A arte em general
é um procedimento para fazer algo. Arte de Amor, assim se
qualificava também à alquimia e foi Artegio quem escreveu o livro secreto
@a_respeito_de
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Petrus
Toletanus, irmão de Arnoldo de Villanova, célebre médico e filósofo,
escreveu no século XIII, o tratado de Rosarium Philosophorum, no que
expressa: Faz do homem e da mulher um círculo redondo, extrai dele um quadrado, e um triângulo deste. Faz redondo o círculo, e receberás a pedra filosofal.
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Esta
arte não requer mais do que a pedra, pode-se e se deve dizer, que se encontra
na natureza de ambos os, pelo que não é de estranhar que da mesma maneira
se chamasse Arte agrícola, pois ao fim e à sobremesa se trata de trabalhar
na natureza viva e lavrar nossa própria terra.
Arte
de Amor; lamentavelmente à palavra Amor se a tratou com
demasiada ambigüidade, já que, nestes tempos materialistas e consumistas,
todo o consideramos amor e todo o fazemos com amor. No entanto, que diferente
significado adquire para um Maestro da Arte esta palavra tão usada e em muitos
casos desprezada e infravalorada.
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Assim nos fala sobre o Amor o Mestre O amor
começa com um destello de simpatia, E adiciona
H. Trismegisto, o três vezes grande: |
Em nosso sistema solar está a estrela de Ors, esta estrela com a que estamos todos completamente familiarizados, proporciona-nos luz e calor, sem ela nada na natureza poderia existir. Da mesma maneira, é-nos completamente natural a lua, satélite da terra, a qual tem suas influências sobre as plantas, mares, etc.,
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Esta estrela e seu satélite, sol e lua, são dois
astros completamente diferentes, já que um se vê durante o dia e o
outro, principalmente, na noite.
Curiosamente, na maioria dos desenhos alquímicos encontramos estes dois astros, (em seu silêncio) fazendo alusão aos opostos em definitiva ao mesmo ensino hermética de todos os tempos, (impossível seria operar no arcano sem o sol e a lua) |
Mas como pode ser possível se a todas luzes são
opostos?.
A arte do alquimista, é o de conseguir, que os
opostos se reconcilien, fusionando-se, para assim cristalizar a um cosmos que
gravita em ordem e em harmonia
Estes astros vêm simbolizar também, ao homem
e à mulher. Opostos completamente, como o sol e a lua, tanto em sua
Psicologia como em sua morfologia, não obstante devem gravitar os dois em concordância
É aqui onde podemos comprovar, que os símbolos
alquímicos guardam uns ensinos, claras e concisas, para quem conhece destes mistérios
No livro titulado A glória do mundo de Roberto
Valensis, pode-se ler esta grande verdade: O sol e a lua devem copular como
um homem e uma mulher, pois de outro modo não pode conseguir-se nossa Arte, e
toda outro ensino ao respecto é falsa e errónea.
Assim que vendo não vê e ouvindo não escuta, é como permanece por séculos o animal intelectual; é triste fazer estas afirmações, mas sentimos que é mais grave a negação do ser humano a acordar de seu sonho, onde permanece atrapado numa ilusão que é a mesma vida comum e corrente...
Raimundo Lulio no século XIII escreveu o
seguinte:
E bem como Jesucristo, da estirpe de David, assumiu
voluntariamente a natureza humana para liberar e isentar aos homens,
prisioneiros no pecado a causa da desobediência de Adán, assim também em nossa
Arte, o que foi mandado por um é absolvido, lavagem e liberado dessa
mácula por outro, seu contrário.
Tanto o homem como a mulher devem chegar a formar um casal que se complemente, bem como que se saiba perdoar os erros, tendo sempre presente, que se uniram, não para fornicar ou desfrutar de um prazer carnal, senão para (entre os dois) ir criando os corpos que nos permitam, através da arte alquímico, nascer a uma nova vida transcendental, dentro desta vida terrenal. O nascimento segundo é um nascimento espiritual e esse fenômeno se consegue trabalhando homem e mulher, sol e lua, alquímicamente.
Diremos que Ao, quer dizer Deus; e quimia trabalho;
portanto a alquimia é um trabalho para Deus.
Tal é o nome sob o que se dissimulava (segundo alguns autores) entre os árabes
a arte sagrada ou sacerdotal, que tinham herdado dos egípcios e que o
Ocidente medieval devia mais tarde acolher com tanto entusiasmo.
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É verdadeiro que em nosso caos psicológico, encontram-se os instintos mais bestiales, e em tal natureza e em semelhantes condições, não é possível viver uma vida espiritual plena de experiências reais, é por isso que San Pablo, em Corintios, C. XV; V. Do 34 ao 50 dissesse entre outras coisas: O primeiro é o animal e o segundo o espiritual. Tendo bem presente as palavras de San Pablo, pomo-nos a edificar nossa obra desde nossa nadidad insignificancia e negação de nós mesmos como pordioseros muito próximo do Templo da Lei pedindo misericórdia para ter a possibilidade de edificar sobre a pedra ou rocha, que esta seja a base de nossas obras, que se cimiente de maneira firme e que nada nem ninguém possa destruir aquilo que seja levantado a favor da realidade mais aplastante do que amora em nosso interior. |
San Pedro detenta as chaves do Paraíso, ainda que uma
só basta para assegurar o acesso à morada celeste. Mas a chave primeira se
desdobra, e estes dois símbolos entrecruzados, um de prata e o outro de ouro,
constituem, com o trirreme, as armas do soberano pontífice, herdeiro do
trono de San Pedro. A cruz do Filho do homem refletido nas chaves do Apóstolo,
revela aos homens de boa vontade os arcanos da ciência universal e os
tesouros da arte hermético. Ela só permite a quem possui seu sentido abrir a
porta do jardim fechado das Hespérides e tomar, sem medo para sua salvação,
a Rosa do Adeptado.
Todo trabalho alquímico se deve converter na arte
mais refinada e sublime imaginado, já que se não realizamos o trabalho com
esmero, cuidado, precisão e concentração, não é possível fazer da pedra
grosseira uma pedra útil.
Sempre o fogo deve permanecer vivo, mas não tanto
que produza um incêndio e arrase quanto encontre, nem tão pouco ativo que não
consuma a escoria.
Enquanto nossa própria natureza siga fabricando o
mercúrio comum, não passaremos de fazer parte do engranaje do que chamamos
vida humana.
Fabricar o mercúrio dos sábios é um labor bem
diferente, já que implica realizar uma produção artística, onde nos separamos
do vulgar para unir-nos por meio dos casamentos alquímicas com
nossa realidade, hoje por hoje esquecidas completamente pelo animal intelectual.
O ser humano em seu mais hondo sentir clama pela exaltação
de seus princípios espirituais; mas se perdeu..., sua memória lhe é
infiel, e desconhece como recuperar esses princípios vinculados à Grande Obra
do Pai.
Regressar à arte dos filósofos é necessário para
que comece a brotar nossa natureza interna, que nada tem que ver com o
que criamos de maneira mecânica.
Hoje podemos dizer que somos o produto de nossos
medos e de nossas apetencias desordenadas, somos chacales, devorando a carroña
da vida, e o que é pior, sentimo-nos sembradores de doces sentimentos...
Assim mesmo nos vemos no peldaño mais elevado de nossa civilização,
amargos sonhos são os que nos inundam, mas insistimos em vê-los como
panacea...
Os alquimistas, aqueles que souberam trabalhar na
arte hermético, falam-nos e nos mostram que nesta vida não é ouro todo o
que reluz, mais bem, é a densidade do chumbo a que nos impede elevar-nos
para as alturas espirituais.
Mais
no entanto, à árvore se lhe conhece por seu fruto, assim Melchior dá seguidamente
uma paráfrasis alquímica do hino Mariano:
Saúde a ti, oh
formoso fulgor do céu, luz radiante do mundo; aqui te unes com a Lua,
surge a fita de Marte e a conjunção de Mercúrio.
Sobretudo destes três
nasce no leito do rio, em virtude do magistério da arte, o
poderoso gigante a quem procuram milhares, milhares de vezes, depois que estes
três se dissolvem em si mesmos, não em água de chuva, senão em água mercurial,
nessa borracha nossa bendita que se dissolve por meio de si mesma e que se
chama esperma dos filósofos.
Então tenta ele rapidamente
unir-se amorosamente com a virginal noiva e fecundá-la no banho com mesurado
fogo. Mas a virgem não fica grávida imediatamente se não se a beija em frequente
abraço.
Depois o
recebe em seu corpo e assim nasce o embrião portador de fortuna, e isto de acordo
com o ordem da natureza. Depois, no fundo do copo, aparece
o forte etíope queimado, calcinado, descolorido e totalmente morto e sem
vida.
O etíope pede ser
sepultado, banhado com seu próprio líquido e calcinado lentamente, até que
volte a surgir do intenso fogo em resplandeciente figura... ¡Tenho aqui uma
maravilhosa reconstitución ou renovação do etíope! Em virtude do banho do
renascimento, ele se dá um novo nome que os filósofos chamam enxofre natural
e seu filho, que é o Lapis Philosophorum.
Vede, é uma coisa, uma raiz,
uma essência à que nada exterior se agrega, mas à qual se lhe tira muito
do superfluo mediante o magistério da arte..
É o tesouro
dos tesouros, o supremo elixir filosófico, o mistério celeste dos antigos
Bienaventurado o que o encontra.
O que o viu escreve e
fala abertamente e eu sei que o seu é um depoimento verdadeiro. ¡Seja loado
Deus por toda a eternidade!
Enigmas, enigmas e mais enigmas, todo se relaciona com o Um e todo guarda a estreita relação da verdade inconmensurable, palavras para poder chegar a esse nascimento tão ansiado por quem conhece destes mistérios.
Corpo volátil, incontrolado e frágil és, mas no trabalho com o fogo e o água passarás a ser forte, consistente e natural como o ar que não se vê, mas se sente em sua presença.
Tal é o caso
de Leriche, humilde mestre herrador. Adepto ignorado e possuidor da gema hermética.
Este homem de bem, de uma
excepcional modéstia, tivesse ficado desconhecido para sempre se Cambriel
não se tivesse tomado a moléstia de nomeá-lo, contando com detalhe como se as
arrumou para reanimar ao lionés Candy, jovem de 18 anos ao que uma crise letárgica
ia levar-se em 1774
. Leriche nos mostra o
que deve ser o verdadeiro sábio e de que maneira deve viver. Se todos os
rosacruces se tivessem mantido nessa reserva prudente, se tivessem observado
a mesma discrição, não teríamos que deplorar a perda de tantos artistas
de qualidade arrastados por um zelo malsano, uma confiança cega ou empurrados pela irresistível
necessidade de atrair o atendimento.
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Arte, ou melhor diríamos, uma bela arte, é como consideramos ao trabalho alquímico. O material a preparar não é tosco, nem é áspero, mais bem é delicado e suave. A torpeza por parte do artista se paga muito caro, já que fica paralisada a obra. A brusquedad no trabalho não é própria de quem conhece a natureza da arte alquímico, é mais bem conseqüência do animal que há do que dominar, a besta halada, representada pelo dragão que cai sob o pé de San Miguel Arcángel ou de San Jorge. |
Não se pode conceber uma pessoa ruda neste trabalho
não é possível.
Há que se converter em adorador, onde o esmero
para a Obra implique uma mudança total de nossa natureza. O indivíduo
irracional, brutal, não está chamado a converter-se em parte ejecutante do
nascimento segundo, a não ser de que tenha uma mudança total de sua natureza, e que
mostre sua verdadeira essência, aquela que anseia profundamente unir-se ao
inmutable, e erradicar suas mais baixas paixões eliminado ao inimigo oculto.
Diz-se do que para o perdido todas as portas
permanecem fechadas menos uma, a do arrependimento.
O arrependimento tem que nascer de nossa
consciência, onde estão guardados todos os valores do Ser.
Os valores do indivíduo estão relacionados com os
objetivos da vida, quem só lhe interessa fazer dinheiro, terá seus valores
depositados nas questões materialistas, mais quem seu anseio na vida seja
aprender e auto realizar todas as partes autônomas que como ser humano
temos, procurará a maneira e forma para encontrar as claves que permitam
ativar nossa máquina humana em todos os aspectos, tanto externos como
internos.
O que tem ouvidos para ouvir, ouça o que o Espírito
da doutrina diz aos filhos da ciência @a_respeito_de
Quando @ter
A arte alquímico nos permite ativar as fontes de energia
que estão em nossa escondida natureza, essa natureza que é metafísica
e pelo mesmo não pode ser vista com os olhos da carne.
Requerem-se, portanto, faculdades que ultrapassem
a nossos sentidos ordinários, para poder apreciar quanto nos promete a arte
alquímico.
É sabido que o ser humano, bem como todo tipo
de animais e seres vivos, mantém em seu corpo verdadeiras energias que lhe permitem
seguir, não só vivendo, senão sendo copartícipe do engranaje da natureza
que é a manifestação cósmica.
Mas se tivéssemos que procurar qual dos seres
vivos utiliza a energia de maior poder, observaríamos que obviamente é o
animal intelectual.
Em sua energia criadora está a semente com a que
podemos, homens e mulheres, formar uma nova vida.
Sendo a criação mais completa da natureza,
já que reúne todos os elementos com os que se podem fazer uma obra diferente
à do reino animal irracional.
Sobre isto Krisnha anuncia:
Todos os
estados de existência (já sejam na bondade, a paixão ou a ignorância) manifestam-se mediante Minha energia. Num sentido Eu sou todo, mas sou
independente. Eu não estou sob as modalidades desta natureza material.
(Bhagavad Gita, texto 12, C.7)
Só o animal intelectual pode, num momento dado,
utilizar sua capacidade cognoscitiva, portanto, sentir emocionalmente e
procrear de acordo às necessidades humanas.
Isto é justamente o que faz ao indivíduo, ser o
único artífice capaz de realizar a obra alquímica (que lhe permitirá chegar
às Hierarquias Superiores)
Si, é verdadeiro que no passado à alquimia se lhe concedeu
principalmente o valor de fabricar ouro e prata, mas esta, era uma
maneira velada de entregar o principal propósito da prática alquímica, já que
sob esta afirmação se escondia a mudança de nossa personalidade lunar
(prata) a uma personalidade solar (ouro)
É um fato que nossa natureza está em perigo,
mais no entanto, sim lhe concedemos o valor que tem é possível que de ser
terra estéril (para a autorrealización), passe a converter-se em terra fértil.
A terra que é cuidada, aquela que se lhe trata com
esmero, aquela onde se arrancam de raiz as más yerbas, aquela onde se
rega com mesura e a que foi protegida dos abrojos, não pode ser esquecida,
nem entregada à passividade de quem conhece os segredos para uma boa colheita.
O agricultor é chamado a trabalhar em sua própria
terra filosofal, terra onde deve fazer que brotem os frutos da árvore da Ciência
do bem e do mal.
No passado nos alimentamos do fruto do mal, e
agora com nosso trabalho, temos de recolher os frutos do bem para nossa
própria salvação.
Uma alimentação continuada e constante sempre do
mesmo copo%[2].
Se realizamos nosso trabalho alquímico, mudando
de copo, sem a autorização de nosso Pai que está em segredo, (nosso
Real Ser) procederemos a adulterar nossas energias, e portanto, o
resultado do trabalho é uma operação amorfa.
Desta forma nossa obra seria a conseqüência de uma
arte subjetiva, surrealista e fantasioso, longe do verdadeiro objetivo alquímico,
que procura a Obra mais real e bela
do que ser humano possa chegar a conhecer na arte do amor, também chamada como
Fusão mística.
Em nossa arte as palavras têm de ser equilibradas,
medidas e pesadas, já que caso contrário é muito provável que se desate um
pavoroso incêndio e destrua todo o trabalho realizado com anterioridade. Assim
mesmo, as águas perderiam seu bom cauce e realizariam estragos por onde
passassem, deixando-lhe ao alquimista sua Obra afundada no caos.
Também se lhe qualificava à alquimia como Arte de música, encontrando-se em diferentes edificações, principalmente catedrais bem como casas, igrejas, hospitais, etc., músicos, partituras, instrumentos musicais etc., estes serviram de mediadores para a difusão das imagens da Arte Sagrada.