Antes de dizer exatamente o que é o Conselho Cármico
e como é formado, vamos falar um pouco dos trâmites post-mortem.
Quando uma pessoa morre, ela pode fazer essa transição
de duas maneiras: ou consciente (sentindo-se “despregar”
do corpo físico e entrando num túnel, seguindo uma luz
ou até, mesmo encontrando um guia) ou então inconsciente
, quer dizer, dormindo. Se a pessoa chega do “outro lado”
acordada, logo ela se defronta com um Mensageiro da Luz, que lhe entrega
uma convocação para comparecer ao tribunal do Carma
no dia tal, às tantas horas. Até esse dia, ela será
encaminhada a uma “colônia de férias” astral,
digamos assim. Por outro lado, se estiver dormindo, vai continuar
descansando por um prazo que varia de pessoa para pessoa mas que não
pode ultrapassar seis meses; ao acordar, também receberá
a intimação para comparecer ao Tribunal.
O Conselho Cármico é um Tribunal de Justiça.
Os juízes, em número de oito, constituem o Conselho
e cada um deles representa um raio. Seus nomes, por ordem dos Raios
: 1º Raio, Grande Diretor Divino 2º Raio, Deusa da Liberdade 3º Raio Mestra Ascensa Nada
4º Raio Elohim Cyclopea 5º Raio Palas Athenas 6º Raio, Porcia, Deusa da Justiça 7º Raio, Kuan Yin 8º Raio, Vairoshana
Todos eles Ascensionados, o que significa que são seres de
absoluta Misericórdia, Amor e Justiça. Diante desses
Seres Perfeitos, a pessoa é levada a avaliar toda a sua última
vida, desde o nascimento até a morte. Tomará consciência
de seus erros e acertos, das lições que assimilou e
das que ainda tem que aprender; quais são suas principais virtudes
e também as dificuldades ou defeitos que terá que superar.
Ouvirá do conselho Infalível a sentença ; qual
é realmente a sua faixa vibratória e, daí, em
que país, cidade e grupo do astral deverá permanecer
até a próxima encarnação; que escola deverá
freqüentar, que tipo de treinamento deverá ter; que trabalhos
terá que executar; quanto tempo ficará desencarnado;
quem serão seus pais e familiares na próxima encarnação;
quais serão suas futuras características raciais e nacionalidade.
Uma alma mais evoluída ouvirá essa sentença compreendendo
que o carma não é uma lei de retaliação
mas, sim, de educação, e que o Conselho Cármico
é o órgão legítima e divinamente capacitado
para julgar e dar novas oportunidades de evolução.
Assim como o Conselho Cármico julga e administra o carma individual,
ele também o faz com relação ao carma familiar,
grupal, nacional e planetário. Ministra sanções
e anistias. Se for preciso pelos desígnios cármicos,
o Conselho autoriza cataclismos e desastres coletivos. Pode abreviar
ou prolongar a vida dos encarnados.
Nos dias 30/06 e 31/12, o Conselho se reúne para avaliar o
carma do planeta inteiro. Faz um retrospecto do semestre que se encerra
e toma decisões para o próximo semestre. Nesses dias
especiais, os discípulos da Luz podem apresentar a esses Divinos
Juizes sua petições ou projetos que, se forem considerados
dignos e úteis à Vida, serão autorizados –
e aí os autores receberão uma ajuda direta (seja ela
qual for) do Conselho para realizá-los.