Ensinar significa 1ª semana
1º dia - Os Cabalistas ensinam que se
realmente queremos incorporar os princípios da Cabala, devemos ensinar aos
outros.
Quando utilizo a palavra ensinar, não quero dizer que devemos aconselhar os
outros. Pregar não é ensinar. Ensinar significa ser uma personificação dos
princípios que você deseja compartilhar. Ensinar significa que você se converte
em exemplo vivo, um caso brilhante das técnicas que podem transformar
positivamente um ser humano e o nosso mundo. Quando as pessoas sentem sua Luz e
energia, quando sejam testemunhas das suas mudanças de dentro de você, então
desejarão saber como você conseguiu. E aí é quando com gentileza você poderá
compartilhar as coisas que você tem aprendido. Esta é a forma mais efetiva de
transmitir Sabedoria.
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Luz e Cores.
2º dia - Afinal de contas, o caminho
espiritual não deve ser algo libertador?
Por que será que exatamente no texto da Tora após a conexão do livre arbítrio
aparece uma porção repleta de “não pode”?
Para entender esta questão é necessário compreender o conceito de liberdade
dentro da cabala. Todo cabalista sabe da presença de uma contra-inteligência em
nossa vida. Algo diretamente relacionado às nossas tendências destrutivas. Uma
parte nossa que quer nos prejudicar em vez de ajudar. Mas precisamos ser
capazes de dizer não aos pedidos desta contra inteligência. Aí reside a
verdadeira liberdade: na possibilidade de rejeitar o chamado destrutivo. Ao
experimentamos dizer não a tudo aquilo que não serve mais, que puxa para a
sombra e para a ausência de luz descobrimos mais um código no texto da Torá:
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz de Saint Germain.
3º dia - A Lei do Retorno
A porção da Torá que fala de leis, complementares aos dez mandamentos e que são
transmitidas pelo Eterno à Moisés. Como sempre, existe um código oculto por
trás do texto aparente.
Aqui aparece uma lei primordial, que os Cabalistas já conhecem a milhares de
anos, chamada Lei do Retorno. De acordo com ela, tudo que fazemos, seja
positivo ou negativo, volta a nós. Pode demorar um dia, um ano ou mil anos, mas
este é um fenômeno físico. Se você produz um causa ela se transformará em
efeito.
A porção é lida em um momento em que o planeta passa por um forte processo de
julgamento. Para os que se dedicarem apenas ao material, o resultado não será
dos melhores. No entanto, para os que reconhecem sua missão como algo muito
mais elevado do que a resolução de necessidades particulares, há grandes
perspectivas. E também, muito a fazer: Orar, meditar, ajudar um irmão em
dificuldades e, principalmente, desenvolver uma nova consciência.
Que possamos plantar novas e construtivas sementes!
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
4º dia - A Lei do Retorno
Na torá, a última do livro de Gênesis, trata basicamente da morte de Jacob.
Como grande patriarca que foi, embora já muito debilitado, ele chama a família
para definir sua linha sucessória.
Uma das passagens mais interessantes desta porção da Torá se dá quando, após a
morte do pai, os irmãos de José vão a ele pedir clemência, com medo de serem
punidos pelo grande mal que haviam lhe feito muitos anos antes. Ao ouvir aquilo
ele chora e diz: “Não temais, acaso estou eu no lugar de Deus?”.
Esta pequena frase tem um sentido muito especial para nós, pois não são poucas
às vezes em que nos inquietamos com a sensação da falta de justiça em uma
situação e assim, nos corroemos por dentro. No entanto, é importante perceber
que, de uma forma ou de outra, a justiça sempre se faz.
Por isso, nos lembremos que não cabe a nós culpar ninguém, muito pelo
contrário, nossa função é tão somente a de dar exemplo através de nossas
próprias ações.
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável
5º dia - A Prosperidade
A Torá nos fala da relação do homem com suas posses, levando-nos a uma reflexão
sobre o tema da prosperidade. De fato este é um assunto que aflige a grande
maioria da humanidade, e deixar de ser controlado por ele pode ser uma grande
libertação. Até porque é sempre bom lembrar que de material não levamos nada
desta vida.
Assim, o texto da Torá, há milhares de anos vem nos ensinando que devemos
buscar uma boa condição material, que permita nosso sustento, mas que jamais
podemos conquistar tal condição violando as regras básicas de ética e de amor
ao próximo.
Mas afinal, o que significa exatamente a prosperidade em nossa vida? Por que
uma pessoa nasce e passa a vida com fartura material enquanto outra jamais
consegue equilíbrio nesta área? Temos livre arbítrio para mudar esta história?
Estudando e praticando cabala descobrimos respostas para estas questões. E ao
ampliar nossa consciência sobre este tema iremos descobrir que a melhor e mais
saudável maneira de receber muito é compartilhar muito.
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
6º dia - Sua Essência de Luz
Ao Começarmos a estudar um texto bíblico, precisamos preparar nosso receptor.
Sabe-se que para uma mente repleta de pensamentos, repleta de "isto eu já
sei", não há como receber nada novo. Por isso é necessário abandonar a
identificação com o ter e com o fazer.
O Ter: Sim, é necessário lembrar que tudo que você tem: Dinheiro, poder, fama
ou qualquer outra posse não é você. Você pode ter tudo isto, mas isto não é
você.
O Fazer: Você pode se ocupar o tempo todo. Desde o primeiro minuto quando
acorda, com atividades profissionais, familiares, prazer pessoal, leitura, e
evidentemente, com muitos pensamentos. Mas isto também não é você.
Por isto procuremos a dimensão de nosso Ser. Assim, buscamos algo muito valioso
e que só se encontra no silêncio da mente meditativa. Ao remover as cascas do
aparente, você levará ao mundo aquilo que tem de melhor: sua essência de Luz .
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.
7º dia - Ampliando a Visão
Nesta porção da Torá entra em cena um importante personagem, chamado Abrão.
Casado com Sara, sua alma gêmea, a ele fora designado uma nobre missão. Abrão
era guiado pelo Eterno e dele jamais estivera separado, mas carregava a
frustração de não ter tido um filho com a esposa amada.
A esta altura Abrão e Sara eram um casal de idosos, e ela fora estéril desde
jovem. Portanto, a idéia de terem um filho em comum não fazia qualquer sentido.
Mas eis que lhe aparece o Eterno:
“Olha para os céus, e conta as estrelas, se podes contá-las. Assim será tua
semente. E acreditou Abrão no Eterno, e isto foi considerado como mérito.”
Gênesis 15:5
Não havia lógica que pudesse sustentar tal diálogo. Mas Abrão era um homem
guiado pelo mundo espiritual e enxergava além do aparente. Por isso acreditou e
atingiu a dimensão de algo improvável, mas não impossível. Porque os limites
são insuperáveis apenas para quem perde a confiança na Luz do mundo infinito.
Assim, esta porção nos pede menos teoria e mais prática, porque se existe um
momento certo para realizarmos as transformações que tanto almejamos, este
momento é agora.
Shefa brachot! (Abundância de benções)
Beijos de Amor e Alegria na Luz do Nome Inefável.