Homa Drolma Pager


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Homa

 

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Introdução

 

                 Uma prática devocional importante é Homa, o oferecer do fogo. Homa é mais antigo do que o puja. Vem dos tempos do Védico em que o fogo era o recurso principal usado na vida. Cada casa foi construída em torno de um fogo central. Cada comunidade teve seu fogo central.

                 O fogo é a presença divina, a presença da luz no mundo material. Nenhum símbolo melhor para o divino não pode ser encontrado.

                O espírito é escondido em todas as coisas materiais o fogo é latente na madeira. O fogo é nosso símbolo mais conveniente do divino e de nossa aspiração para ele.
Na cerimônia do homa nós oferecemos nossos pensamentos e emoções ao divino

                 No yoga do Tantra o homa é usado para realçar os efeitos do japa. Quando o japa é feito sem nenhum desejo, não necessita nenhuma adoração do fogo. O fogo é a energia divina visível e que pode ser vista.  Diz-se ser o mediador entre seres humanos e deuses.  Homa é executado em um receptáculo (kund) no qual o lugar para fazer o fogo (vedi) é feito com tijolos.  O lugar para fazer o fogo de Homa deve ser decorado com flores coloridas, grãos, e feijões.  A madeira a ser usada como o combustível para Homa deve queimar-se facilmente sem criar muita fumaça.  Na Índia a madeira de uma árvore de mango é usada o mais freqüentemente para Homa.  A madeira de Homa deve ser completamente seca e cortada ou quebrada para servir o tamanho do kund.

                 

               Samigri é uma combinação de trinta e seis ervas usadas para purificar a atmosfera e os cheiros muito bons, como o incenso.  Alguns ghee e açúcar cru devem ser adicionados às ervas.  Quando o Homa é executado, os produtos químicos no samigri estão queimados e começam converter-se na forma gasosa que se misturam na atmosfera, incorporando a respiração e a química do corpo de quem que faz o Homa e naqueles que estão na vizinhança.  Estes produtos químicos vão aos deuses que estão sintonizados com as energias ou habilidades diferentes dentro do organismo humano.

                 

               O Tantra acredita em um deus com muitas formas.  Porque o deus executa muitos tipos de funções, tem muitos nomes.  Para executar cada trabalho, tem que se dar forma em uma forma diferente.  Isso é o porque de aparecerem assim muitos deuses.  Mas todos os nomes são seu nome e todas as formas são sua forma.  Quando cria é chamado Brahma.  Quando preserva, é chamado Vishnu.  Quando destrói, é chamado Shiva.  Quando traz adiante a energia do calor e da luz, é chamado Sol.  Quando circunda a criação ele é chamado Terra.  É nem macho nem fêmea.  Seu aspecto de estática é masculino.  Seu aspecto dinâmico é fêmea.


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Fogo, o símbolo sagrado de Deus.


As pessoas crêem que a religião de Zoroastro é uma religião de adoração ao fogo. Isso é um engano. “Não devemos dizer que os iranianos são adoradores do fogo. Eles são adoradores do Deus uno”. Essa é uma expressão do grande Fidursi. O fogo é um simbolo supremo e sagrado de Deus. O fogo é um símbolo sagrado no Avesta. O fogo é considerado o filho de Ahura Mazda. O profeta do Irã nunca ensinou a adorar o fogo. Ele ensinou a adoração de Deus uno e Supremo Senhor do universo, Ahura Mazda. O fogo é o símbolo do divino em todos os sacrifícios. Ele é um objeto sacro. Ele é o símbolo da vida divina. Ele é o símbolo sagrado mais reverenciado no Zoroastrismo dos dias de hoje. Em cada religião, o fogo tem sido o símbolo do Senhor Supremo. O Brahman é o fogo no Hinduísmo. Ahura Mazda é o fogo no Zoroastrismo. Os Judeus adoram a Deus como um pilar de fogo. Os Cristãos declaram que Deus é um fogo que a tudo consome. O fogo simboliza o brilho do Senhor. O fogo é purificador. O fogo sustenta a efulgência, a iluminação. A adoração de Agni ou fogo também vem dos Vedas. Na Bíblia está dito: “Deus é luz”. Os Upanishads declaram: “Brahman é Jyotirmaya – pleno de luz”. Em cada religião o fogo encontra um lugar no ritual. O fogo traz a mensagem de Deus, a luz da luzes. Zoroastro pessoalmente tinha o fogo em grande santidade como sendo um nobre presente de Deus. Ele chamava o fogo do céu e apontava para o paraíso. Os Céus surgem de dentro do fogo. Algumas da chamas lançam-se ao solo, e queimam o altar dos seus lados. O fogo sagrado no altar do templo é um símbolo que relembra aos Parsees das glórias de Ahura Mazda. Ele é chamado de Atar no Avesta.

 


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Os mantras do fogo


Extraído do livro Yoga Prático, por Pedro Kupfer.

 

O yajña, também chamado agnihotra, homa ou havana é uma prática muito mais antiga que o pújá. Faz parte do hinduísmo, mas nasceu nos tempos védicos, entre 6500 e 4000 anos atrás, quando o uso do fogo era essencial na vida dos homens. Temos evidências de que é algo muito antigo, mas não sabemos ao certo quanto. Também, não interessa, pois o fato de ser antigo não o torna melhor. As guerras e a escravidão são muito antigas, mas isso não as torna boas.

O altar védico era originalmente o mesmo lugar que se usava para cozinhar. O resto da casa se construía em torno desse fogo central. Tais fogos permaneciam acesos durante gerações e gerações. Aliás, isso acontece até hoje. Na Índia, tivemos a oportunidade de participar numerosas vezes dessa prática num altar cujo fogo não se apagava há sessenta anos. Ao mesmo tempo, as sociedades de antigamente mantinham acesos fogos comunitários, que serviam para unir as pessoas, pois estabeleciam uma ligação com os ancestrais.

O fogo é um símbolo muito poderoso, porque desvela a Consciência que subjaz em todas as coisas do mundo material, como a chama que se esconde na lenha. Por exemplo, o samagri, a mistura de ervas medicinais, doces e cereais que se oferece ao fogo, não tem unicamente o objetivo de purificar o ambiente. Junto com o samagri, a pessoa precisa queimar também seu ego; junto com o ghee, precisa oferecer ao fogo seus sentidos, suas emoções, seus pensamentos, não para destruí-los, pois o fogo não destrói, senão para purificá-los, para sutilizá-los, e torná-los mais leves. E é aí que a prática toma outra dimensão. Então, o que torna o fogo sagrado não é o ritual exterior, mas a atitude com que o fazemos. O fogo é símbolo da consciência universal. Seu culto é puro Yoga.

Após estudar e praticar intensamente o yajña, concluo que os védicos não eram politeístas. Eram panteístas ou, em todo caso, e embora a palavra possa incomodar alguns, monoteístas. Agni, Indra, Váyu e Rudra não são deuses separados, senão nomes ou formas de uma mesma e única entidade. Da mesma forma que os pránas do corpo, que têm cinco configurações e cinco nomes diferentes, mas são um só. Pessoalmente, prefiro ver os deuses vêdicos como formas de energia, representações simbólicas intuitivas das camadas da existência que transcendem o intelecto.

É impressionante a quantidade de significados que as palavras têm em sânscrito. Você pode fazê-las dizer praticamente o que quiser. Mas está valendo a citação abaixo. Não é possível fazer uma única tradução dos mantras vêdicos. O melhor é lê-los no original. Melhor ainda, é sentir a vibração e o efeito que eles têm sobre o corpo sutil e a consciência. Além do mais, está escrito nos shastras: “quem é você para interpretar o Veda? Você sabe em que sílaba começar?” E ainda: “o Veda tem medo de pessoas com pouco conhecimento, pois elas podem feri-lo”. Ou seja, que a tarefa é realmente difícil.

Tão difícil, que Swami Dayananda (1824-1883), um dos maiores estudiosos dos Vedas de todos os tempos e um dos arquitetos do movimento de independência da Índia moderna, descobriu até nove camadas diferentes de significados em cada hino. O princípio básico de interpretação dos Vedas, segundo Dayananda, é que as palavras dos hinos estão em “estado fluido” (yangika = derivativas). Ou seja, não têm apenas um significado único e estático (rudha). Donde, podem interpretar-se de formas muito variadas. Ele foi enfático ao afirmar que todos os nomes dos “deuses” vêdicos se referiam ao mesmo princípio. Srí Aurobindo disse que “no campo da interpretação dos Vedas, Dayananda deve ser reconhecido como a aquele que descobriu as primeiras chaves de decifração“. Ou seja, ele foi quem vislumbrou que, por trás do monte de entulho que eram as interpretações e traduções do século passado, havia algo mais. Removeu o entulho e encontrou uma porta. Arrombou a porta e morreu. Morreu envenenado por seus inimigos, antes de poder concluir a decifração.

Os mantras são de uma beleza arrebatadora. São tão profundos quanto belos, e não é raro chorar de emoção e felicidade ao fazê-los. Se fazem com uma cadência e uma forma de respirar específica. Precisa igualmente conhecer algumas regras básicas de sânscrito e ter a técnica de vocalizar os mantras inteiros sem respirar.

As traduções feitas pelos sanscritistas ingleses e alemães da época da colônia podiam fazer sentido para eles, mas não fazem para nós. Eles queriam achar nos textos mitologia, politeísmo e história e tentaram dar-lhes esse sentido. No Veda não há história nem politeísmo. Aliás, no Veda inteiro não aparece nem sequer um nome próprio. O exemplo mais claro disto é Vishnumitra. Vishnumitra é um grande rishi, mas o nome não se refere a um sábio de carne e osso. Não é um “autor” de hinos. Nunca um rishi compôs um hino! Rishis são videntes. Rishi significa aquele que vê. Sabe quem é o rishi Vishnumitra? Seus próprios ouvidos! Vishnu significa aquele que está em todas partes. Mitra quer dizer amigo. Se refere aos ouvidos, pois o som vem de todas partes. Na física, a gravidade é Vishnumitra, porque a gravidade é o que nos sustenta aqui na terra. Os hinos são desvelação. Os rishis não são escritores nem poetas. São yogis que viram os mantras durante as práticas.

Agni (fogo) é a primeira palavra que aparece nos Vedas. Os rishis cultuavam o fogo porque sabiam que amplifica e purifica qualquer coisa que se jogar nele. Agni representa o Sol na terra. O yajña é um ritual simbólico: alimenta-se o Sol para alimentar a vida, pois a vida não existiria se não houvesse Sol. Entretanto, Agni é mais do que o fogo: é a inteligência viva. Assim como quando você olha para uma pessoa na verdade não está vendo o indivíduo, mas seu corpo, aparência, expressão, etc., da mesma forma, quando seus sentidos captam o fogo, podem perceber Agni detrás dele. O fogo é símbolo da vida e da inteligência. Agni é a vida e a inteligência. A aparência não é a pessoa, embora faça parte dela. A expressão desvela a pessoa; o gesto desvela o pensamento. Agni não é o fogo apenas. Lembre disso ao sentar frente a ele.

Porque fazer yajña? O sádhana externo serve e funciona como um guia para o iniciante. No início, as regras são úteis para nos dar orientação. Depois de algum tempo se tornam desnecessárias. Porém, é preciso ficar muito atento a algo que pode acontecer: fazer os mantras automaticamente. Lembra do exemplo da chave de fenda que demos no início? É como diz o provérbio: “quando o sábio aponta para a lua, o tolo olha para o dedo”. Não olhe para o dedo! Se você se flagrar fazendo os mantras automaticamente, sem ter presente o significado nem prestar atenção aos efeitos vibratórios, cuidado! Não esqueça que para que a prática seja mesmo Yoga, você precisa estar consciente e presente o tempo todo na experiência, da mesma forma que você está (ou deveria estar) atento quando lê isto. Não perca a consciência. Desligue o automático! Observe-se: você está atento? Está lembrando neste momento da sua própria existência? Está consciente da sua respiração enquanto lê?

Enquanto o sádhana de Yoga se faz individualmente, e funciona da pele para dentro, o yajña é uma prática coletiva. Quanto mais gente, melhor. É uma prática familiar em que a presença da mulher é imprescindível. Ráma, o herói do Rámáyána, não pôde fazer yajña durante o tempo em que sua esposa Sítá esteve seqüestrada nas mãos do demônio Rávana. Os sannyasins, yogis que renunciaram à vida em sociedade, não podem fazer yajña, pois não têm casa. Não tendo casa, não podem ter cozinha. Sem cozinha, não há fogo. Nem yajña.

A rigor, se faz yajña duas vezes por dia, ao amanhecer e ao entardecer. O yajña deve começar entre 25 minutos antes e 25 minutos depois da hora do nascer ou do pôr do Sol. Isso, porque para os hindus, o dia não começa à meia noite, senão no horário sandhya, quando o sol nasce. A prática completa leva uns 40 minutos. Recomenda-se tomar banho antes de começar. Para fazer yajña se precisa um agnikunda ou havankunda; um recipiente onde você fará o fogo sem correr o risco de incendiar a sua casa. O agnikunda pode fazer-se com cinco camadas de tijolos empilhados, caso você tenha bastante espaço. Deve estar sempre orientado para leste, ser quadrado, e medir internamente um cúbito de lado e meio cúbito de profundidade (37x37x18,5 centímetros). Se você não tiver espaço para construir um yajñashala, o local onde se faz o ritual, pode usar uma bandeja de cobre. Na Índia se acham recipientes de cobre, construídos seguindo medidas específicas. Mas como a Índia não é logo ali na esquina, e talvez você não planeje ir para lá tão cedo, faça o fogo do jeito que o seu bom senso indicar.

A madeira que se queima deve ser aromática e estar bem seca. Não use madeira pintada, ou de caixas ou móveis desmontados. Na Índia se usam madeiras como tulsi, rudráksha, banyam ou pippal, mas, sendo impossível achá-las aqui, pode usar sem problemas galhos de pinheiro, mangueira ou eucalipto. Prepare a lenha cuidadosamente antes de acender o fogo. Entretanto, se você não tiver agnikunda, nem lenha, nem ghee, nem samagri, nem companhia para praticá-lo, poderá mesmo assim fazer yajña. Só basta ter vontade de fazer os mantras e praticá-los com o coração aberto. Pessoalmente, já fiz yajña mentalmente sobre aviões, barcos, trens e carros. Obviamente não se compara à sensação de estar presente frente ao fogo, sentindo aquele calor e aquela vibração, mas mesmo assim é uma experiência muito forte. O que realmente interessa é a atitude como que se faz:


Quando, no fogo da Suprema Realidade, no qual até o mais

Absoluto vazio se dissolve, os cinco elementos, os objetos dos sentidos e a mente são vertidos, usando a consciência como

Colher, isso é o homa (vajña) verdadeiro.
Vijñánabhairava Tantra, verso 149, p. 137.

 
O fogo simboliza a presença da luz e do sagrado. É um verdadeiro ser vivente que você alimenta com três tipos de oferenda: gravetos, ghee e samagri. O samagri é uma mistura cuja composição varia, mas que contém cereais, ervas medicinais, flores, frutos, resina de incenso, perfume, açúcar e ghee, ou pelo menos alguns desses ingredientes. Mas não esqueça que, junto com as oferendas, e ainda muito mais importante que elas, é oferecer, como já dissemos, os sentimentos, os órgãos dos sentidos e da ação, o pensamento e a consciência, não para queimá-los no fogo, senão para purificá-los, para torná-los mais sutis. Ao mesmo tempo, visualize que na presença do fogo você desintegra tudo o que não quiser guardar dentro: emoções, pensamentos ou lembranças de experiências que não forem totalmente positivos. Uma pequena lista de sugestões das coisas que você pode purificar no fogo do yajña: o ambiente em que você vive. Os relacionamentos com os seus pais, amigos, filhos, cônjuge e com você mesmo. Os elementos do seu próprio corpo. A sua prática e a sua meditação. As suas emoções e sentimentos. O pensamento. A intuição. O corpo sutil, as nádís e os chakras. A sua alma.

Como funciona psicologicamente o yajña? Igual ao antar mouna: você substitui os samskáras ruins por outros bons. Repetimos o sútra de Pátañjali:

 

Quando surgirem pensamentos indesejáveis, estes podem ser vencidos convivendo-se com seus opostos.


Precisamos conhecer a tradução, ou pelo menos ter presente o significado dos mantras, pois eles têm esse objetivo: limpar, purificar e fazer uma resignificação dos conteúdos da consciência. Pois a cada vez que você diz sváhá, que significa entre outras coisas tudo está perfeitamente bem, você se reprograma para que, de fato, tudo fique perfeitamente bem. Sváhá também significa ofereço a oblação.

Os mantras devem pronunciar-se lenta e claramente: uma só exalação para cada mantra, respeitando as vogais curtas e longas, estas últimas representadas pelo acento. As oferendas se vertem no fogo a cada vez que se diz sváhá. Quando se faz mantra mentalmente durante o pránáyáma, a prática recebe o nome de prána yajña, sacrifício (sacralização, aliás) do prána. Esses mantras são expressão da lei e da verdade universal (dharma e rta) e servem para harmonizar-nos com elas. Formam parte da essência do ser humano e todos podem fazê-los, pois não estão limitados por fronteiras temporais ou culturais. Valem para todos os homens em todos os tempos, e nos revelam a nossa mais profunda natureza.

Os mantras

I - Áchamana sútra

Antes de começar, sentado em posição de meditação frente ao agnikunda, se fazem três libações junto com estes mantras. Pegue um pouco de água na palma da mão direita. Faça o primeiro mantra e beba essa água. Proceda da mesma forma com os outros dois mantras. Depois, lave a mão.

1. Om amritopastaranamasi sváhá.
2. Om amritápidhánamasi sváhá.
3. Om satyam yashah shrí mayi shrí srayatám sváhá.

Tradução
1. O Om imortal é o meu sustentador (minha cama). Sváhá.
2. O Om imortal é o meu cobertor. Sváhá.
3. Que estejamos sempre repletos de verdade, glória e prosperidade. Sváhá.
Taittiriya Áranyaka, X:32-35

Significado

Om, protetor de todo o existente, que estejamos protegidos da dor exterior e da dor interior. Que alcancemos o conhecimento verdadeiro, a prosperidade e o crescimento interior.

II - Anga sparsha sútra

Em seguida, fazem-se as sete abluções. Coloque um pouco de água na palma da mão esquerda. Molhando os dedos médio e anular da mão direita a cada mantra, toque as diferentes partes do corpo sucessivamente, começando sempre pelo lado direito. Ao concluir, lave as mãos com um pouco de água. Estes mantras eqüivalem à circunvalação do corpo que se faz durante o kaya sthairyam. Concentre-se no sentido do mantra e em cada parte do corpo ao vocalizar.

1. Om váng ma ásye astu (boca).
2. Om nasor me práno astu (narinas).
3. Om akshnor me chakshur astu (olhos).
4. Om karnayor me shrotram astu (orelhas).
5. Om bhávor me balam astu (braços).
6. Om úrvor me ojo astu (pernas).
7. Om aristáni me angáni tanústanvá me saha santu (o corpo inteiro).

Tradução

1. Om. Que eu tenha sempre palavras claras na minha boca.
2. Om. Que tenha sempre energia nas minhas narinas.
3. Om. Que tenha sempre visão penetrante nos olhos.
4. Om. Que tenha sempre audição apurada nos ouvidos.
5. Om. Que tenha sempre força nos braços.
6. Om. Que tenha sempre vigor e resistência nas pernas.
7. Om. Que todo o meu corpo esteja sempre saudável e livre de doenças.
Páraskara Grihasta Sútra, II:3-25

III - Agni ádhána

Havendo colocado a madeira no agnikunda, acende-se o fogo recitando este mantra:

 

Om bhúr bhuvah svah
Om bhúr bhuvah svardyaúriva
bhúmná prithivíva varimná tasyáste
prithivi devayajani prishthe
agnimanna adamanna dyáya adadhe.


Tradução

 

O Om é Ser, Transformação e Bem-aventurança.
O Om é vasto como o céu e amplo como a terra.
Ó terra, altar do sacrifício da Natureza, sobre ti coloco a lenha,
para que possamos ganhar boas colheitas (boa alimentação).

Yajur Veda, III:63.11

Significado

O fogo representa a energia que anima os três planos da existência (bhúr bhuva, sváhá): céu, atmosfera e terra. O Om é vida e bem-aventurança, é aquele que elimina a dor. O agnikunda, lugar onde arde o fogo, representa o próprio universo. O fogo consume as oferendas e purifica o ambiente e as pessoas.

IV - Agni pradípana

Coloque mais alguns gravetos finos na fogueira para alimentá-la. Enquanto o fogo começa a arder, se faz este mantra:

 

Om udbudhya svágne pratijágrhi
tvamishtápúrte samsrije-thám ayam cha
asmin tasadhasthe adhyttar asmin
vishvedevá yaja mánashcha sídata.


Tradução

 

Om. Que o fogo desperte e se eleve.
Que o Ser, junto com o purohit e estas pessoas,
realizem trabalhos pelo bem-estar individual e pelo de todos.
Que as pessoas que estão aqui sentem junto com o purohit.

Yajur Veda, XV:54

Significado

Om. Que o fogo, símbolo da inteligência e a realização, cresça no interior das pessoas. Que os nossos amigos trabalhem junto conosco pelo interesse social e pessoal. Que nos apoiemos incondicionalmente no caminho do crescimento. O purohit é o oficiante da cerimônia.

V - Tri samidádhána

Oferecem-se ao fogo três gravetos finos molhados em ghee. O primeiro, com este mantra:

 

Om ayam ta idhma átmá
játa veda stene dhyasva
vardhasva cheddha vardhaya
chásmán prajaya pashubhir
brahma varcha senán ná dyena
samedhaya sváhá
idam agnaye játa vedase idam na mama.


Tradução

 

Om. Fogo, iluminador e senhor de todo o existente,
este graveto é teu corpo.
Que possas crescer e alimentar tua luz com ele.
Ilumine-nos e enriqueça-nos com uma boa prole,
gado, glória e alimento saudável.
Mentalizamos por todos (sváhá).
Esta oblação é para o fogo. Não para mim

Áshvaláyana Grihasta Sútra, I:10.12

Significado

Om, fonte da energia simbolizada pelo fogo, expressamos aqui o nosso desejo de abandonar nossos objetivos egoístas oferecendo combustível ao fogo e negando nossa possessividade. Trabalhemos pelo bem de todos os seres vivos. Que nunca falte o necessário para vivermos uma vida feliz.

O segundo graveto, com estes dois mantras, no segundo sváhá:

 

Om samidhágnim duvasyat ghritair-bodhayat
atithim ásmin havyá juhotana sváhá
idam agnaye idam na mama.

Om susamiddhváya shochishe ghritam
tíbram juhotana agnaye játa vedase sváhá
idam agnaye játa vedase idam na mama.


Tradução

 

Om. Alimente o fogo com madeira seca.
Receba o convidado (Agni) com manteiga clarificada.
Coloque depois as oferendas.
Tudo está perfeitamente bem.
Isto é para o fogo. Não para mim.

Om. Ofereça manteiga clarificada
e quente ao fogo onipresente.
Tudo está perfeitamente bem.
Isto é para o fogo. Não para mim.

 

Yajur Veda, III:1-2

Significado

Alimentamos o fogo resplandescente, não para atingir os nossos fins egoístas, senão para beneficiar todos os seres vivos. Que tenhamos sucesso nessa tarefa. As oferendas são um símbolo dessa nossa disposição. Elas queimam e se dispersam no ambiente para purificar a atmosfera e concretizar as nossas intenções. Que possamos dedicar o melhor de nós para o bem-estar coletivo.

O fogo envolve as partículas sutis das substâncias oferecidas e as desintegra. Essas partículas se misturam à energia vital do ambiente, para purificá-lo. Que este ato possa trazer saúde, prosperidade e felicidade para todos.

O terceiro, com este mantra:

 

Om tantvá samidbhir agniro
ghritena varddhaya amasi
brihachochá yavishthya sváhá
idam agnaye agnirase idam na mama.


Tradução

 

Om. Ó fogo vivificante, te alimentamos
com madeira seca e ghee para que possas brilhar.
Tudo está perfeitamente bem.
Esta oferenda é para o fogo. Não para mim.

Yajur Veda, III:3

Significado

O fogo envolve as partículas sutis das substâncias oferecidas e as desintegra. Essas partículas se misturam à energia vital do ambiente, para purificá-lo. Que este ato possa trazer saúde, prosperidade e felicidade para todos.

VI - Pañcha ájyáhuti

Depois fazem-se cinco oferendas de ghee, repetindo cinco vezes este mantra:

 

Om ayam ta idhma átmá
játa veda stene dhyasva
vardhasva cheddha vardhaya
chásmán prajayá pashubhir
brahma varcha senán na
adyena samedhaya sváhá
idam agnaye játa vedase idam na mama.


Tradução

 

Om. Fogo, iluminador e senhor de todo o existente,
esta manteiga é teu sangue.
Que possas crescer e alimentar tua luz com ela.
Ilumine-nos e enriqueça-nos com uma boa prole,
gado, glória e alimento saudável.
Mentalizamos por todos (sváhá).
Esta oblação é para o fogo. Não para mim.

Áshvaláyana Grihasta Sútra, I:10.12

Significado

Este mantra se repete, com a diferença que antes idhma significava graveto, e neste contexto significa ghee. Esta palavra encaixa nos dois contextos, pois idhma significa etimologicamente inflamar, e ambos os elementos, madeira e manteiga, servem para esse propósito.

VII - Jala-prasechana

Se fazem estes quatro mantras aspergindo água em torno do altar. No lado leste:
1. Om adite anumanyasva.

No lado oeste:
2.
Om anumate anumanyasva.

No norte:
3. Om sarasvati anumanyasva.

Em todos os lados:
4.

Om deva savitah pra suva yajñam
pra suva yajñapatim bhagáya
divyo gandharvah ketapuh ketannaha
punátu váchaspatir vácham nah svadatu.


Tradução
1. Om. Ó Mãe infinita, favoreça-nos.
2. Om. Ó Mãe reconciliação, favoreça-nos.
3. Om. Ó Mãe iluminadora, favoreça-nos.
Gobhila Grihasta Sútra, I:31-33 4.
4.

Om. Aceite o nosso sacrifício
e leve o sacrificador para a prosperidade.
Que o resplandecente sustentador da terra,
o purificador dos pensamentos, purifique os nossos.
Que o Senhor da Palavra torne doces (eloqüentes)
as nossas línguas (os nossos discursos).

Yajur Veda, XXX:1

Significado

Que a água, que tem o poder da coesão, guarde o nosso fogo sacrifical no leste.
Que a água, que beneficia a todos, proteja o nosso fogo no oeste.
Que a água que flui conserve o fogo no norte.
Que as águas nos motivem a agir corretamente.
Que purifiquem os nossos corpos e os nossos pensamentos.


VIII - Ághárá váhuti

Duas oferendas de ghee para o fogo, junto com estes mantras. A primeira no norte (lado esquerdo do agnikunda), a segunda no sul (lado direito):

1. Om agnaye sváhá idam agnaye idam na mama.
2. Om somáya sváhá idam somáya idam na mama.

Duas oferendas de ghee no centro do fogo:
3. Om prajapataye sváhá idam prajapataye idam na mama.
4. Om indraya sváhá idam indraya idam na mama.

Tradução
1. Om. Para Agni. Sváhá. Isto é para o fogo. Não para mim.
2. Om. Para o Abençoado. Sváhá. Isto é para Soma. Não para mim.
3. Om. Para o Senhor das Criaturas. Sváhá. Isto é para Prajapati. Não para mim.
4. Om. Para o Senhor Resplandescente. Sváhá. Isto é para Indra. Não para mim.

Gobhila Grihasta Sútra, I:8,24; I:8,4-5

Significado

Que todas as criaturas alcancem a felicidade através deste ato. Oferecemos estas oblações às forças da natureza como um símbolo da nossa intenção de aniquilar o egoísmo.

IX - Homa-karana mantras

Quatro oblações de ghee, doces e samagri (mistura de ervas medicinais), oferecidas com os dedos polegar, médio e anular da mão direita, junto com os quatro seguintes mantras. Para o agnihotra matinal:

1. Om súryo-jyotir jyotih-súrya sváhá.
2. Om súryo-varcho jyotir-varchah sváhá.
3. Om jyotih-súryah súryo-jyotih sváhá.
4. Om sajúrdevena savitrá sajúr ushasendra vatyá jushánah súryovetu sváhá.

Tradução
1. Om. Sol, a Luz. Luz, o Sol. Sváhá.
2. Om. Sol, o Brilho. Luz, o Brilho. Sváhá.
3. Om. Luz, o Sol. Sol, a Luz. Sváhá.
4. Que o Sol que ilumina, junto com a Força criadora
e a aurora, se sintam felizes de vir aqui e desfrutar. Sváhá.
Yajur Veda, III:7-8

Significado
O sol representa a luz e o resplandor da Consciência. Ele é a fonte da luz e da vida que anima o mundo. O mundo do que se move e o do que permanece imóvel dependem dele. Ele é a fonte da ação e do movimento. Que através destas oferendas nunca nos faltem ação e movimento. Que o sol e a aurora resplandescente aceitem essas oferendas. Que este seja um ótimo dia para todos.

Para o agnihotra vespertino:
1. Om agnir-jyotir jyotih-agnir sváhá.
2. Om agnir-varcho jyotir-varchah sváhá.
3. Om agnir-jyotir jyotir-agnir sváhá.
4. Om sajúrdevena savitrá sajú ratryendra vatyá jusháno agnirvetu sváhá.

Tradução
1. Om. Fogo, a Luz. Luz, o Fogo. Sváhá.
2. Om. Fogo, o Brilho. Luz, o Brilho. Sváhá.
3. Om. Fogo, a Luz. Luz, o Fogo. Sváhá.
4. Om. Que o fogo, junto com a Força criadora
e a noite, se sintam felizes de vir aqui e desfrutar. Sváhá.
Yajur Veda, III:9-10

Significado

O fogo representa a luz da Inteligência. O resplandor do fogo representa o brilho da Consciência. As três fontes de luz e energia são o sol no céu, a energia dos trovões na atmosfera e o fogo sobre a terra. À noite, dependemos do fogo e do calor. Que este fogo sagrado aceite as nossas oferendas e as esparja na atmosfera. Que esta seja uma ótima noite para todos. O terceiro mantra se faz mentalmente. Só se pronuncia o Om e o sváhá.

X - Ubhaykálik mantrah

Estes são os oito mantras finais, que se fazem em ambos os agnihotras, matutino e vespertino, oferecendo samagri e ghee ao fogo a cada vez que se repete a interjeição sváhá (tudo está bem).

1. Om bhúr agnaye pránáya sváhá
idam agnaye pránáya idam na mama.

2. Om bhuvar váyave apánáya sváhá
idam váyave apánáya idam na mama.

3. Om svarádityáya vyánaya sváhá
idam svarádityáya vyánaya idam na mama.

4.

Om bhúr bhuvah svar agni váy váditye
bhyah prána apána vyáne bhyah sváhá
idam agnaye váy váditye bhyah
prána apána vyáne bhyah idam na mama.


5. Om apo jyotí raso amritam
brahma bhúr bhuvah svar Om sváhá.

6. Om yám medhám devaganáh pitarash
chopásate taya mámadya medhaya
agne medhávinam kuru sváhá.

7. Om vishváni deva davitar duritáni pará
suva yad bhadram tanna á suva sváhá.

8.

Om agne naya supathá ráye asmán
vishváni deva vayunáni vidván yuyo
dhyas majjuhura anameno bhúyíshthám
te nama uktim vidhema sváhá.


Tradução
1. Om. Para a causa da existência (bhúr),
para Agni. Para o prána. Sváhá.
Isto é para Agni e o prána. Não para mim.

2. Om. Para a causa do devir (bhuva),
para Váyu. Para apána. Sváhá.
Isto é para Váyu e apána. Não para mim.

3. Om. Para a causa produtora de bem-aventurança (svah),
para Aditya (o Sol). E para vyána (o ar vital). Sváhá.
É para o Sol e para vyána. Não para mim.

4. Om. Para bhúr, bhuva e svah;
para Agni, Váyu e Aditya; portadores da natureza
do prána, do apána e do vyána. Sváhá.
Isto é para Agni, Váyu e Aditya.
E para prána, apána e vyána. Não para mim.

5. Om. Para as águas, a luz e a doçura (o amor).
Para a imortalidade, para Brahma.
Para bhúr, bhuva e svah. Om. Sváhá.

6. Om. Dê-nos sabedoria hoje.
Dê-nos o conhecimento que os sábios e ancestrais
tanto valoram e desejam.
Yajur Veda, XXXII:14

7.
Om. Que possamos ver-nos livres de doenças e maldade.
Que tenhamos tudo o que for bom e benéfico.
Sváhá.
Yajur Veda, XXX:3

8.
Om, que possas nos conduzir no caminho da prosperidade.
Que possamos nos manter afastados do mal.
Com humildade, te oferecemos esta respeitosa homenagem. Sváhá.
Yajur Veda, XL:16

Significado
1. Que estas oblações, dirigidas ao fogo terrestre, possam dar vitalidade para todos os seres. Que todas as criaturas do universo se beneficiem com este ato.

2. Que estas oferendas alcancem o ar vital, que elimina o sofrimento dos seres vivos. Que o vento carregue as substâncias purificadoras para levar saúde e prazer a todos os organismos vivos. Este ato é para o benefício de todos, não apenas o nosso.

3. Que estas oblações oferecidas por nós alcancem o sol que nos dá vida, calor e felicidade. Que as substâncias purificadoras cheguem até ele e se combinem com a energia solar para purificar o espaço inteiro. Este ato é para o benefício de todo o universo.

4. Estas oferendas são para o fogo terrestre, o ar da atmosfera e o sol celestial, para que todos respirem com vitalidade, para que todos eliminem as aflições e sejam felizes. Que os agentes naturais levem a minha oferenda para os quatro cantos do universo. Que todos e cada um se beneficiem dela. Humildemente ofereço esta oblação (sváhá) para o benefício da humanidade. Isto é para a humanidade, não para mim. O poder da vida onipresente, o prána, se manifesta em todos os planos da criação (bhúr bhuva, sváhá): na terra, ele aparece como o fogo que aquece, nutre e anima. Na região atmosférica se manifesta como o ar que sustenta a vida. No céu, é visível na forma do sol, fonte de calor e energia.

5. O Om é onipresente, é a causa de todas as formas de vida, o aniquilador da dor e a fonte de toda felicidade. Oferecemos esta oblação ao Om eterno, como retribuição pela vida que temos.

6. Assim como os rishis e os protetores da sociedade da antiguidade obtiveram iluminação e sabedoria eternas através da prática, que nós possamos igualmente tê-las e afastar as trevas da ignorância.

7. O Om é a força geratriz do universo. Através dessa concientização dissipam-se a miséria existencial e o mal. Que obtenhamos todas as virtudes e que possamos continuar no caminho do crescimento.

8. Que através desta prática agucemos as nossas faculdades intelectuais para que elas possam nos ajudar a continuar no caminho da verdade e afastados da maldade. Que fiquemos a cada dia mais próximos da emancipação.

Aqui se fazem um (ou vários) japa málá(s) de 11, 54 ou 108 repetições de Gáyatrí e/ou Triyambaka mantra:

 

Om bhúr bhuva sváhá
tat savitur varenyam
bhargo devasya dhimahi
dhyo yo nah prachodayat
sváhá.


Tradução

 

Om. Contemplemos o excelente esplendor
de Savitri, o divino Sol vivificante
presente na terra, na atmosfera e no céu.
Que ele inspire a nossa visão (conhecimento intuicional).
Sváhá.

Rig Veda, III:62

Significado

Bhúr, bhuva e sváhá são os três planos da existência. Na teoria vêdica das equivalências (bandhu), esta divisão tripartida do universo tem muitos níveis de significados. Refere-se aos três mundos: o do infinitamente grande, o humano, e o do infinitamente pequeno; aos três gunas, as três qualidades da natureza: inércia, ação e equilíbrio (tamas, rajas e sattwa); ou ainda, ao paralelo que existe entre as estruturas da consciência e da Natureza. Ou seja, assim como é acima, assim é embaixo; o macrocosmos reflete o microcosmos, etc. Savitr, o Sol, é símbolo da consciência e ao mesmo tempo da kundaliní. O Gáyatrí mantra se faz para celebrar a existência e harmonizar-nos com o poder de transformação presente na natureza. Este mantra é um convite à contemplação da força que move o macrocosmos, o microcosmos e o homem.

 

Om triyambakam yajámahe
sugándhim pushtivardhanam
urvá rukám iva bándhanán
mrityor mukshíya mámritát
sváhá.


Tradução

 

Om. Peço àquele que tem três olhos (Shiva),
o mestre dos sentidos e sustentador de tudo o que cresce,
que me liberte do ciclo de condicionamentos e mortes.
Assim como a fruta cai quando está madura,
me leve da morte à imortalidade.
Sváhá.

Rig Veda, VII:59-12

As oblações finais.

Ao fazer estes três últimos mantras, verta o resto do samagri e o ghee no fogo:

9.

Om sarvam vai púrnam sváhá
Om sarvam vai púrnam sváhá
Om sarvam vai púrnam sváhá.


10. Om shántih shántih shántihi. Hari Om.

Tradução
9. Tudo está perfeitamente bem no mundo.
10. Om paz, paz, paz. Hari Om.

Com essas últimas três oblações conclui o yajña. Entretanto, após o final, se faz ainda o shántipath, invocação de paz. Path significa repetição em voz alta, invocação ou recitação. Existem vários shántipaths nos Vedas e nas Upanishads. Apresentamos aqui os mais conhecidos e largamente usados. Como os outros mantras, o shántipath deve fazer-se com os olhos fechados, concentrando-se na vibração do som no interior da cabeça, no significado do mantra e, principalmente, na intenção e no que você quer obter dele. No caso, paz. Muita paz para todos.

 

Asato ma sadgamáyá
tamaso ma jyotirgamáyá
mrityor ma amritam gamáyá
sarvesham svasti bhavatu
sarvesham shántir bhavatu
sarvesham púrnam bhavatu
sarvesham mangalam bhavatu
loka samasya sukhino bhavantu.


Tradução

 

Conduza-me da falsidade à verdade.
Da escuridão (ignorância) à luz.
Da morte à imortalidade.
Que todos tenham saúde.
Que todos vivam em paz.
Que todos vivam em plenitude.
Que todos tenham uma vida auspiciosa.
Que o universo viva em estado de felicidade.

Brihadáranyaka Upanishad, I:3, 28

 

Om dyauh shántir antariksham
shántih prithiví shántir apah
shántir aushadhayah shántih
vanaspatayah shántir vishvedevá
shántir brahma shántir sarvam
shántih shántir eva shántih sa ma
shántir edhi.


Tradução

 

Om. Que haja paz no céu.
Que haja paz na atmosfera.
Que haja paz na terra.
Que as águas tragam paz para todos.
Que as ervas medicinais tragam paz para todos.
Que as plantas tragam paz para todos.
Que as forças da natureza e os sábios dêem paz para todos.
Que a paz e a harmonia reinem no universo inteiro.
Que a paz, somente a paz, prevaleça em todos os lugares.
Que eu também tenha essa paz.

Yajur Veda, XXXVI:17

Ou ainda pode fazer-se o shánti mantra:

 

Om sahanavavatu
sahanaubhunaktu
sahavíryam karva vahai
tejasvinavadhitamastu
ma vidvishavahai
Om shánti shánti shántihi.


Tradução

 

Que todos estejamos protegidos e unidos.
Que todos estejamos nutridos e unidos.
Que possamos trabalhar juntos,
unindo nossas forças pelo bem da humanidade.
Que nosso saber seja luminoso e realizador.
Que não exista inimizade entre nós.
Om. Que haja paz, paz, paz.

Taittiriya Up., Brahmavalli

No final da prática, com as palmas das mãos voltadas para as chamas, mentalize que você recolhe de volta tudo o que foi purificado no fogo. Lembre que yajña é o mesmo que Yoga. Yajña significa sacralização, consagração.

O trabalho do Yoga passa por sacrificar tudo o que for exterior e inferior, facilitando o caminho para que se manifeste a nossa verdadeira natureza profunda.


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