outro de Antropologia, outro
de Biologia, etc, etc.
No entanto, podemos responder tais questões de forma simples e em ordem
inversa, pois há uma didática para isso:
1. Para todos os seres humanos em condições normais e saudáveis, o mundo físico
existe. É uma realidade ‘in conteste’. Mas, até onde este mundo físico vai? Ele
tem alcance finito? Dentro de uma perspectiva das ciências físicas e
matemáticas, não há algo que o determine, nem mesmo as mais poderosas “leis”
científicas, pois como todo cientista sabe, a Ciência não detêm, nem é o seu ‘métier’, a verdade absoluta. Ela é um ramo do saber humano
para auxiliar questões existenciais para o ser humano, entre outras. Se o mundo
físico não tem limites, será que não haveria um mundo espiritual como a Física
já concebeu há um século atrás, o identificando como um mundo paralelo? Esta
cada vez mais evidente e realmente provada já pelos instrumentos
técnico-científicos, e aí estamos falando dentro do rigor da Ciência do século
XXI, que dimensões outras há coexistindo paralelamente com a dimensão física.
2. Se há um outro mundo, ou mundos outros, é porque deve haver algo além do
próprio ser humano. O ser humano não poderia ser criado e ser o criador dele
próprio ao mesmo tempo. É impossível em todos os termos lógicos. Qualquer um
não ousaria inferir uma possibilidade como essas tão longínquas e, em termos
matemáticos, probabilisticamente nula.
3. Destarte, a segunda resposta faz jus a
algo que está ‘fora das mãos’ do ser humano. Para aqueles que receberam um
código de vida, como por exemplo, o Povo Judeu, tal ‘entidade’ será um Único
Ser, o Inefável Tetragrama. Atualmente, para outros religiosos, também é (e
deve) ser ‘chamado’ e reconhecido (definições sintéticas) por D’us, Único Ser.
Portanto, moderna e inteligentemente, não é concebível algo como deuses e/ou
divindades que não estão sob o comando de um Único Ser.
4. No mundo, todos os seres e tudo que há nele são criados por algum Criador.
Mesmo os seres inanimados são obra do mesmo Único Ser. Tudo e todos fazem parte
desse Um. Quem está fora não pode existir junto. Então não é objeto ou sujeito
existente. Isso pode se transformar
5. Tudo no mundo se transforma. É uma lei irrefutável. Como muitos cientistas
do século XXI dizem, ‘há uma única lei na Ciência: a lei constante de mudança’.
Mesmo que séculos, milênios se passem, tal lei nunca será refutada, mediante a
presença, é claro, das circunstâncias físicas, e espirituais, em que vivemos no
momento.
6. Se há um deus, se há mundo espiritual, ou mundos espirituais, se tudo se
transforma, existe algo seqüencial? É crescente ou decrescente? Sob muitos
aspectos de áreas da Ciência (Teoria Entrópica, Teoria da Evolução Biológica,
Teoria do Caos, Teoria do Cosmos, etc), o mundo pode
estar evoluindo ou o seu oposto, involuindo. Mas,
certamente, nunca estará estático, parado e fixo. Em termos mais abrangentes,
universais e humanísticos, pensamos e concordamos que o mundo caminha para uma
transformação contínua e progressiva. Para o caso, sem penetrarmos em questões
metafísicas, ‘invocamos’ o aspecto otimista.
Nós, ‘estudantes da Verdade’, independentes
de crenças, valores, religiões, tradições, vestimentas, cores e raças, e
principalmente saudáveis de alma sabemos que há progresso tanto material como
espiritual. Uma Divindade Una, não pode separar os mundos excluindo algo ou
alguém. E mais, deteriorar algo que provém desta ‘Energia Eterna’. A Era é propícia
para que seres humanos transformem-se mais rapidamente em um ser novo
compactuando com o ano também novo. Do contrário, o ser só será mais velho com
o passar do tempo e um mundo também mais velho com este tempo.
Ricardo Gaz
Consultor e Treinador de Qualidade
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
67º DIA - A LIÇÃO DA SAÍDA DO EGITO - retirado da Or Israel
Marcel’s Weblog
Vivencias e convivencias com a sociedade.
Além de lembrar da abertura do Mar Vermelho como um milagre que nos tirou do
Egito, devemos tirar uma importante lição dela.
O Chatam Sofer nos conta
uma história para que possamos entender esta lição. Certa vez, um rei que
gostava de seu cavalo, mandou um desenhista fazer um quadro dele. Terminado o
trabalho, o desenhista mostrou o quadro ao rei que ficou de tal forma admirado
que mandou que colocassem o quadro em frente ao palácio para que todos o
admirassem. Mas, para espanto do rei, quem passava por lá nem olhava para o
quadro. Intrigado, o rei foi consultar seu sábio para entender o que estava
acontecendo. O sábio lhe disse que o quadro era realmente perfeito, mas tão
perfeito que parecia real, um verdadeiro cavalo. Exatamente por isso as pessoas
não reconheciam nele um quadro e, sim, um cavalo. O rei teve, então, uma idéia.
Dividiu-o em duas partes, fazendo com que as pessoas percebessem que era um
quadro e o admirassem.
Assim, também, D’us criou um mundo maravilhoso e perfeito, com sol, estrelas,
mares, etc…, o que lhe dá a condição de “maior de
todos os Criadores”. Sua criação é tão perfeita que as pessoas não reconhecem a
mão de D’us e pensam que tudo é acaso da natureza. D’us, então, para
mostrar-nos que mesmo que existam leis naturais, existe sempre alguém por trás
de tudo, abriu o Mar Vermelho provando seu domínio e força sobre todos nós.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
68º DIA - Nem Tudo é Maioria
Marcel’s Weblog
Vivencias e convivencias com a sociedade.
Rabi Yonatan Aibshitz,
desde pequeno, foi conhecido por sua grande esperteza. Havia na época um padre,
que adorava desafia-lo com perguntas. Certa vez
perguntou-lhe o seguinte: - Na bíblia de vocês consta que “deve-se seguir a
maioria” .A maioria do mundo é cristão, portanto , segundo vossa Bíblia, vocês
devem ser de nossa religião, pois segundo vocês a maioria é sempre correta.
Rabi Yonatan saiu, parou no meio da rua e ficou
olhando para cima. O padre perguntou o que havia e o rabino respondeu: - Olha
lá quantos anjos. Você não está vendo?! O padre, para não passar vergonha,
falou que sim estava vendo, e continuaram olhando para cima. Em poucos minutos
havia uma multidão olhando para cima. O padre explicou para duas pessoas que ”
haviam” lá anjos, e estas espalharam para todo o resto. Rabi Yonatan saiu de lá com o Padre e disse: - Sabe de uma
coisa, eu não vi anjo nenhum, mesmo que a maioria naquele recinto falavam que
tinha, eu sei que não tinha, mesmo indo contra a maioria. O Padre entendeu a
resposta do Rabino e demorou a perturbá-lo novamente.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
69º DIA - A Lei da Atração na Cabalá
Os cabalistas ensinam que somos responsáveis por tudo
que acontece em nossas vidas. Não existe vítima, não existe acaso, não existe
acidente.
Nós mesmos podemos atrair todos os eventos de nossa vida.
Quer saber qual a causa de qualquer acontecimento negativo?
É o comportamento em relação a outras pessoas, seja nessa vida seja em vidas
passadas.
Tratar outro ser humano não como seu ser igual, fazendo dele maior ou menor, é
a causa espiritual das doenças e de qualquer forma de caos.
E a cura deve vir da alma, da transformação espiritual.
Quando nos tornamos pessoas melhores, conectamo-nos com a Força do Criador.
A fonte de toda plenitude e cura.
Seja o melhor que puder ser para todas as pessoas ao seu redor: elas fazem
parte da sua vida.
Com elas ou por elas, terás a paz que procuras no coração.
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz de Shefá.
70º DIA - Mudanças
A única mudança possível que podemos alcançar na vida é a atitude interior, o
que desejamos em nossos corações.
As verdadeiras modificações e batalhas desenvolvem-se no nosso interior.
Para isso, o homem deve conhecer a si próprio e conhecer as leis que regem
todos os planos da realidade. Então, gradativamente, tomará consciência de sua
origem e objetivo, unificando-se com todos os homens e com o Kadosh Baruch Hu (D'us). (As 3
Dimensões da Kabalah, Chaim
David Zukerwar).
Shefa brachot! (Abundância
de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz de Shefá.